terça-feira, 7 de junho de 2011

A RETINA E A DEGENERAÇÃO MACULAR




A retina é uma fina camada de células nervosas que reveste a parte interna do olho.
Ela é responsável pela formação da imagem, funcionando como o filme de uma câmara fotográfica. A mácula é a parte central e mais sensível a retina, a qual é responsável pela visão para leitura e proporciona uma visão nítida, detalhada e em cores. A mácula tem o tamanho de 2 a 3mm. A parte periférica da retina é responsável pelas visões nocturna e lateral.
A degeneração macular é uma moléstia em que o afinamento e rompimento da retina prejudicam o funcionamento da mácula. Ela ocorre, na maioria dos casos, na terceira idade, sendo por isso frequentemente chamada degeneração macular relacionada à idade. Entretanto, a doença pode também decorrer de fatos hereditários e, neste caso, é então chamado degeneração macular juvenil. A doença pode, ainda, decorrer de ferimentos, infecções e inflamações dos olhos.
Mas de 80% dos casos de degeneração macular senil são de modalidade atrófica ou seca, a qual evolui lentamente e muitas vezes causa apenas perda parcial da visão. Os casos restantes são da modalidade: exsudativa ou húmida. Estes, embora totalizem uma percentagem muito menor, representam um perigo muito maior para a visão. A doença é mais frequente entre as pessoas de origem europeia ou entre as que têm olhos de cor clara e, embora não se saiba todas as suas causas, está provavelmente relacionado com a exposição à luz solar ao longo da vida.
SINTOMAS DA DEGENERAÇÃO MACULAR

Um dos sintomas da degeneração macular é o embaçamento da visão central, interferindo na leitura e em outras actividades que exijam visão em detalhe. O paciente vê, por exemplo, o rosto de uma pessoa que esteja próxima sem conseguir ver os detalhes dos olhos ou da boca. Outros sintomas são a distorção no centro de uma paisagem ou das linhas no centro da visão, o esmaecimento das cores, a percepção de uma área escura ou vazia no centro da visão e a alteração do tamanho dos objectos em relação ao olho sadio.
Como, na maioria dos casos, a degeneração macular afecta um olho de cada vez, a pessoa só nota o problema quando começa a perceber algum dos sintomas apresentados. Entretanto, o oftalmologista pode detectar a degeneração macular no estágio inicial durante uma consulta de rotina. Se, ao examinar o fundo do olho, o oftalmologista notar indícios da degeneração macular, ele poderá realizar os seguintes exames adicionais:
• Campimetria, um teste que possibilita mapear o campo visual do paciente. O mapa obtido permite a identificação de alterações visuais causadas pelo glaucoma ou pela degeneração macular.
• Angiofluoresceinografia, exame em que por meio de um contraste injectável ministrado ao paciente torna-se possível identificar anormalidades na retina e realizar fotografias que ajudarão a indicar a melhor possibilidade de tratamento.
• Teste da grade de Amsler e teste da visão em cores ,usados por alguns oftalmologistas, para monitoramento da visão central e da visão em cores, respectivamente.
TRATAMENTO:
Embora existam diversos tratamentos sob pesquisa, ainda não há um meio eficaz para reverter ou deter a degeneração macular do tipo atrófica ou seca. Já a degeneração macular exsudativa ou húmida pode, em alguns casos, pode ser tratada a laser evitando-se a progressão da doença.
Mas, para a modalidade exsudativa da degeneração macular, a boa nova é a terapia fotodinâmica que associa um medicamento especialmente desenvolvido com os raios de um novo tipo de laser. O tratamento consiste em injectar o medicamento em uma da veias do braço do paciente. Este se espalha pelo corpo, concentrando-se nos vasos sanguíneos anormais da retina. Em seguida, esses vasos são destruídos por pulsos de luz do laser dirigidos para a retina do paciente. O paciente deve se proteger da luz do sol por um período de 24 a 48 horas. O tratamento não reverte a perda da visão ocorrida anteriormente, mas evita danos adicionais à visão. Em alguns casos, pode ser necessário a repetição do tratamento mais de uma vez por ano.
O MELHOR REMÉDIO É A PREVENÇÃO
A degeneração macular não causa cegueira total pois, geralmente, a retina periférica não é afectada. Mas, ela pode causar uma visão subnormal, um problema em que os óculos comuns não são capazes de proporcionar visão nítida. Faça uma consulta oftalmológica periódica se você tiver mais de 50 anos, se em sua família houver casos de problemas retinianos ou se você estiver com problemas de visão central, como alteração da forma de objectos ou imagens , ou perda de cor da visão. O diagnóstico da doença no estágio inicial possibilitará ao oftalmologista prescrever tratamento que previna dano adicional à visão e/ou indicar dispositivos ópticos para visão subnormal que ajudarão você a fazer melhor uso possível da visão restante.
Existem uma série de artifícios e objectos que poderão ser utilizados pelos pacientes no sentido de melhorar a sua qualidade de vida; tais como na leitura utilizar exemplares com um tipo de letra maior, telefones especiais, baralhos especiais entre outros.

