sexta-feira, 16 de outubro de 2009

Mundo



HÁ MAIS DE MIL MILHÕES DE FAMINTOS



A fome afecta hoje 1,02 mil milhões de pessoas - quase um décimo da população mundial -, segundo relatório da FAO, agência da ONU para a Agricultura e a Alimentação, divulgado, ontem, em Roma.
"Nenhuma nação está livre e, como sempre, são os países mais pobres - e as populações mais desprotegidas - os que mais sofrem", lamenta Jacques Diouf, director geral da FAO, num relatório elaborado em conjunto com o Programa Mundial Alimentar (PMA) e apresentado dois dias antes do Dia Mundial da Alimentação, que se assinala amanhã.
A maior parte das pessoas desnutridas encontra-se na região Ásia-Pacífico (642 milhões), seguida da África subsaariana (265 milhões), América Latina (53 milhões) e da região que compreende o Oriente Médio e o norte de África (42 milhões). Nos países desenvolvidos, 15 milhões de pessoas sofrem com a fome.
O documento divulgado ontem sublinha que esta tendência já se verificava mesmo antes da crise económica mundial ter levado o número de famintos a ultrapassar a barreira dos mil milhões.
Após os êxitos na luta contra a fome nos anos 1980 e início da década de 1990, o número de desnutridos começou a aumentar em 1995, atingindo 1,02 mil milhões este ano devido ao efeito combinado dos elevados preços da alimentação e à crise financeira mundial, diz a FAO.
"Na luta contra a fome o foco devia ser posto no aumento da produção de alimentação", afirmou Jacques Diouf. "É senso comum (que) devia ser dada prioridade à agricultura, mas o oposto aconteceu", adiantou. Em 1980, 17% do apoio de países doadores foi para o sector agrícola, parcela que desceu para 3,8% em 2006 e só subiu ligeiramente nos últimos três anos, afirmou Diouf numa entrevista à AP Television News.
A FAO, que recebe uma cimeira mundial sobre alimentação no próximo mês, afirma que a produção de alimentos tem de aumentar 70% para nutrir a projectada população de 9,1 mil milhões em 2050. Para alimentarem as respectivas populações, os países pobres vão precisar de 29,8 mil milhões de euros anuais de apoio para a agricultura. Actualmente, esse apoio é de 7,9 mil milhões de dólares.
Segundo a FAO, os pobres residentes em zonas urbanas têm mais dificuldade para enfrentar a recessão mundial, já que a queda nas exportações e a redução do investimento externo directo levaram ao aumento do desemprego urbano. As áreas rurais devem enfrentar o problema que representará o regresso de parte dessa população urbana ao campo.
Diário de Notícias de 16 de Outubro
Quando a miséria entra pela porta a virtude sai pela lanela.



quinta-feira, 15 de outubro de 2009

Envelhecimento do Corpo Humano - 7



OSSOS

Ao longo da nossa vida, o tecido ósseo é
continuamente destruído e reconstruído,
num processo chamado “turnover ósseo”.

Uma vez que este processo abranda com
o envelhecimento – começando por volta dos 30 anos de idade-
Há uma perda de massa ou densidade óssea.
Isto acontece mais rapidamente nas mulheres,
durante e após da menopausa.
Outrora, a velhice era uma dignidade; hoje, ela é um peso.


segunda-feira, 12 de outubro de 2009

Envelhecimento do Corpo Humano - 6


CORAÇÃO
Torna-se mais largo com a idade devido
Ao espessamento das suas paredes, o que pode
dificultar o bombeamento.
As válvulas cardíacas também engrossam,
afectando o fluxo sanguíneo.

Manter o coração em forma através de
exercício físico regular pode ajudar a
atenuar alguns destes efeitos negativos
do envelhecimento.
Cada um tem a idade do seu coração, da sua experiência e da sua fé.

domingo, 4 de outubro de 2009

12º Convívio










Para comemorar o Dia Internacional do Idoso realizou-se, no Jardim Público da Covilhã, o tradicional convívio, organizado pelas Associações de Reformados da Covilhã, Unhais da Serra e Tortosendo.
Foram mais de duzentos os Reformados e Pensionistas, alguns acompanhados por outros familiares, que se juntaram naquele local para comemorar esta efeméride.
Proporcionada pelo Grupo de Cantares a “Lã e a Neve”, da Associação de Reformados da Covilhã, Vítor Costa e seu Acordeão, Grupo de Cantares de Santo Aleixo de Unhais da Serra e Grupo de Danças e Cantares de Vila do Carvalho a animação foi enorme e um baile muito participado manteve-se durante toda a tarde.
Estiveram presentes, como convidados, os dirigentes da Inter Reformados, Mª Filomena Mourão Fonseca e da Confederação de Reformados (MURPI), Casimiro Menezes, que fizeram intervenções alusivas, bem como o dirigente local, Manuel Carrola.
Por fim um lanche oferecido pela organização deixou os convivas com vontade de aparecerem no próximo convívio.
A velhice é a paródia da vida.

sábado, 3 de outubro de 2009

Nacional






Aumentam casas ilegais que acolhem idosos

Particulares colocam utentes a viver em caves e lugares similares, denuncia presidente da ALI
FÁTIMA MARIANO


Mais preocupante do que os lares sem alvará é o recrudescimento de "casas clandestinas" onde os particulares acolhem idosos sem reunirem as mínimas condições para tal, denuncia o presidente da Associação de Lares de Idosos.
João Ferreira de Almeida disse, ao JN, que este é um fenómeno "muito preocupante, que está em explosão de Norte a Sul do país". Tratam-se de pessoas particulares que aceitam acolher em suas casas "um, dois, três ou mais idosos" a troco de uma mensalidade e que, muitas vezes, colocam esses idosos "a viver em caves ou outros locais do género", critica o presidente da ALI (Associação de Lares de Idosos, Casas de Repouso e Assistência Domiciliária).
De acordo com este dirigente, as autoridades policiais e a própria Segurança Social têm conhecimento desta realidade, mas argumentam que não é fácil actuar. "Só podem entrar em casas particulares com autorização do proprietário ou com mandado judicial e este nem sempre é fácil de obter", observa João Ferreira de Almeida.
Este responsável refere ainda que "ninguém sabe quantas são estas casas, em que condições vivem estes idosos, se têm ou não acompanhamento médico", atribuindo às famílias uma quota-parte na responsabilidade deste fenómeno. "Ao deixarem os seus idosos nestes locais, livram-se desta preocupação", acusa.
João Ferreira de Almeida considera que este fenómeno é mais preocupante do que o dos lares sem alvará porque estes últimos "sempre têm um letreiro a publicitar o que são e a maioria até pertence a empresas registadas". Pede maior fiscalização também para combater a "concorrência desleal".
O JN tentou ouvir o presidente do Instituto de Segurança Social (ISS) sobre a problemática dos lares de idosos e estabelecimentos similares, mas Edmundo Martinho não esteve disponível. Fonte da ISS adiantou apenas que em 2008 foram encerrados 75 lares, devido à "deficiências graves".
Em Janeiro de 2008, o Procurador-Geral da República definiu como tendo "especial prioridade", em termos de investigação, os crimes cometidos contra idosos. Questionada pelo JN, a Procuradoria-Geral da República referiu que "não foi constituída nenhuma equipa especial, mas pediu-se a colaboração das Juntas de Freguesia, das Autoridades de Saúde e das Entidades Policiais.


Notícia, hoje, no Jornal de Notícias


Estamos na idade mídia, com cabeças de idade média. Somos uma geração midieval.

quinta-feira, 1 de outubro de 2009

Envelhecimento do Corpo Humano - 5


GORDURA
Entre os 25 e 75 anos, de idade,
a gordura corporal aumenta
naturalmente para o dobro,
mas pode ser controlada
com exercício regular e uma dieta saudável.

No entanto, a gordura pode acumular-se
em novos sítios, incluindo o queixo, o
pescoço, abdómen, coxas e nádegas.
As boas ideias não têm idade, apenas têm futuro.

quarta-feira, 30 de setembro de 2009

Envelhecimento do Corpo Humano - 4


CÉREBRO
O cérebro atinge o seu tamanho máximo
por volta dos 20 anos e começa a
perder volume depois dessa idade.
Podem ocorrer falhas de memória subtis
aos 40 anos e aos 70 um terço das pessoas
sente perdas de memória mais significantes.

Estudos recentes mostram que exercitar o
cérbero e o corpo pode ajudar a manter a mente
E a memória em forma.
Não poderá a velhice chegar tão depressa que não tenhamos de fazer meio caminho para ir ao seu encontro ? De resto, o que é que nos faz velhos ? Não é a idade, são as doenças.

quinta-feira, 24 de setembro de 2009

Envelhecimento do Corpo Humano - 3


PELE
Com a idade a pele torna-se rugosa
e a camada mais superficial da pele
-a epiderme - torna-se mais fina.
Os tecidos da pele perdem resistência e
elasticidade. A pele mais envelhecida
tende a tornar-se mais seca.

As unhas das mão e dos pés
crescem mais
lentamente e tornam-se
mais amarelas e quebradiças.
Verrugas e
outras saliências são igualmente comuns.
O tempo que tudo transforma, transforma também o nosso temperamento. Cada idade tem os seus prazeres, o seu espírito e os seus hábitos.

quarta-feira, 23 de setembro de 2009

Envelhecimento do Corpo Humano - 2


VISÃO
Os olhos podem começar a mudar
pelos por volta dos 30 anos.
À medida que se envelhece,
menos reactivas estarão
as pupilas às mudanças de luz.
Por volta dos 60 anos, as pupilas terão
um terço do tamanho que possuíam aos
20 anos de idade.

A maior parte das pessoas com mais de
55 anos necessitam de óculos, pelo menos
durante parte do tempo.
Acontece com a velhice o mesmo que com a morte. Alguns enfrentam-nas com indiferença, não porque tenham mais coragem do que os outros, mas porque têm menos imaginação.

Iniciativas




segunda-feira, 21 de setembro de 2009

Envelhecimento do Corpo Humano - 1


AUDIÇÃO
As estruturas do ouvido
mudam à medida que envelhecemos.
Há células que não se renovam,
causando dificuldade em ouvir
frequências mais altas, quando existe muito
barulho de fundo.

A perda de audição significativa atinge
um terço da população entre os 65 e os 70 anos, e
metade da população com com mais de 75 anos.
Quantos anos tenho?... É evidente que um homem,
na minha idade, não pode ter mais do que isso.

sexta-feira, 18 de setembro de 2009

Saúde


Envelhecer com saúde
Estar horas sentado nos bancos do jardim, estar sentado no sofá a aguardar a hora da refeição, sentar nas cadeiras dos cafés à espera que o tempo passe, são algumas das situações que deparamos todos os dias nas vilas e cidades do nosso país!
Perguntamos, onde está o espaço e o tempo para alguma actividade física?
Está hoje amplamente reconhecido o valor da actividade física sobre a saúde da população em geral e nos idosos em particular; as sua repercussões fazem-se sentir nos domínios físico, social e psicológico, para já não falar na prevenção e tratamento de muitas doenças como as cardiovasculares, diabetes e reumatológicas.

Porque não praticamos actividade física?
Em Portugal, as pessoas não são incentivadas desde a infância a praticar actividade física, e por este motivo encontramos pessoas que chegados à idade de 50 anos para diante nunca praticam qualquer actividade física.
A vida moderna com o stress, a pressa em cumprir tarefas, o convite a deslocar-se de automóvel para curtas distâncias e a tentação de ficar sentado diante dum televisor, opôs um dia de fadiga, constituem algumas das razões porque não se pratica actividade física, ao contrário do que se passava com os nossos avós que eram muito mais activos e não tinham tantas comodidades ao seu dispor, como na actualidade.
Se não exercitamos o nosso organismo este atrofia-se e ficamos mais doentes e presos à cama.

Quais as vantagens?
Ao realizar exercício físico exercitamos a nossa musculatura, fazendo-a contrair, além de aumentarmos a temperatura corporal, as frequências respiratória e cardíaca.
Para além destas modificações no funcionamento dos nossos órgãos, outros benefícios existem como a diminuição da ansiedade e depressão, melhoria da auto-estima, melhoria da qualidade do sono, maior predisposição e aptidão para a realização das actividades diárias, aumento da capacidade de concentração e atenção, mudança significativa no humor e melhoria da reinserção social. Cada pessoa irá perceber ao longo da vida, com a prática de exercício físico, as mudanças ocorridas no seu corpo e mente, bem como, no aspecto social afectivo.
Pela actividade física recomendada procuram-se os seguintes objectivos:
-Melhorar a capacidade cardiovascular;
-Aumentar a flexibilidade articular;
-Desenvolver a força muscular;
-Treinar o equilíbrio e coordenação motora;
-Fortificar a memória.
Agora, só você poderá decidir se que eles façam parte dos seus hábitos de vida!!!
Se não gosta de correr, que tal caminhar, nadar, pedalar ou simplesmente dançar? Se não gosta de realizar exercícios com pesos, que tal lavar o carro ou limpar o jardim?
O Importante á sempre fazer o que se gosta, andar ou correr, qualquer exercício é bom, particularmente se associado a uma alimentação saudável e equilibrada.
Não se esqueça que a actividade física para fazer bem ao nosso organismo deve ser frequente, no mínimo três vezes por semana e com intensidade adequada.

Casimiro Menezes
médico
O homem começa a morrer na idade em que perde o entusiasmo.Honoré de Balzac

terça-feira, 15 de setembro de 2009

È preciso mudar
é preciso votar!
O Verão está a chegar ao fim, os reformados, os pensionistas idosos não tiveram grandes férias. Uns passeios organizados pelas suas associações, umas idas à praia e pouco mais, que as pensões são curtas, cada vez mais curtas para os remédios, o pão, a electricidade, os transportes, pouco sobra aos velhos, apenas indignação e amargura. Num dos países mais pobres da Europa, dos mais envelhecidos, e onde a diferença entre ricos e pobres é a maior, é urgente uma mudança, os idosos sabem-no, o MURPI não se tem cansado de o exigir junto dos órgãos do poder, junto dos partidos e também nas ruas.
Aproximam-se dois actos eleitorais, para as Autarquias e para a Assembleia da República, é o momento dos portugueses mostrarem, definitivamente que sabem escolher quem os defende, que sabem usar o voto como arma que é para a transformação e mudança.
As recentes eleições para o Parlamento Europeu e a altíssima abstenção devem servir de aviso a todos, os que, por desinteresse ou indiferença, subestimaram a importância desta votação e tardiamente perceberam que da “Europa” vêm leis e a factura que os portugueses têm de pagar.
Não há qualquer certeza sobre a abstenção dos mais idosos, em muitos concelhos sabemos que os idosos souberam exercer o seu direito de voto, mas o que é certo é que muitas foram as forças e meios de comunicação que tudo fizeram para desmotivar a participação nas eleições. As próximas eleições, por tratarem de assuntos sentidos como mais próximos dos cidadãos, têm um apelo maior, e desejamos que haja uma participação massiva.
Os reformados e idosos sabem, como ninguém, as suas dificuldades, não apenas económicas, mas também de acesso à saúde, com o fecho de centros de saúde e hospitais, dificuldade de transportes, principalmente nas regiões do interior, dificuldade no acesso à cultura, falta de apoio nas doenças próprias da idade, deficiente rede de instituições de acolhimento de idosos, instituições, muitas vezes, movidas pelo lucro e a ganância. Os reformados e idosos sabem que cabe ao Estado cuidar da saúde, das Instituições de apoio a idosos e doentes, que a entrega a privados não respeita a Constituição e vai cavar ainda mais a diferença entre quem pode e quem não pode pagar.
Os reformados têm que distinguir quem os defende, têm de distinguir quem lhe oferece soluções e quem perto das eleições lhes vem dar beijinhos e uma mão cheia de nada.
Os reformados e idosos, estão fartos de ser enganados, mas não podem demitir-se de exprimir a sua opção, isto é, têm de ir votar.
Os reformados estão cansados de lutar e não serem ouvidos, por isso mesmo têm de ir votar.
Os reformados e idosos podem ser uma força de mudança, para que assim seja têm de ir votar.
È preciso mudar, é preciso votar!


Leonor Santa-Rita
in A Voz dos Reformados
A cultura é o melhor conforto para a velhice.