Dr. Leôncio de Souza Queiroz Neto
leôncio@penidoburnier.com.br
www.drqueirozneto.com.br

domingo, 29 de maio de 2011

Piquenicão em Montemor-o Novo

TODOS AO XVI PIQUENICÃO NACIONAL


EM MONTEMOR-O- NOVO


26 DE JUNHO DE 2011



lembramos que é já no dia 26 de Junho de 2011 que vamos realizar uma grande festa tradicional do MURPI que congrega todos os anos milhares de reformados e suas famílias.


Uma grande festa de alegria e de solidariedade com as justas causas de todos os reformados, pensionistas e idosos que lutamos por uma sociedade mais justa e solidária, onde não haja lugar à pobreza, mas onde haja respeito pela dignidade de tantos homens e mulheres que ao longo das suas vidas trabalharam e contribuíram para a riqueza do nosso país.


Queremos uma festa alegre e bonita com a participação de dezenas de grupos corais das Associações de Reformados, que deste modo, expressam a sua vontade de participarem activamente na vida cultural do nosso país.


Desejamos que todos aqueles que estão com os reformados marquem a presença nesta importante manifestação cultural e cívica.


Em 26 de Junho, Montemor-o-Novo é a capital da festa e da luta dos reformados.




Participa!


Traz o farnel!


Venha estar connosco!




A Confederação Nacional dos Reformados, Pensionistas e Idosos (MURPI)


Piquenicão / Aviso

FESTA CONVÍVIO DO PIQUENICÃO 2011


A Direcção da União de Reformados, Pensionista e Idosos da freguesia de Tortosendo, comunica aos seus associados que a Festa anual e Convívio dp Piquenicão, das Organizações de Reformados de todo o país, vai realizar-se no próximo dia 26 de Junho (domingo) no Parque de Exposições de Montemor-o-Novo.

Informamos que vamos levar um autocarro de 27 (vinte sete) lugares caso este se justifique.

O preço por pessoa é de 10,00 € (dez euros), estando as inscrições abertas, na sede da Associação e/ou junto dos dirigentes, até ao próximo dia 15 de Junho.

Daremos mais informações aos sócios que as solicitem.

As refeições e demais despesas, são da responsabilidade dos participantes.

Tortosendo, 29 de Maio de 2011

A Direcção

quinta-feira, 21 de abril de 2011

Formação






















No âmbito da parceria, entre a União de Reformados, Pensionistas e Idosos da Freguesia de Tortosendo, com o programa “Quero Saber”, que decorreu nas instalações da Junta de Freguesia de Tortosendo, procedeu-se hoje, na sede da nossa Associação, à entrega de diplomas aos formandos que completaram a primeira fase decorrente desta formação.
Nesta cerimónia, para além dos formandos, estiveram os formadores, responsáveis pelo programa, Dr. João Braz e Drº Sónia que, numa breve alusão ao comportamento, empenho e aproveitamento dos “alunos” referenciaram que: apesar do estatuto de reformados, estes formandos revelaram, dedicação, vontade de aprender, assiduidade, e que atingiram os objectivos traçados no inicio da formação.
O Presidente da Direcção e o Primeiro Secretário da URPIT, bem assim como alguns formandos, disseram algumas palavras de circunstância, agradeceram aos formadores e felicitaram os sócios que receberam os diplomas desta formação.
Seguiu-se um convívio com beberete, onde ficou patente a vontade de participação numa próxima fase, de formação, que se deseja venha acontecer brevemente.
Para constar, incluí-mos algumas fotos do evento, onde todos comungam da opinião: APRENDER, APRENDER, APRENDER SEMPRE!!
