sábado, 5 de setembro de 2009

Saúde



Dez sinais de alerta da doença de Alzheimer
1. Perda de memória
É normal esquecer ocasionalmente reuniões, nomes de colegas de trabalho, números de telefone de amigos, e lembrar-se deles mais tarde.
Uma pessoa com a doença de Alzheimer esquece-se das coisas com mais frequência, mas não se lembra delas mais tarde, em especial dos acontecimentos mais recentes.
2. Dificuldade em executar as tarefas domésticas
As pessoas muito ocupadas podem temporariamente ficar tão distraídas que chegam a deixar as batatas no forno e só se lembram de as servir no final da refeição.
O doente de Alzheimer pode ser incapaz de preparar qualquer parte de uma refeição ou esquecer-se de que já comeu.
3. Problemas de linguagem
Toda a gente tem, por vezes, dificuldade em encontrar a palavra certa.
Porém, um doente de Alzheimer pode esquecer mesmo as palavras mais simples ou substituí-las por palavras desajustadas, tornando as suas frases de difícil compreensão.
4. Perda da noção do tempo e desorientação
É normal perdermos – por um breve instante – a noção do dia da semana ou esquecermos o sítio para onde vamos.
Porém, uma pessoa com a doença de Alzheimer pode perder-se na sua própria rua, ignorando como foi dar ali ou como voltar para casa.
5. Discernimento fraco ou diminuído
As pessoas podem por vezes não ir logo ao médico quando têm uma infecção, embora acabem por procurar cuidados médicos.
Um doente de Alzheimer poderá não reconhecer uma infecção como algo problemático e não ir mesmo ao médico ou, então, vestir-se inadequadamente, usando roupa quente num dia de Verão.
6. Problemas relacionados com o pensamento abstracto
Por vezes, as pessoas podem achar que é difícil fazer as contas dos gastos.
Mas, alguém com a doença de Alzheimer pode esquecer completamente o que são os números e o que tem de ser feito com eles. Festejar um aniversário é algo que muitas pessoas fazem, mas o doente de Alzheimer pode não compreender sequer o que é um aniversário.
7. Trocar o lugar das coisas
Qualquer pessoa pode não arrumar correctamente a carteira ou as chaves.
Um doente de Alzheimer pode pôr as coisas num lugar desajustado: um ferro de engomar no frigorífico ou um relógio de pulso no açucareiro.
8. Alterações de humor ou comportamento
Toda a gente fica triste ou mal-humorada de vez em quando.
Alguém com a doença de Alzheimer pode apresentar súbitas alterações de humor – da serenidade ao choro ou à angústia – sem que haja qualquer razão para tal facto.
9. Alterações na personalidade
A personalidade das pessoas pode variar um pouco com a idade.
Porém, um doente com Alzheimer pode mudar totalmente, tornando-se extremamente confuso, desconfiado ou calado. As alterações podem incluir também apatia, medo ou um comportamento inadequado.
10. Perda de iniciativa
É normal ficar cansado com o trabalho doméstico, as actividades profissionais do dia-a-dia ou as obrigações sociais; porém, a maioria das pessoas recupera a capacidade de iniciativa.
Um doente de Alzheimer pode tornar-se muito passivo e necessitar de estímulos e incitamento para participar.
Para saber mais, consulte:
APFADA - Associação Portuguesa de Familiares e Amigos de Doentes de Alzheimer

sexta-feira, 28 de agosto de 2009

Opinião

Resistentes

A Excursão viera do Norte até Setúbal, e a reportagem (da SIC) vigiava. Nelas vinham crianças, mas percebeu-se que quase todos os excursionistas teriam mais de cinquenta anos e por isso já haviam ganho o triste direito de serem “velhos” num País onde a velhice está longe de suscitar generalizados respeito e atenções, bem pelo contrário. De facto, ser velho em Portugal é meio caminho andado para ser alvo indisfarçado desprezo, para receber humilhações várias e, é claro, para integrar o largo segmento de quase dois milhões de cidadãos que sobrevivem abaixo do limite que marca a fronteira da pobreza. E, contudo, os velhos resistem. A julgar pelo que a televisão deles nos mostra habitualmente, quase só resistem a jogar cartas em jardins públicos se forem homens e, se forem mulheres, a dançar se necessário umas com as outras em bailaricos simpáticos mas sempre um poucochinho ridículos. Na verdade, porém, os velhos fazem muito mais coisas, a televisão é que não se lembra delas, e não estou a pensar apenas nas muitas centenas de velhos que lêem, que estudam, que escrevem, que ensinam, que trabalham e o fazem muito bem: estou a pensar também nos que passeiam, isto é, nos que depois de muitos anos vividos num só lugar mitigam um pouco a antiga apetência de “ver mundo” e conseguem lugar numa excursão que lhes permitirá mirar, mesmo fugazmente, outras paisagens e outros lugares. È que, ao contrário do que por vezes presumem os novos, “as rugas não fazem peso”, como lembrou à reportagem uma das excursionistas. Não, pelo menos, o peso que impediria os velhos de serem gente a valer.


Correia da Fonseca

In: J. do Fundão de 20 de Agosto de 2009

domingo, 23 de agosto de 2009

O fim dos Expressos no Tortosendo

No Jornal do Fundão do passado dia 20 do corrente mês apanhamos o artigo, de um conterrâneo nosso, que transcrevemos na integra.

Lembramos que no passado dia 25 do mês de Junho, a Associação de Reformados de Tortosendo publicou nesta página um post, mostrando o seu descontentamento e desacordo com a decisão que estava para ser executada pela empresa JOALTO, sobre o cancelamento da passagem das carreiras Expresso no Tortosendo.
No mesmo poste publicámos o conteúdo do texto de um abaixo-assinado que, num curto espaço de tempo recolheu centenas de assinaturas, e que foi enviado à empresa JOALTO, a resposta que obtivemos, até ao momento, foi o silêncio.

"Foi com alguma tristeza, e também, alguma revolta, que tomei conhecimento, que os Expressos deixaram de efectuar paragem em Tortosendo. Sendo cliente assíduo deste meio de transporte, gostaria de pedir uma explicação credível para o sucedido.
Será que a nossa terra tudo acaba?
As ligações ferroviárias são péssimas e agora, sem mais este meio de transporte mais nos afasta de Lisboa. E o que tem a Junta de Freguesia a dizer sobre o assunto.
Nada. Mais uma vez nada.
Isto é o preço do silêncio sem a mínima contestação para com a JOALTO. Se esta alega prejuízos, porque continuam a comprar outras firmas falidas noutros pontos do país? Pois é o povo é quem mais ordena, mas desta vez ordenou muito mal. Onde estão as vozes do protesto? No silêncio da correria da vida que tão depressa acaba.
E a nossa juventude nada tem a dizer? Com as aulas a arrancar de novo como se deslocam? E os reformados não só de Tortosendo mas das terras vizinhas e que dizem? E os doentes?
Que se tratam em vários hospitais da capital estão satisfeitos?
Acho esta medida injusta e deixo este comentário a quem se mostre interessado em que a JOALTO reponha de novo a paragem em Tortosendo arranjando ma solução que sirva ambas as partes e chega de sermos uma terra longe de tudo e de todos".

JOSÈ MANUEL MATOS MINGOTE

Tortosendo


sexta-feira, 21 de agosto de 2009

Informação


O que é o Complemento Solidário para Idosos (CSI)?
O Complemento Solidário para Idosos é uma prestação monetária para pessoas com baixos recursos, sendo o seu pagamento mensal.
É uma prestação complementar à pensão que o idoso já recebe.
A quem se destina o CSI?
Em 2009, pode candidatar-se ao CSI pessoas com idade igual ou superior a 65 anos.
Quais as condições necessárias para ter acesso ao CSI?
1. Tem de ter recursos inferiores ao valor limite do CSI:
• Se for casado ou viver em união de facto há mais de 2 anos
Os recursos do casal têm de ser inferiores a €8.680 por ano e os recursos da pessoa que pede o CSI inferiores a €4.960.
• Se não for casado nem viver em união de facto há mais de 2 anos
Os seus recursos têm de ser inferiores a €4.960 por ano.
2. Residir em Portugal há pelo menos 6 anos seguidos na data em que faz o pedido
3. Estar numa destas situações:
• Ser beneficiário de pensão de velhice, de sobrevivência ou equiparada
• Ser beneficiário do subsídio mensal vitalício
• Ser cidadão português e não ter tido acesso à pensão social por ter rendimentos acima do valor limite (que em 2009 são €125,77 para um indivíduo e €209,61 para um casal).
4. Autorizar a Segurança Social a aceder à sua informação fiscal e bancária (tanto da pessoa que faz o pedido como da pessoa com quem está casada ou vive em união de facto);
5. Estar disponível para pedir outros apoios de segurança social a que tenha direito e pedir para lhe serem pagas as pensões de alimentos que lhe sejam devidas (tanto a pessoa que faz o pedido como a pessoa com quem está casada ou vive em união de facto).
O que conta para a avaliação dos recursos do idoso
• Os rendimentos do próprio idoso;
• Os rendimentos da pessoa com quem está casado ou vive em união de facto há mais de 2 anos;
• Os rendimentos dos filhos do idoso, mesmo que não vivam com ele.
Rendimentos do idoso e da pessoa com quem está casado ou vive em união de facto há mais de 2 anos
Contam para o cálculo do CSI os seguintes rendimentos:
• Rendimentos de trabalho por conta de outrem;
• Rendimentos do trabalho por conta própria;
• Rendimentos empresarias ou profissionais;
• Rendimentos de capitais;
• Rendimentos prediais;
• Incrementos patrimoniais;
• Valor de realização de bens móveis e imóveis;
• Pensões;
• Apoios em dinheiro pagos pela Segurança Social ou outro sistema equivalente (exceptuando o subsídio de funeral, o subsídio por morte e os apoios eventuais da acção social);
• O valor pago pela Segurança Social para ajudar com o custo do lar, família de acolhimento outro outro apoio social de natureza residencial frequentado pelo idoso ou pela pessoa com quem está casado ou vive em união de facto;
• Uma percentagem do valor do património mobiliário e imobiliário (excluindo a residência do idoso);
• Transferências de dinheiro realizadas por pessoas singulares ou colectivas, públicas ou privadas.
Os rendimentos dos filhos do idoso, mesmo que não vivam com ele
Os rendimentos declarados nem sempre entram para o cálculo dos recursos do idoso – depende do escalão de rendimentos do filho.
Se os rendimentos do filho:
• Estiverem no 1º escalão – os seus rendimentos não contam para os recursos do idoso;
• Estiverem no 2º escalão – os seus rendimentos acrescentam 5% do valor de referência do CSI (em 2009, €248 para idosos isolados e €217 para idosos não isolados) aos recursos do idoso
• Estiverem no 3º escalão – os seus rendimentos acrescentam 10% do valor de referência do CSI (em 2009, €496 para idosos isolados e €434 para idosos não isolados) aos recursos do idoso
• Ultrapassarem o 3º escalão (ficarem no 4º escalão, não indicado no quadro acima) – o idoso não tem direito ao CSI.
Ver tabela de Escalões
Como posso requerer?
Obtenha o formulário de candidatura, nos Serviços de Atendimento da Segurança Social ou neste site, na opção Formulários - Complemento Solidário para Idosos, bem como toda a informação de apoio relevante para efeitos de preenchimento e apresentação do mesmo.
Ao apresentar o requerimento, o interessado deve também entregar os documentos necessários à comprovação das situações descritas nos formulários.
O serviço de atendimento da Segurança Social da sua área de residência presta-lhe apoio no preenchimento do requerimento e entrega do mesmo.
Onde pode ser requerido?
Nos Serviços de Atendimento da Segurança Social.
Nas Lojas do Cidadão.
Quando pode ser requerido?
Em qualquer altura desde que reunidas as condições exigidas.
A partir de quando se tem direito a receber?
Se tiver direito ao CSI, a partir do mês seguinte àquele em que foi feito o pedido e tiver juntos todos os documentos obrigatórios.
Quanto se recebe?
Recebe a diferença entre os seus recursos e o valor de referência do complemento (em 2009, €4.960). No máximo, recebe €4.960 por ano.
O valor do CSI é pago mensalmente, 12 vezes por ano.
Durante quanto tempo se recebe?
Aos titulares do complemento solidário para idosos que tenham o direito à prestação reconhecido, mantém-se o mesmo inalterado até que ocorra algum dos factos previstos para a renovação da prova de recursos ou para tal seja apresentado requerimento.
Como posso receber?
• Se for pensionista da Segurança Social, pela mesma modalidade em que recebe a pensão e conjuntamente com ela.
• Se não for pensionista da Segurança Social, por vale de correio.
Mais informações
Consulte:
Guia Prático
Folheto Informativo
Ou ligue para o Via Segurança Social 808 266 266

segunda-feira, 17 de agosto de 2009

Portugal envelhecido




Estatísticas
Portugal está a envelhecer e o fenómeno estende-se praticamente a todo o país. Apenas as ilhas e alguns concelhos do Norte do Continente registam uma estrutura etária relativamente rejuvenescida.
A crescente diminuição da natalidade, associada ao aumento da esperança de vida, tem provocado em Portugal um envelhecimento da população. Embora o fenómeno não seja novo, ele é sempre actual pelas dificuldades que pode colocar às gerações futuras (em termos de força de trabalho, encargos com a saúde e com a segurança social, entre outros) – questões que devem preocupar as gerações actuais.
Entre os últimos dois recenseamentos (1991 e 2001) o número de jovens até aos 14 anos diminuiu 16%, tendo também diminuído o seu peso no total da população (menos 4 pontos entre os dois períodos).
Em 2001, a região Sul apresentava-se como a mais envelhecida: o número dos seus efectivos com menos de 14 anos representava apenas 14.1% da sua população total. Pelo contrário, a Região Autónoma dos Açores apresentava a estrutura etária mais rejuvenescida, com 21.5% de jovens nos seus efectivos.
O concelho mais jovem do país era o de Ribeira Grande, nos Açores, com 27.9% de jovens, e o menos jovem, o de Vila Velha de Ródão (distrito de Castelo Branco), com 7.7% de população com menos de 14 anos.
Mesmo as regiões tradicionalmente mais jovens no país apresentam uma quebra importante neste indicador entre os dois recenseamentos. Basta analisar os dois mapas que publicamos para chegar a essa conclusão.
Estes dados estão disponíveis na análise Os Concelhos Portugueses 1992-2002 uma análise exclusiva marktest.com utilizando indicadores estatísticos oficiais e informação própria e que constitui um documento importante para o conhecimento do país e das mudanças que sofreu na última década.

quarta-feira, 12 de agosto de 2009

Lazer / anedota



O Céu...

Um casal de 85 anos estava casado há sessenta e dois.Apesar de não serem ricos viviam bastante bem porque eram muito poupados.
Apesar da idade estavam ambos em muito boas condições físicas principalmente pela insistência dela na alimentação saudável e na manutenção em ginásio, em especial, durante a última década.Mesmo com tão boa forma, um dia, numa das raras saídas para férias, o avião onde seguiam despenhou-se e mandou-os para o Céu.
Chegaram às portas rebrilhantes do Céu e São Pedro veio recebê-los à porta.Levou-os até uma fantástica mansão, com móveis dourados e cortinas de finas sedas, com uma cozinha completamente fornecida e uma cascata na sala de banho. Ao fundo podia ver-se uma criada a arrumar as roupas favoritas de ambos nos imensos roupeiros.
Eles olhavam para tudo atónitos quando São Pedro disse: - Bem vindos ao Céu. A partir de agora esta será a vossa nova casa.
O cavalheiro idoso perguntou a São Pedro quanto é que aquilo iria custar. - Claro que vai custar NADA. Isto é a tua recompensa no Céu.
O homem então olhou pela janela e viu um campo de golf que não tinha comparação, do melhor, feito na Terra...- Qual é o preço da utilização? - questionou o idoso homem.- Isto é o Céu - replicou São Pedro. - Tu podes jogar de graça, sempre que quiseres.
No dia seguinte foram almoçar ao salão e depararam-se com um almoço estonteante, com todas as inimagináveis especialidades gastronómicas, desde mariscos até às melhores carnes e sobremesas, tudo acompanhado dos melhores vinhos e bebidas.- Nem me perguntes nada - disse o São Pedro ao homem. - Isto é o Céu. É tudo de graça.O cavalheiro idoso olhou em volta nevosamente e fixou o olhar na esposa.- Bem, onde é que estão as comidas de baixo teor de gordura e colesterol e o chá descafeínado? - perguntou ele.- É a melhor parte - atalhou São Pedro. - Vocês podem comer e beber o que quer que seja que gostem sem se preocuparem em ficarem gordos ou doentes. Eu já disse: isto é o Céu! O idoso ainda perguntou:- Nem é preciso ginásio?- A menos que vocês queiram - foi a resposta de São Pedro. - Nem testes de açúcar, nem medições de tensão, nem...- Nunca mais. Vocês estão aqui para se divertirem e gozarem. O idoso olhou bem de frente para a sua esposa e disse: - Tu e a merda dos Corn Flakes...Já podíamos estar aqui há dez anos!

Segurança Social

É este o número de reformados com uma pensão antecipada posterior a Junho de 2007. Pelo menos 20 mil sofreram as novas penalizações
A Segurança Social tem registados 27 729 pensionistas com reformas antecipadas atribuídas nos últimos dois anos, já ao abrigo da lei que entrou em vigor em Junho de 2007. Apesar do reforço das penalizações, os pensionistas com reformas antecipadas continuam a ganhar peso, representando 8% do universo total.
O decreto-lei 187/2007 endureceu as penalizações para quem abandona o mercado de trabalho antes dos 65 anos de idade. O corte passou dos 4,5% por ano previstos no regime anterior (entretanto suspenso) para 6% ao ano (ou 0,5% por cada mês de antecipação). O anterior regime "não garantia a neutralidade financeira do sistema", afirmou então o Governo, no âmbito de uma reforma justificada com a necessidade de assegurar a sustentabilidade.
A maioria dos 27,7 mil pensionistas com a reforma antecipada activa em Junho - pelo menos 20 mil - sofreu um corte na pensão. Não é essa a situação dos restantes, esclarece fonte do Ministério do Trabalho. Aqui se incluem reformados por desemprego ou pessoas que, por terem carreiras mais longas, tiveram direito a bonificações. O cálculo da pensão varia, nestes casos, consoante a situação concreta.
Contas feitas, há agora 146,7 mil pensionistas com reformas antecipadas, baseadas neste ou noutros regimes. O número subiu 16% em dois anos, mais depressa do que o número global de pensionistas de velhice (4,4%), tendo por isso vindo a ganhar peso. O desemprego é determinante no abandono do mercado de trabalho, justificando quase seis em cada dez reformas antecipadas (57%).
Estes dados referem-se ao universo de pensionistas activos, ignorando por isso os que saíram deste grupo. O DN tem solicitado ao Ministério do Trabalho informação sobre as novas pensões antecipadas, sem sucesso. Os dados disponíveis sugerem que o fluxo se manterá elevado, como é aliás frequente em tempos de crise. Na função pública, dispararam 165% (ver caixa).
Notícia e foto tirada do DN de Catarina Ameida Pereira. hoje