segunda-feira, 4 de abril de 2011

Contra as Portagens

Em causa, a anunciada introdução de portagens nas auto-estradas A24 (Chaves - Viseu), A25 (Aveiro - Vilar Formoso) e A23 (Guarda - Torres Novas). A Câmara da Covilhã, a Comissão de Utentes das auto-estradas, a União de Sindicatos de Castelo Branco e o movimento Empresários pela Subsistência do Interior prometem encher a Praça do Município da Covilhã a partir das 16 horas. A população foi convidada a participar através de comunicados lançados por cada uma das entidades e por folhetos distribuídos nas caixas de correio. Um questionário promovido pelo movimento Empresários pela Subsistência do Interior a que responderam 542 empresas, revela que um terço delas prevê desinvestir e fazer despedimentos com a justificação da criação de portagens. Entretanto, o movimento juntou-se à Comurbeiras - Comunidade Urbana das Beiras na preparação de uma providência cautelar e de uma queixa ao Tribunal Europeu que pretendem travar a cobrança de portagens. O ministro da Presidência, Pedro Silva Pereira, afirmou na quinta-feira que o Executivo pediu um parecer jurídico para saber se um Governo de gestão tem competências para aplicar a cobrança de portagens nas restantes autoestradas SCUT (sem custos para o utilizador). A comissão de utentes das autoestradas do interior promete não "esmorecer a luta" mesmo que o Governo decida não avançar já a 15 de abril, como estava previsto, por estar em gestão, disse à agência Lusa, João Freire, porta-voz da comissão.


Lusa


Foto e Texto copiados do blog d"O Hermínio"

quinta-feira, 24 de março de 2011

Uma voz insubmissa


Este jornal, publicado desde 1993, garante teimosamente a sua publicação ao longo destas quase duas décadas de existência, pela preseverança de todos quantos têm colaborado e dado à estampa, informando, ajudando a formar uma opinião sobre diversos assuntos de actualidade nacional e criando uma corrente de solidariedade entre os assinantes que o subscrevem.


É o jornal da Confederação Nacional MURPI, ímpar na sua concepção e produção, independente do poder económico, expressando conceitos e tomadas e posição a favor e na defesa dos direitos de todos os reformados, pensionistas e idosos.
É este jornal que pretendemos que seja, cada vez mais, uma ferramenta de transmissão do saber, da realidade, da afirmação da voz contra aqueles que tentam extorpiar, por omissão ou acção, os direitos dos reformados, é a voz daqueles que acreditam que o tempo da reforma é um tempo de acção, participação, intervenção e de fruição de todos os bens do nosso património cultural, humanístico e ambiental.
Temos de preservar o nosso património legado por inúmeros colaboradores, dar continuidade na senda da qualidade e atingir o patamar da sua pertença pelo universo dos nossos leitores e assinantes.
É necessário que cada leitor se sinta ligado, nesta cadeia de solidariedade, ao universo dos leitores pela mensagem que o Jornal, em todos e em cada momento, seja capaz de gerar este sentimento de luta contra as injustiças sociais.
Procuramos ganhar colaboradores das áreas mais diversificadas que pela natureza da sua expressão traduzam uma outra forma de pensar os tempos da reforma e do envelhecimento.
Continuaremos a pautar a nossa intervenção por critérios de justiça social, da verdade e da unidade, com as demais correntes de opinião, que promovam a solidariedade intergeracional, a estreita ligação com os interesses dos trabalhadores do nosso país e o desenvolvimento social harmónico e cultural dos reformados.
Da rubrica "Em foco" do Jornal A Voz dos Reformados - Março de 2011