domingo, 9 de agosto de 2009

Saúde


Gripe H1N1
Medidas de protecção e prevenção
Evite o contacto próximo com pessoas com gripe! Procure não estar na presença de pessoas com gripe. Se ficar doente, mantenha-se afastado dos outros, pelo menos a 1 metro de distância, para protegê-los de adoecer também.
Se ficar doente, permaneça em casa! Se estiver com sintomas de gripe, fique em casa e contacte a Linha Saúde 24, pelo número 808 24 24 24, de forma a proteger-se e evitar o contágio a outras pessoas.
Se tossir ou espirrar, cubra a boca e o nariz com um lenço de papel! Para impedir que outras pessoas venham a adoecer, é muito importante, quando tossir ou espirrar, que cubra a boca e o nariz com um lenço de papel ou com o antebraço, mas nunca com a mão! De imediato, deposite no lixo o lenço utilizado.
Lave as mãos frequentemente com água e sabão! É fundamental lavar as mãos com frequência, com água e sabão em abundância, durante 20 segundos, pelo menos, em particular depois de tossir ou espirrar. Em alternativa, pode usar toalhetes à base de álcool.
Evite o contacto das mãos com os olhos, nariz e boca! Procure não tocar nos olhos, nariz e boca sem ter lavado as mãos, porque o contacto destas com superfícies ou objectos contaminados é uma forma frequente de transmissão da doença.
Limpe frequentemente as superfícies ou objectos mais sujeitos a contacto com as mãos! É necessário manter limpas, com um produto de limpeza comum, as superfícies sujeitas a contacto manual muito frequente, tais como mesas de trabalho e maçanetas das portas.
Estas medidas são também muito importantes nas crianças! Na prevenção do contágio nas crianças, é muito importante assegurarmo-nos de que estas medidas também são respeitadas por elas.
Se adoecer, assegure-se de que terá o apoio de outras pessoas! É importante saber a quem poderá pedir ajuda, em caso de necessidade.
Fonte: ECDC, Estocolmo, Maio 2009. Traduzido pela Direcção-Geral da Saúde.
Utilização de máscaras de protecção
O uso de máscaras por pessoas doentes com sintomas de gripe pode ajudar a reduzir o risco de contágio.

sábado, 8 de agosto de 2009

Complemento Solidário!?


Assunto: Real impacto das ajudas para idosos carenciados
Destinatário: Ministério da Saúde

Pergunta:
Exm.º Sr. Presidente da Assembleia da República
Ao anúncio de apoios aos idosos com direito ao complemento solidário para idosos, designadamente em matéria de medicamentos, ajudas técnicas ou próteses dentárias, não correspondeu acesso generalizado aos referidos beneficiários.

De facto, dados do próprio Ministério da Saúde apontam para uma baixa taxa de acesso. O próprio complemento solidário para idosos, destinado a abranger todos os reformados com reformas inferiores ao salário mínimo nacional, está longe de atingir esse objectivo.

Segundo o Ministério da Saúde, nos primeiros cinco meses do ano, reembolsaram-se apenas 66 mil pedidos, podendo estimar-se que, dos 200 mil reformados potencialmente abrangidos, apenas cerca de 10% estarão a recorrer a este apoio.

Não pode por isso deixar-se de responsabilizar o governo pelas dificuldades de acesso a estes benefícios e designadamente pela sua escassa divulgação. O facto de o apoio se processar por reembolso será certamente um impedimento para muitos reformados, que não têm à partida condições financeiras para suportar essa despesa.

Assim, e ao abrigo das disposições legais e regimentais aplicáveis, venho requerer através de V. Exa., à Ministra da Saúde, resposta às seguintes perguntas:
- Como justifica a escassa utilização pelos reformados com complemento solidário para idosos,
dos mecanismos de apoio previstos em medicamentos e ajudas técnicas?

- Como se justifica que cerca de um ano depois do seu anúncio, o montante dos reembolsos não
atinja sequer os 2,5 milhões de euros?

- Considera o Governo que é adequado que o apoio prestado seja apenas por reembolso, tendo
em conta a fragilidade financeira destes cidadãos?

-Que outros entraves, designadamente burocráticos, contribuem para a limitação do acesso a
estes apoios?

Palácio de S. Bento, 30 de Julho de 2009
Deputado, Bernardino Soares

quinta-feira, 6 de agosto de 2009

Alerta

Os reformados, pensionistas e idosos têm sido alvo de uma profunda ofensiva.
Fomentando falsos antagonismos entre reformados e a população activa e entre reformados do sector público e os do privado
Criou-se uma visão catastrófica da evolução financeira do sistema da segurança social, dando corpo a uma verdadeira «contra-reforma» legislativa, que desferiu um rude golpe contra os direitos dos trabalhadores que se reformam, tanto na Administração Pública como no sector privado;
Foram degradadas as reformas, com miseráveis aumentos anuais, elevando a carga fiscal, e provocando o aumento de bens essenciais de consumo, e tornando difícil as condições de vida desta camada social, ao mesmo tempo que se dificulta o acesso aos cuidados de saúde, cada vez mais caros, agravando as desigualdades sociais e mantendo elevada a taxa de pobreza e exclusão social.
Outra ofensiva está na privatização das funções sociais do Estado, transferindo para as instituições privadas e de solidariedade social a gestão da rede de equipamentos sociais, criando um importante espaço de negócio para a iniciativa privada e pressionando as Associações de Reformados, para que estas assumam funções de prestações de serviços, minando a sua vida associativa e restringindo deste modo, a sua intervenção na defesa dos direitos dos reformados.
Devemos assumir uma frontal oposição a esta situação, quer na frente institucional, através de iniciativas legislativas, por uma justa revalorização anual das pensões e do aumento extraordinário das pensões, pelas alterações das condições no acesso ao Complemento Solidário para Idosos, com o objectivo de alargar o seu âmbito ao maior número de reformados com baixas pensões, e pela criação duma rede pública de apoio à população idosa, O MURPI - Confederação Nacional de Reformados, Pensionistas e Idosos – com as 200 Associações, organizadas numa base territorial, desenvolve o espírito associativo, nas suas vertentes: recreativa, cultural, valorizando os saberes e promovendo acções de protesto e luta por aumentos de pensões, por uma vida digna e pelo reconhecimento do MURPI como parceiro social.
Casimiro Menezes
Coordenador do MURPI

terça-feira, 28 de julho de 2009

Prevenção



Cerca de 75 por cento dos acidentes com idosos acontecem nas suas próprias casas. Saiba como prevenir acidentes.

Os acidentes com idosos sucedem-se também em alojamentos colectivos (casas de repouso, lares e outras instituições de acolhimento), no ambiente circundante ou por escorregamento na rua.
Eis alguns conselhos para prevenir acidentes:
Pratique exercício físico com regularidade, de modo a melhorar a sua forma física. Faça uma alimentação equilibrada.
Seja cuidadoso, de modo a não cometer erros na dosagem dos medicamentos que está a tomar.
Não beba álcool em excesso.
Use sapatos bem ajustados, com solas antiderrapantes (de preferência com ranhuras). Evite usar solas de cabedal e protectores de metal. Os sapatos devem ter saltos largos, calcanhares reforçados e presilhas ou atacadores, de modo a evitar que os pés se movimentem dentro dos sapatos. Evite usar chinelos.
Não use camisas de noite ou roupões compridos.
Disponha os móveis da casa de maneira sensata. Deixe espaço para poder andar de um lado para o outro sem encontrar obstáculos. Não ande sobre pavimentos escorregadios (molhados ou encerados); os tapetes devem cobrir todo o chão de uma parede à outra ou possuírem forro antiderrapante. A mobília não deve ter rodas e a cama e as cadeiras não devem ser demasiado baixas ou altas. Coloque barras de apoio na banheira, no chuveiro e ao lado da sanita. Utilize tapetes de borracha antiderrapantes no chuveiro e na banheira.
Ilumine convenientemente toda a casa - quarto, corredor, sala, cozinha e casa de banho.
As escadas devem ter boa iluminação, corrimãos seguros e degraus antiderrapantes.
Utilize a visão que tem, nas melhores condições. Se precisar de óculos, use-os.
Não coloque no chão pequenos tapetes. Não deixe gavetas abertas.
Não deixe fios eléctricos ou do telefone no chão. Fixe-os às paredes.
Mantenha todos os utensílios eléctricos em boas condições de funcionamento e a salvo de salpicos de água. Nunca os utilize quando estiver a mexer em água.
O aquecimento deve ter boa ventilação e devem ser usadas redes de protecção nas lareiras.
O relvado, o jardim, o pátio, as passagens para carros e passeios devem estar desimpedidas, sem buracos, fendas ou outras irregularidades.
Procure não estar sozinho. Não se isole, pois isso pode atrasar a chegada de ajuda do exterior no caso de acidente.
Esteja atento a movimentos inesperados de animais, crianças e bicicletas.
Traga consigo uma lanterna e utilize-a para que possa ver e ser visto na escuridão.
Não tenha vergonha de pedir ajuda para atravessar a rua.
Use bengala, se o seu médico concordar.
Tenha uma campainha perto de si, sempre que possível.
Se acontecer um acidente:
Se cair, procure levantar-se de forma correcta - dobre-se sobre o estômago, ponha-se de gatas e gatinhe até à peça de mobília que se encontra mais próxima de si. Coloque as mãos sobre ela e ponha um dos pés à frente, bem assente no chão. Levante-se e, em seguida, sente-se, até se encontrar recuperado.
Se não conseguir levantar-se, tente pedir ajuda - a colocação de uma campainha no chão do quarto, debaixo de uma cadeira, ou de um telefone, juntamente com os números de emergência num banco baixo, constitui precaução sensata a tomar. O Serviço TeleAlarme pode ser muito útil.
Tente manter-se quente até chegar alguém para o ajudar. Puxe os tapetes próximos para cima de si, por exemplo, casacos ou os lençóis, o que estiver à mão.
Se sofrer um corte ou queimadura, procure a ajuda de um médico ou enfermeiro.
Se sofrer um acidente, não o considere um acontecimento de mau presságio e não limite as suas actividades. Pelo contrário, não se esqueça de que a actividade física o ajuda a manter-se mais saudável.

sábado, 25 de julho de 2009

Informação

O envelhecimento faz parte natural do ciclo da vida. É, pois, desejável que seja vivido de forma saudável.

O envelhecimento faz parte natural do ciclo da vida. É, pois, desejável que constitua uma oportunidade para viver de forma saudável, autónoma e independente, o maior tempo possível.
O envelhecimento deve ser pensado ao longo da vida. O ideal é, desde cedo, ter uma atitude preventiva e promotora da saúde e da autonomia na velhice.
A prática de actividade física moderada e regular, uma alimentação saudável, não fumar, o consumo moderado de álcool e a participação na sociedade são factores que contribuem para a qualidade de vida em todas as idades e, em particular, no processo de envelhecimento.
O sistema de saúde dispõe, numa perspectiva individual, de uma rede de prestação de cuidados de saúde (com serviços integrados, centrados em equipas multidisciplinares e com recursos humanos devidamente formados), com uma componente de recuperação global e de acompanhamento das pessoas idosas, designadamente através da rede de cuidados continuados, que, por sua vez, integram cuidados de longa duração.
Uma boa saúde é essencial para que as pessoas mais idosas possam manter uma qualidade de vida aceitável e possam continuar a assegurar os seus contributos na sociedade. Pessoas idosas activas e saudáveis, para além de se manterem autónomas, constituem um importante recurso para as suas famílias, comunidades e até para a economia do país.
Porém, nem sempre é possível viver o envelhecimento em plena saúde. A maioria das pessoas chega a idosa com doenças crónicas e não transmissíveis. As patologias incapacitantes mais frequentes nas pessoas idosas são as fracturas, incontinência, perturbações do sono, perturbações ligadas à sexualidade, perturbações de memória, demência (nomeadamente doença de Alzheimer, doença de Parkinson), problemas auditivos, visuais, de comunicação e da fala.
Mas isso não significa, necessariamente, que se tornem incapazes de lidar com a sua evolução ou que não possam prevenir o aparecimento de complicações.
O que são doenças geriátricas?
Algumas doenças, denominadas, por vezes, de síndromas ou doenças geriátricas, apresentam-se quase exclusivamente em adultos de idade avançada.
Também se incluem nas perturbações geriátricas aquelas que afectam os indivíduos de todas as idades, mas que na velhice são mais frequentes ou mais graves ou que causam sintomas ou complicações diferentes.
A geriatria é a especialidade médica que se ocupa das pessoas de idade avançada e das doenças de que sofrem.
Não há uma idade específica que determine a velhice, contudo, para efeitos de estudos, estatísticas, etc. consideram-se pessoas idosas as que têm mais de 65 anos, por ser a idade habitual da reforma.
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in Portal da Saúde

quarta-feira, 22 de julho de 2009

Ciência

Gerontologia

A gerontologia é um campo de estudos interdisciplinar que investiga os fenómenos fisiológicos, psicológicos e sociais e culturais relacionados com o envelhecimento do ser humano. É um campo multiprofissional e multidisciplinar. Embora a Gerontologia envolva muitas disciplinas, a pesquisa repousa sobre um eixo formado pela Biologia, pela Psicologia e pelas Ciências Sociais. A gerontologia difere da geriatria na medida em que esta última é o ramo da medicina (especialidade) associado ao estudo, prevenção e tratamento das doenças e da incapacidade em idades avançadas.
O aumento da expectativa de vida (ou
esperança de vida) e o envelhecimento da população mundial têm preocupado cada vez mais cientistas, intelectuais e formuladores de políticas públicas. O crescimento da gerontologia nos últimos anos é um reflexo dessas transformações.
Origem: Wikipédia

domingo, 19 de julho de 2009

Informação


Segurança Social financia directamente utentes de lares, creches e centros de dia
O apoio do Estado às pessoas que recorrem aos serviços e equipamentos sociais (creches, lares de idosos, centros de dia, entre outros) é efectuado directamente e em função do rendimento familiar. Esta ideia de diferenciação positiva consta do acordo de princípio que o Ministério do Trabalho e da Solidariedade Social celebraram, em Lisboa, em 28 de Julho de 2006, com a Confederação Nacional das Instituições de Solidariedade, a União das Misericórdias Portuguesas e a União das Mutualidades Portuguesas.O acordo vai muito além da tradicional actualização do valor das comparticipações da Segurança Social às respostas sociais prestadas pelas instituições de solidariedade social (2,9 por cento). Este acordo visa sobretudo, "garantir mais igualdade de acesso aos equipamentos sociais".
Agora, a comparticipação da Segurança Social faz-se por cabeça. Por exemplo, o Estado paga 320,32 euros mensais por cada idoso acolhido num lar de uma instituição de solidariedade.

Acordo assinado em Julho de 2006, entre o Governo e os parceiros

Tirado da imprensa.

quarta-feira, 15 de julho de 2009

Opinião



Os Reformados, Pensionistas e Idosos encontam-se entre os sectores mais desprotegidos e empobrecidos da população, somando-se às baixas reformas, as despesas com a saúde e, muitas vezes, a solidão que resulta do enfraquecimento dos laços de solidariedade familiar. Por outro lado, deparamo-nos com a crise do actual sistema de segurança social, o que faz adivinhar um agravamento de uma situação que é já bastante penosa.
Detenhamo-nos sobre a questão das reformas. Em primeiro lugar, há que reconhecer a gravidade do problema da sobrevivência do actual sistema da reforma social. O seu fundamento reside principalmente no facto da população activa descer, ao mesmo tempo que sobe a despesa com as pensões de reforma. Se a esperança média de vida fosse de 50 anos e se se começasse a trabalhar aos 12, não estaríamos perante as dificuldades existentes. Simplesmente, ninguém desejaria tal coisa.
As pessoas vivem mais tempo, a taxa de natalidade desce, a escolaridade mínima obrigatória prolonga-se até aos 16 anos de idade e muitos jovens entram no mercado de trabalho apenas depois dos 20. Logo, diminui o número de contribuintes e aumenta o de dependentes da Segurança Social. Perante isto, corremos o risco de uma ruptura do sistema.
Existe uma corrente de opinião favorável à constituição de um fundo de capitalização formado por contas privadas. Significa isto o abandono do princípio da solidariedade social. Actualmente, todos descontam para todos; a partir daqui, cada um descontaria para si. Ou seja: os mais ricos aufeririam das chorudas reformas deduzidas da sua capacidade de poupança, enquanto os mais pobres só poderiam aspirar às pensões, necessariamente pequenas, resultantes dos descontos realizados sobre os seus baixos ordenados.
Para além de agravar as diferenças sociais e de deixar os reformados das classes mais baixas condenados à miséria, esta “solução” implicaria um aumento brutal da dívida pública. Isto porque o Estado não poderá fazer tábua rasa dos descontos realizados no passado nem poderá satisfazer as obrigações então contraídas se os contribuintes mais ricos passarem a descontar para contas privadas. No médio prazo, o único remédio seria o de contrair pesados empréstimos. O mesmo se verificaria com o sistema “misto”, que implicaria uma dívida, acumulada durante um período de transição de 30 anos, que o governo estima em mais de 100 milhões de euros.
Segundo este “sistema misto”, as deduções dos contribuintes seriam repartidas entre uma parte destinada a um sistema de repartição (onde os contribuintes do presente suportariam as pensões actuais, na expectativa de que, no futuro, os futuros contribuintes garantam as suas próprias reformas) e um sistema de capitalização, onde o restante seria aplicado em fundos, públicos ou privados, cujos rendimentos se viriam a somar às pensões dos indivíduos que para eles contribuíssem.
De facto, nada garante a solvabilidade dos referidos fundos de capitalização, ficando aqueles que aí depositarem as suas contribuições completamente desarmados em caso de falência.
Aquilo que o governo defende consiste em sustentar o serviço social público mitigando as despesas. Isto é, aumentando a idade da reforma (por exemplo, fazendo-a passar dos 60 para os 65 anos, na Função Pública) e reduzindo os seus montantes (é essa a consequência da aplicação do chamado “princípio da sustentabilidade”, segundo o qual o quantitativo nominal das reformas cresceria na proporção inversa do aumento da esperança média de vida).
Esta solução, ainda que aparecendo em defesa do sistema público de solidariedade social, também não deixaria de se traduzir na degradação das condições de vida dos mais pobres.
O problema continua, pois, em aberto, restando aqui saber qual pode ser a função das instituições públicas e privadas para o resolver ou minimizar.
Por:Pedro Mendes