segunda-feira, 14 de março de 2011

2011 ANO NEGRO PARA TODOS OS REFORMADOS






2011 Ano Negro para todos os reformados

Nos últimos anos a evolução da situação dos reformados tem sido sempre em sentido negativo, tendo atingido em finais de 2010 um quadro que pode ser aferido pela análise das estatísticas da segurança social onde se pode ler que a pensão média é de 413,56 € no regime geral, 224,62 € no regime dos rurais e 187,18 € para a pensão social e o regime rural transitório.
Sendo que, na maioria dos casos, a pensão conquistada depois de uma vida de trabalho constitui o rendimento exclusivo dos reformados, que hoje representam 25% da população portuguesa.
Impõe-se, portanto, uma especial atenção para esta realidade, tendo em vista a definição das políticas sociais que permitam a correcção desta anomalia, de forma a evoluir-se no sentido de debelar a situação de real pobreza que estes números revelam.
É por isso que, todos os anos, a expectativa do país se vira para a discussão do orçamento de estado, que inclui o orçamento da segurança social, na esperança de ver aí consagrada a correcção que se impõe.
Nesta expectativa, a cada desilusão sucede outra maior, como foi agora com o Orçamento de Estado para 2011. Os dados oficiais revelam que a inflação está nos 2,3%, o que significa que teria de ser esta a percentagem mínima de actualização das reformas para que uma situação já de si grave, não se tornasse ainda pior.
E o que decidiram os nossos governantes revela toda a insensibilidade social dos políticos que estão no poder. Decidiram que este ano o aumento é zero, ou seja todos nós teremos, no mínimo, uma desvalorização de 2,3% no valor das nossas pensões.
E dizemos no mínimo porque, olhando com atenção para o orçamento de estado, lá encontramos de forma habilidosa, uma nova medida que vai ainda implicar a redução do valor base de algumas pensões. O governo introduziu, através do artigo 92.º da Lei do OE, um aumento do IRS a pagar pelos reformados, coisa que nem sequer fez em relação aos activos em igualdade de situações. Para os mais distraídos pode parecer que este aumento extraordinário no IRS dos reformados apenas terá aplicação às pensões superiores a 1.607€ mensais. Pura ilusão, o principio já aí está, agora é só ficar à espera de que a bitola venha por aí abaixo até nos abranger a todos.
Ou então mudar de políticas. Para o que podem contar com a luta de todos os reformados.

Em “Voz dos Reformados” por: Manuel Cruz

terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

19º Aniversário

















No dia 12 de Fevereiro, realizou-se na Escola do Ensino Básico 2/3 de Tortosendo, uma iniciativa organizada pela União de Reformados, Pensionistas e Idosos da Freguesia de Tortosendo que teve como objectivo principal a comemoração do 19º aniversário desta Associação.
Participaram mais de 150 associados e, em resposta a convite formulado, estiveram representadas os principais organismos colectivos da freguesia, foram também presentes a Junta de Freguesia de Tortosendo, Junta de Freguesia de S. Maria da Covilhã, Câmara Municipal da Covilhã, Confederação Nacional de Reformados (MURPI) , Inter – Reformados do Distrito de Castelo Branco, Sindicato Têxtil da Beira Baixa e Comandante do Posto de Tortosendo da GNR.
O programa de aniversário e dividiu-se em três partes:
Intervenções –
Do Presidente da Direcção da União de Reformados, Pensionistas e Idosos da Freguesia de Tortosendo, Gabriel Carrola; do presidente da Junta de Freguesia de Santa Maria, António Rebordão; do secretário da Junta de Freguesia de Tortosendo, Mário Lino; do presidente da Confederação Nacional de Reformados (MURPI), Casimiro Menezes e do presidente da Câmara Municipal da Covilhã, Carlos Pinto.
Assinatura de Protocolo –
Entre a Junta de Freguesia de Santa Maria, entidade responsável pelo organismo denominado “Espaço das Idades”, e a União de Reformados de Tortosendo, foi assinado um protocolo de cooperação.
Animação Musical –
Seguidamente actuaram o Orfeão da Liga dos Amigos de Tortosendo (LAT), O Grupo de Cantares do “Espaço das Idades de Santa Maria” , com música popular portuguesa, e por fim o Grupo “Lua Nova” que cantou temas dos Madre de Deus e Zeca Afonso.
Beberete -
O programa de aniversário culminou, no refeitório da Escola, com um amplo convívio de todos os participantes, sócios e convidados num beberete onde não faltou o Bolo de Aniversário e se cantou os parabéns pelos 19º aniversário da URPIT.