domingo, 12 de julho de 2009

Lazer









Passeio a Vieira de Leiria
Organizado pela nossa União de Reformados Pensionistas e Idosos, realizou-se no passado dia nove do corrente mês, o tradicional passeio de Verão. Este ano o destino foi a Praia de Vieira de Leiria.
Com mais de 100 participantes, este convívio decorreu com boa harmonia e boa disposição. Desfrutou-se da praia e das boas paisagens e da gastronomia da região.
No regresso os convivas fizeram uma paragem na bonita Vila de Constância, onde lancharam com um bailarico à nossa maneira.
Para este passeio convívio a União de Reformados fez uma mensagem a todos os participantes que dizia:

Estimado Associado:

A União de Reformados, Pensionistas e Idosos de Tortosendo, está com este passeio á Praia de Vieira de Leiria, a proporcionar-lhe, mais uma vez, uns momentos agradáveis de convívio e a possibilidade de ver, (ou rever) outros locais e outras gentes.
O estimado Associado já deve ter conhecimento que a partir do passado dia 20 de Junho, passámos a ter e a funcionar na nossa sede própria e que esta ainda carece de alguma mobília e equipamento para melhor podermos desenvolver e melhorar a nossa actividade, continuando assim a proporcionar-lhe estes momentos agradáveis e a defender os interesses dos nossos reformados e pensionistas.
Se eventualmente, tiver algo, “desactivado”, no seu “sótão” que ainda possa ser útil para o efeito, a Direcção agradece.
Aproveitamos para lhe lembrar que a nossa Associação está ligada ao MURPI (Confederação Nacional das Associações de Reformados) e que em conjunto lutamos pelos nossos direitos e outras regalias, nomeadamente melhores reformas e pensões.
A União de Reformados, Pensionistas e Idosos de Tortosendo deseja-lhe, boa viagem, que este passeio seja do seu agrado, que se divirta, que desfrute e que no regresso diga… VALEU A PENA!
A Direcção


Tortosendo, 09 de Julho de 2009


quarta-feira, 8 de julho de 2009

Entrega da Sede Social




Intervenção do Presidente da Direcção
Exmos. Srs
Presidente da Câmara Municipal da Covilhã, Vereadores.
Presidente da Junta de Freguesia de Tortosendo.
Convidados e Caros Associados.


A União de Reformados, Pensionistas e Idosos da Freguesia de Tortosendo está a viver a transformação de um sonho em realidade, um anseio prolongado nas mentes dos seus associados, que viria a ter o seu epílogo, ainda em hora certa, afastando rumores e incertezas volúveis desfavoráveis, que, a dar-lhes credibilidade, seria o ruir de muitos anos de trabalho no campo social que os seus directores têm dedicado, abnegadamente, ao serviço de uma classe que devia merecer um olhar mais atento dos poderes constituídos.

Durante mais de duas décadas a União de Reformados funcionou sem sede própria por indisponibilidades financeiras. Muitos foram os assuntos que foram tratados na rua.

Mais tarde a Delegação de Tortosendo do Sindicato Têxtil, reconhecendo o aturado trabalho da União na defesa dos interesses dos seus associados, e vendo nela o grande baluarte, onde se acolhiam todos os reformados e pensionistas, e não dispondo de instalações para poder atender todas as suas solicitações, num gesto digno de louvar, e para que o rumo da União não fosse interrompido, veio colocar à sua disposição um espaço suficiente na sua sede, para poder dar andamento a todo o expediente: fazer reuniões e tratar todos os assuntos que lhe são colocados.

E a partir desse momento, já lá vão cerca de duas dezenas de anos, chegou a tranquilidade à União de Reformados, pois ficava assim garantido, graciosamente, um espaço que permitiu a sus sustentabilidade, e lhe transmitiu o ânimo de que precisava para continuar a desempenhar a altruística missão que se propôs levar a efeito, como perpetuará no grupo.

Entretanto, depois de alguns contactos, a União de Reformados de Tortosendo consegue, enfim a sua casa, o desejado espaço para desenvolver a sua actividade, e, com ele, novos caminhos se abrem à colectividade. Com instalações próprias abre-se a via que vai encontrar noutras actividades, para além duma mais exacta pontualidade, melhores acessibilidades a reuniões e discussão de assuntos inerentes à nobre causa, melhores condições para execução dos trabalhos e serviços de informação, assuntos essenciais que à classe digam respeito.

Para a União esta nossa justa pretensão, agora satisfeita, parecia não se mais que um conjunto de ideias voláteis, assim o chegaram a pensar os seus corpos sociais ao verem pairar a resposta, por longas semanas, sem que ela baixasse à terra.

Mas finalmente, chegou a tão ansiada notícia: A Câmara Municipal da Covilhã e o seu presidente, senhor Carlos Pinto e o sr. Presidente da Junta, dr. Carlos Abreu, ponderaram o pedido, passaram em análise o funcionamento da instituição, avaliaram o trabalho desenvolvido a favor da nobre classe de reformados, um apoio muito válido e indispensável e também porque não são indiferentes ás questões sociais, não tiveram dúvidas em satisfazer a nossa pretensão, concedendo-nos as condições possíveis para podermos prosseguir a caminhada rumo a uma melhor situação dos reformados, principalmente a cerca de dois milhões que não ultrapassam o valor do ordenado mínimo nacional.

E assim se fez justiça, se coroou o mérito da União de Reformados de Tortosendo para o que contribuiu a compreensão, a solidariedade, o humanismo, valores a que a edilidade não é indiferente e afastou, logo, qualquer sinal indicativo de rejeição, uma cedência que se regista com muito agrado, gesto que jamais será esquecido.
Cabe aqui, para terminar, pôr em foco esta significativa prerrogativa que a autarquia acaba de conceder, entregando as chaves da casa que vai ser a Sede da UNIÃO DE REFORMADOS, e pedir uma vigorosa salva de palmas à Câmara e ao seu Presidente.





segunda-feira, 6 de julho de 2009

Legislação


Pensão social invalidez e velhice
Direcção-Geral da Segurança Social
O REGIME NÃO CONTRIBUTIVO garante a protecção social na invalidez e velhice, através da concessão das seguintes Prestações:

- PENSÃO SOCIAL DE INVALIDEZ
- PENSÃO SOCIAL DE VELHICE
- COMPLEMENTO POR DEPENDÊNCIA
- COMPLEMENTO EXTRAORDINÁRIO DE SOLIDARIEDADE

Indexante dos Apoios Sociais (IAS)
O QUE É O IAS?
É o Indexante dos Apoios Sociais, instituído pela Lei n.º 53-B/2006, de 29 de Dezembro, que veio substituir a Retribuição Mínima Mensal Garantida (RMMG) enquanto referencial determinante da fixação, cálculo e actualização das contribuições, das pensões e outras prestações sociais.
O IAS aplica-se desde 1 de Janeiro de 2007.
QUAL O MONTANTE DO IAS?
O IAS é actualizado anualmente por Portaria dos Ministros das Finanças e da Administração Pública, e do Trabalho e da Solidariedade Social, com efeitos a partir de 1 de Janeiro de cada ano.Condições de atribuição
PENSÃO SOCIAL DE INVALIDEZ
- Idade igual ou superior a 18 anos
- Incapacidade permanente para toda e qualquer profissão, confirmada pelo Sistema de Verificação das Incapacidades (SVI)
- Rendimentos mensais ilíquidos não superiores a 30% do valor do Indexante dos Apoios Sociais (IAS), ou 50% deste valor, tratando-se de casal (condição de recursos)
PENSÃO SOCIAL DE VELHICE
- Idade igual ou superior a 65 anos
- Rendimentos mensais ilíquidos não superiores a 30% do valor do Indexante dos Apoios Sociais (IAS), ou 50% deste valor, tratando-se de casal (condição de recursos)
Montante (Pensão Social de Invalidez ou de Velhice)
É actualizado periodicamente.
Nos meses de JULHO e DEZEMBRO de cada ano, os pensionistas recebem, além da pensão, um montante adicional de igual valor.
COMPLEMENTO POR DEPENDÊNCIA
Atribuído a pensionistas que:
- sejam titulares da Pensão Social
- que se encontrem em situação de dependência.
Indexante dos Apoios Sociais (IAS)
Indexante dos Apoios Sociais (IAS)
O QUE É O IAS?
É o Indexante dos Apoios Sociais, instituído pela Lei n.º 53-B/2006, de 29 de Dezembro, que veio substituir a Retribuição Mínima Mensal Garantida (RMMG) enquanto referencial determinante da fixação, cálculo e actualização das contribuições, das pensões e outras prestações sociais.
O IAS aplica-se desde 1 de Janeiro de 2007.
QUAL O MONTANTE DO IAS?
O IAS é actualizado anualmente por Portaria dos Ministros das Finanças e da Administração Pública, e do Trabalho e da Solidariedade Social, com efeitos a partir de 1 de Janeiro de cada ano.
Indexante dos Apoios Sociais (IAS)
de 1 de Janeiro de cada ano.

domingo, 5 de julho de 2009

Estatutos



Documento complementar elaborado nos termos do número dois do artigo setenta e oito do Código do Notariado e faz parte integrante da escritura exarada em doze de Fevereiro de mil novecentos e noventa e dois folhas oitenta verso do livro quarenta e oito – G do Cartório Notarial da Covilhã.
ARTIGO1º
CONSTITUIÇÃO, DENOMINAÇÃO E FINS

È constituída a UNIÃO DE REFORMADOS, PENSIONISTAS E IDOSOS DA FREGUESIA DE TORTOSENDO, funcionando como Delegação Regional dos Reformados da Previdência em Tortosendo e tem a sua sede na Rua do Terroeiro, nº 5, em Tortosendo.
ARTIGO 2º
ÀREAS E ÂMBITO

a)Abrange todos os Reformados, Pensionistas e Idosos da Freguesia de Tortosendo;
b) Podem ser constituídos núcleos ou Comissões de Freguesia.
ARTIGO 3º
REPRESENTAÇÃO

A União de Reformados, Pensionistas e Idosos da Freguesia de Tortosendo, representa todos os reformados, Pensionistas e Idosos, residentes na Freguesia de Tortosendo.
ARTIGO 4º
PRINCIPIOS FUNDAMENTAIS

A União de Reformados, Pensionistas e Idosos, orienta a sua acção de acordo com os seguintes princípios:
a) Da unidade de todos os Reformados, pensionistas e Idosos, independentemente das suas
opções políticas, concepções filosóficas ou crenças religiosas, raça ou cor;
b) Da democracia interna que garante a livre expressão e debate de todos os pontos de vista,
devendo, após a discussão, a minoria aceitar a decisão da maioria;
c) Da independência, em relação ao Estado, Organizações Políticas ou Religiosas.
ARTIGO 5º
OBJECTIVOS

- A União de Reformados, Pensionistas e Idosos da Freguesia de Tortosendo, tem por
objectivos essenciais:
a) Organizar os Reformados, Pensionistas e Idosos para a realização e defesa dos seus interesses
colectivos;
b) Promover, organizar e apoiar acções conducentes á efectivação dos seus direitos
nomeadamente os previstos na Constituição da República que visem assegurar e proteger
uma existência condigna na velhice, invalidez e sobrevivência;
c) Desenvolver e reforçar o espírito de unidade e solidariedade entre todos os trabalhadores no
activo, Reformados, Pensionistas e Idosos, condição indispensável para a resolução dos seus
problemas.
d) Fomentar e alicerçar a sua ligação com os órgãos do Poder Local e Organizações Populares de
base, no desenvolvimento da sua colectividade;
e) Levar á pratica as iniciativas que melhorem garantam uma vida compatível com a sua
natureza humana e de homens livres.
- Para melhor assegurar a realização dos seus objectivos, a União de Reformados, Pensionistas
e Idosos da Freguesia de Tortosendo, adere ao (MURPI) Movimento Unitário de
Reformados, Pensionistas e Idosos.
ARTIGO 6º
PARTICIPAÇÃO

Podem participar nos Órgãos da União de Reformados, pensionistas e Idosos da Freguesia de Tortosendo, todos os Reformados, Pensionistas e Idosos, que residam na Freguesia de Tortosendo e aceitem os seus princípios e objectivos e que sejam sócios pelo menos com noventa dias, com a quota paga em dia e que gozem de boa reputação no seio dos Reformados, Pensionistas e Idosos.
ARTIGO 7º
ORGÃOS

- Os órgãos da União de Reformados, Pensionistas e Idosos da Freguesia de Tortosendo, são
da Assembleia Geral, a Direcção e o Conselho Fiscal.
- A Mesa da Assembleia Geral é constituída por três elementos efectivos e dois suplentes.
a) Só podem usar da palavra, eleger, ser eleito e votar, desde que sejam Reformados,
Pensionistas e Idosos, com a quota paga em dia.
ARTIGO 8º
ASSEMBLEIA GERAL

- Compete em especial á Assembleia Geral:
a) definir a linha de orientação da actividade da União dos Reformados, Pensionistas e Idosos da
Freguesia de Tortosendo;
b) Aprovar e alterar os presentes Estatutos;
c) Eleger, destituir a Direcção e o Conselho Fiscal em conjunto ou separadamente;
d) Definir as regras de funcionamento dos órgãos da União de Reformados, Pensionistas e
Idosos
da Freguesia de Tortosendo, bem com aprovar o regulamento para a eleição dos membros da
Direcção e do Conselho Fiscal e respectivos suplentes;
e) Aprovar anualmente o relatório e contas da exercício anterior bem como o orçamento para o
ano seguinte;
f) Deliberar sobre a criação de núcleos, secções ou sub-comissões bem como definir a sua forma
de funcionamento, tendo em consideração a área da Freguesia e número de Reformados,
Pensionistas e Idosos.
- A convocação da Assembleia Geral incumbe á Direcção ou á Assembleia Geral e deverá ser
feita com ampla publicidade, indicando-se a hora, local e objectivo da reunião com
antecedência mínima de oito dias.
- A Assembleia geral reúne-se:
a) Por deliberação da Assembleia Geral ;
b) Sempre que a Direcção o entender necessário. Se á hora marcada não estiver uma maioria de
dois terços de associados, esta funcionará meia hora depois da hora marcada, com qualquer
número de sócios;
c) A requerimento de pelo menos de cinquenta Reformados, Pensionistas e Idosos associados, e
que tenham as quotas pagas em dia, devendo obrigatoriamente estar presentes pelo menos
setenta e cinco por cento dos requerentes da Assembleia Geral.
ARTIGO 9º
DIRECÇÃO

- Compete á Direcção a coordenação da actividade da União de Reformados, Pensionistas e
Idosos da Freguesia de Tortosendo e cumprir as deliberações da Assembleia Geral e o seu
Presidente reputa a acção em todos os seus actos e contratos.
- A Direcção reúne sempre que necessário e obrigatoriamente uma vez de quinze em quinze
dias, sendo as suas deliberações tomadas por simples maioria de votos dos membros
presente.
- A Direcção só poderá deliberar, validamente, desde que estejam presentes a maioria dos
membros.
- Compete ao Conselho Fiscal;
a) Fiscalizar as contas na União de Reformados, Pensionistas e Idosos da Freguesia de
Tortosendo;
b) Dar apoio á Direcção sempre que esta a solicite;
c) Dar parecer do relatório das contas e do plano á Assembleia Geral até trinta e um de Março
de cada ano.
ARTIGO 10º
SÓCIO AUXILIAR

Sócios auxiliares, são todos os indivíduos que no activo, querem contribuir com uma quota, a designar pelos mesmos, paga pontualmente.
ARTIGO 11º
DEVERES E DIREITOS DOS SÓCIOS

- São deveres dos sócios pagar as respectivas quotas pontualmente, eleger e ser eleito para os
respectivos órgãos, desde que se encontrem na situação de Reformados, Pensionistas e
Idosos.
- São direitos dos sócios participar nas Assembleias Gerais, eleger e ser eleitos.
- Os sócios auxiliares poderão assistir ás Assembleias Gerais mas não podem usar da palavra
nem ser eleitos, podendo no entanto, se a Direcção ou a Assembleia Geral o entenderem,
participar em tarefas para que sejam nomeados.
ARTIGO 12º
FUNDOS

- Constituem fundos da União de Reformados, Pensionistas e Idosos da Freguesia de
Tortosendo.
a) As contribuições dos Reformados, Pensionistas e Idosos, nos termos a definir pela
Assembleia Geral;
b) As contribuições extraordinárias, nomeadamente, as dos trabalhadores no activo;
c) As receitas provenientes da realização de quaisquer iniciativas destinadas á angariação de
fundos;
d) As receitas provenientes de Uniões de Classe, de associações Recreativas, do Poder Local,
Regional ou Nacional ou de outras instituições.
- As receitas serão obrigatoriamente aplicadas no pagamento de todas as despesas e encargos
resultantes da actividade da União de Reformados, Pensionistas e Idosos da Freguesia de
Tortosendo.
ARTIGO 13º
FUNCIONAMENTO DOS ORGÃOS

Os órgãos funcionam por três anos, com inicio em um de Janeiro e fim em trinta e um de Dezembro