sábado, 5 de fevereiro de 2011

Opinião



CORREIO PARA OS AVÓS E PARA OS NETOS



Por Luís Duarte Patrício
Médico Psiquiatra


OS AVÓS TÊM VALOR
Há avós e netos que têm a sorte de poder conviver.
È natural que os avós desejem a companhia dos netos que lhes transmitem alegria. E muitos sabem criar oportunidades para partilhar essa companhia.
Também há netos que são educados a valorizar a companhia que fazem aos avós.
Os netos obtêm mais saber quando são educados em convívio com os avós, beneficiando da experiência da sua vida e da partilha dos seus afectos.

OS AVÓS E AS AJUDAS
Há avós que facultam aos netos benefícios materiais que não puderam dar aos seus filhos ou que, por razões de educação e de sentido da realidade não quiseram dar.
Há avós que têm de perceber as necessidades e as eventuais dificuldades que têm os filhos, para educarem os seus netos.
Podem e devem ser colaboradores na educação dos netos, começando por reforçar a boa educação transmitida pelos pais e ajudando os netos a estimar e a gerir os bens recebidos.
Desse modo já contribuem para que os netos recebam uma sólida educação.

OS AVÓS E A SOLIDÃO
Há avós que sofrem bastante com o abandono e com a solidão.
Há avós que procuram garantir a companhia de um neto, a troco de dinheiro ou de outros bens.
O excesso de dinheiro e de bens desnecessários, diminui a capacidade de crítica, face ao consumismo.
Os avós têm que se lembrar que o consumismo provoca, aumenta, o desejo de gastar.
Há netos mal-educados que percebendo a situação abusam da solidão e necessidades dos avós.
Avós, netos e pais, têm de estar atentos para prevenir estas situações.

EDUCAR É VALORIZAR
Há cada vez mais avós.
Há crianças que têm a sorte de passear com os avós e até de ouvir histórias que eles lhes contam.
Há adolescentes que têm a sorte de ouvir as boas experiências e experiências menos boas da vida dos avós.
O avô que educa, ajuda a reflectir sobre o apelo para o consumismo.
Mas há avós que oferecem excesso de guloseimas, brinquedos e dinheiro. O excesso é disparate. Um avô não é uma criança idosa que promove disparates.
Nunca se esqueça que os avós são um valor na família, um bem com muita experiência para partilhar.
Educa quem ensina os netos a respeitar o valor dos bens.

OS NETOS, OS AVÓS, O DINHEIRO E A PREVENÇÃO
Os avós devem procurar saber como é que os seus netos, crianças ou adolescentes, gastam o dinheiro que lhes é oferecido.
E os pais dos netos devem ter conhecimento das ofertas de dinheiro que os seus filhos recebem.
Sabendo o que se passa, podem contribuir para prevenir o mau uso do dinheiro.
Por isso, nem os avós, nem os netos, nem os pais, devem fazer segredo das ofertas de dinheiro ou de outros bens.

NÃO SEI O QUE LHE OFEREÇA
Não quer gastar tempo a pensar o que oferecer a alguém?
Será que até já pensou em despachar a prenda com dinheiro?
Tratando-se de um neto, será que ele está educado para gerir bem esse dinheiro? Onde é que o irá gastar?
Ocorreu-lhe perguntar aos pais do que é que ele tem necessidade?
Lembre-se que uma prenda segura e com futuro não é a oferta de uma nota, mas pode ser a oferta de bons livros.
Ofereça livros. Se o neto não gostar, pode trocar.
E não se esqueça, por amor ao neto e à sua educação cívica, de o estimular a agradecer, a dizer voluntaria e naturalmente: obrigado.
Assim ficará o avô mais sossegado porque ajudou a educar e o neto ficará mais reforçado na educação e assim sendo mais valorizado como cidadão.

sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

Elogio da Dialética


Bertolt Brecht
A injustiça avança hoje a passo firme
Os tiranos fazem planos para dez mil anos
O poder apregoa: as coisas continuarão a ser como são
Nenhuma voz além da dos que mandam
E em todos os mercados proclamam exploração;
Isto é apenas o meu começo
Mas entre os oprimidos muitos há que agora dizem
Aquilo que nós queremos nunca mais o alcançaremos
Quem ainda está vivo não diga: nunca
O que é seguro não é seguro
As coisas não continuarão a ser como são
Depois de falarem os dominantes
Falarão os dominados
Quem pois ousa dizer: nunca
De quem depende que a opressão prossiga? De nós
De quem depende que ela acabe ? Também de nós
O que é esmagado que se levante
O que está perdido, lute!
O que sabe ao que se chegou, que há aí quem o retenha
E nunca será: ainda hoje
Porque os vencidos de hoje são os vencedores de amanhã.
Bertolt Brecht

quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

ABAIXO - ASSINADO



Inter-Reformados protesta contra o congelamento das pensões


- Exigimos pensões dignas contra a pobreza e exclusão social
- Condenamos o aumento do preço dos medicamentos, com redução de comparticipação do Estado
- Condenamos a retirada ou redução de apoios sociais
- Condenamos o aumento das taxas moderadoras no SNS
- Condenamos o aumento da taxa do IVA, provocando o aumento de bens e serviços necessários.
Assine

quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

Sociedade


2011 Ano de Luta contra as injustiças Sociais
Este ano de 2011 inicia-se sob o signo da austeridade para a grande maioria dos trabalhadores e reformados portugueses e de abastança para os grandes grupos económicos e financeiros portugueses.
Portugal apresenta o segundo valor mais alto do índice de desigualdade social da União Europeia, logo a seguir à Letónia e ex-aequo com a Bulgária e Roménia, segundo a revelação de um estudo divulgado pelo Observatório das Desigualdades. A actual situação social e económica do nosso país é fruto da políticas e opções erradas tomadas há mais de duas décadas e acentuadas pela política de direita do Governo PS,
Quem não se lembra que durante a década de governação de Cavaco Silva, a troco de recebimento de avultados fundos comunitários, o Governo português aceitou matar a agricultura, criando maior dependência do exterior e agravando o défice da balança agro-alimentar, também desmantelou a frota pesqueira e destruiu a indústria portuguesa, tornando deste modo mais frágil o tecido produtivo arrastando consigo milhares e milhares de desempregados, muitos dos quais pré-reformados.
Quem não se lembra da governação do Partido Socialista, quer com Guterres que acentuou aceleradamente o nosso défice externo e com Sócrates que, a pretexto da correcção do défice orçamental, aumentou os impostos, congelou o aumento dos salários e das reformas e reduziu drasticamente o investimento público e gerou escandalosamente o desemprego.
Fica assim provado que esta política de alternância política tem conduzido o nosso país para um beco sem saída.
Porque uma política que privilegie directa ou indirectamente os grandes grupos financeiros agrava a situação de milhares e milhares de trabalhadores e reformados portugueses.
Porque a política de direita praticada por aqueles governantes acentuam a injustiça social, lançam mais pessoas na pobreza, com especial incidência entre as crianças e os idosos, a somar aos restantes trabalhadores e desempregados atingindo actualmente mais de 2 milhões de pobres em Portugal.
O Orçamento de Estado de 2011 aprovado pelo PS com a cumplicidade do PSD é uma peça contendo medidas de austeridade, que vão desde cortes salariais, congelamento das das reformas e pensões, redução dos apoios sociais, aumentos acentuado de impostos e o consequente agravamento do custo de vida; este é o verdadeiro programa de austeridade para os que menos têm, ao mesmo tempo que os lucros financeiros da banca e dos grandes grupos económicos florescem, beneficiando de isenções e reduções fiscais decididas pelo Governo.
Contra esta situação temos que resistir e lutar, derrotando o conformismo e a inevitabilidade, expressando por todos os meios o nosso descontentamento e protesto, e criando condições para uma verdadeira alternativa política de esquerda que defenda os interesses de quem trabalha e proteja e respeite a dignidade daqueles que ao longo das suas vidas trabalhando contribuíram para o aumento da riqueza do nosso país.
Para todos os que acreditam que é possível mudar: Um Bom Ano!
Por: Casimiro de Menezes
Em: A Voz dos Reformados

sábado, 15 de janeiro de 2011

19º Aniversário

19º Aniversário da nossa Associação
No dia 12 de Fevereiro vamos comemorar mais um aniversário.
Divulgamos, hoje, o programa das comemorações e para o qual convidamos todos os associados a participarem nesta efeméride.

terça-feira, 4 de janeiro de 2011

Saúde





Artrite

A palavra artrite significa literalmente inflamação da articulação, mas frequentemente é utilizada para se referir a um grupo de mais de 100 doenças reumáticas que podem causar dor, enrijecimento e edema das articulações. Estas doenças podem afectar não somente as articulações mas também outras partes do corpo, incluindo estruturas tão importantes como músculos, tendões, ossos, ligamentos e diversos órgãos internos.

O que causa artrite?

A dor da artrite decorre de diferentes factores, dentre eles: inflamação da membrana sinovial, dos tendões, dos ligamentos, das fibras musculares, e fadiga. A combinação destes factores contribui para a intensidade da dor.

A intensidade da dor na artrite varia grandemente de indivíduo para indivíduo. Cada pessoa possui um limiar diferente para a dor, o que depende de aspectos físicos e emocionais – depressão, ansiedade, e até mesmo hipersensibilidade nos locais afectados pela artrite.

Como é feito o tratamento?

Não existe um tratamento único que possa ser aplicado a todas as pessoas com artrite. Cabe ao profissional de saúde que está prestando a assistência desenvolver uma abordagem específica para minimizar a dor e melhorar o funcionamento das articulações. Relacionamos abaixo algumas medidas que podem ser utilizadas para aliviar a dor a curto prazo:

Medicações: uma vez que as pessoas com osteoartrite possuem uma inflamação pequena e discreta, já se consegue alívio da dor com o uso de analgésicos como o paracetamol. Os pacientes com artrite reumatóide geralmente apresentam dor causada por inflamação e em geral se beneficiam mais com o uso de aspirina ou outros antiinflamatórios não-hormonais, tais com oibuprofeno, meloxicam, diclofenaco e etc.
Aplicação de calor e gelo: a decisão de utilizar calor ou gelo na artrite depende do tipo de artrite de deve ser discutida com o(a) médico(a). Compressas de calor no local da dor por cerca de 15 minutos aliviam a dor. Compressas geladas pelo mesmo período reduzem o edema e a dor. Na presença de problemas de circulação, não utilizar compressas geladas.
Protecção da articulação: talas ou tipóias podem ser úteis, seguindo sempre as recomendações do(a) médico(a).
Massagem: quando aplicada adequadamente e por pessoa habilitada, aumenta o fluxo sanguíneo e relaxa a área tensa. Contudo, as articulações inflamadas são muito dolorosas, e o fisioterapeuta deve estar bastante familiarizado com a doença subjacente.
Acupuntura: este procedimento só deve ser realizado por um profissional habilitado. Acredita-se que a acupuntura provoca a libertação de substâncias químicas naturais produzidas pelo sistema nervoso (endorfinas), aliviando a dor.
O que pode-se utilizar para aliviar a dor a longo prazo?

Anti-inflamatórios não-hormonais (AINH): esta classe de medicamentos, que inclui a aspirina e o diclofenaco, é utilizada para reduzir a inflamação e pode ser utilizada tanto no tratamento a curto quantoa longo prazo para aliviar a dor em pacientes vítimas de osteoartrite ou artrite reumatóide.
Anti-reumáticos: estes medicamentos são utilizados para tratar pacientes com artrite reumatóide que não obtiveram bons resultados com o uso de AINHs. Fazem parte deste grupo: metotrexate, hidroxicloroquina, penicilamina e injeções de ouro. Acredita-se que estas drogas influenciem e corrijam anormalidades do sistema imune responsáveis por doenças como a artrite reumatóide. O tratamento com estes remédios exige um monitoramento(a) médico(a) cuidadoso devido aos efeitos colaterais.
Corticosteróides: hormônios bastante eficazes no tratamento da artrite. Os corticosteróides podem ser administrados por via oral ou injectável. A prednisona é ocorticóide mais utilizado por via oral para reduzir a inflamação da artrite reumatóide. Tanto na artrite reumatóide como na osteoartrite, o(a) médico(a) também pode injetar corticosteróides na articulação acometida, parando a dor. Uma vez que injeções frequentes podem danificar a cartilagem, elas só devem ser empregadas uma ou duas vezes no intervalo de um ano.
Redução do peso: os quilos em excesso colocam um stress extra sobre as articulações que sustentam o corpo, tais com joelhos e quadris. Pesquisas mostraram que mulheres obesas que emagreceram também experimentaram uma redução substancial no desenvolvimento de osteoartrite nos joelhos. Ainda, na presença de osteoartrite em um joelho, a redução de peso ajuda a diminuir a chance de ocorrência da doença no outro joelho.
Exercícios: nadar, caminhar e praticar exercícios aeróbicos de baixo impacto reduzem a rigidez e a dor articular. Alongamentos são úteis.
Cirurgia: alguns pacientes com artrite podem necessitar de cirurgia para remoção da sinóvia (sinovectomia) ou realinhamento da articulação (osetotomia), ou, em casos avançados, substituição da articulação afectada por uma prótese. A substituição completa da articulação não somente oferece um alívio dramático da dor como também tem melhorado a mobilidade de muitas pessoas com artrite.



Dr. Alessandro Loiola

quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

Cortes na Saúde


Os desempregados e pensionistas com rendimentos acima do salário mínimo passam a pagar, a partir de 1 de Janeiro do próximo ano, as taxas moderadoras do Serviço Nacional de Saúde (SNS).

Publicada em Diário da República, uma portaria do Ministério da saúde acaba com a actual isenção para todas as pessoas inscritas nos centros de emprego e reformula os critérios de acesso ao regime especial de comparticipação de medicamentos.
O conteúdo do diploma do Governo é destacado esta quarta-feira na imprensa económica. Jornal de Negócios e Diário Económico noticiam os cortes que o Governo tenciona aplicar, no próximo ano, ao acesso gratuito a cuidados de saúde. A partir de Janeiro, apenas os desempregados e pensionistas que apresentem rendimentos inferiores a 485 euros têm direito às isenções na Saúde.

Até agora, todos os desempregados inscritos nos centros de emprego (mais de 540 mil) estavam isentos do pagamento de taxas moderadoras nos hospitais, assim como os respectivos cônjuges e filhos menores. O fim das isenções para os titulares de rendimentos superiores ao salário mínimo nacional deverá atingir dezenas de milhares de pessoas – no final de 2009, eram cerca de 60 mil os desempregados que recebiam mais de 600 euros por mês de subsídio de desemprego.

A portaria do Ministério da Saúde reformula, assim, os conceitos de “pensionista” e “desempregado” no que diz respeito às taxas moderadoras, que terão o seu valor actualizado no início do ano com base na inflação – 2,2 por cento. A medida, escreve o Diário Económico, visa adaptar a nova lei da condição de recursos ao sector da Saúde, desde logo nos pressupostos para a isenção de taxas moderadoras e na comparticipação de medicamentos.


Comparticipação de medicamentos

Quanto aos critérios de acesso ao regime especial de comparticipação de medicamentos, que beneficia actualmente 1,3 milhões de pensionistas, o diploma introduz uma nova fórmula: as contas do rendimento anual dos pensionistas passam a abranger o valor total dos rendimentos próprios e dos respectivos agregados familiares.

A portaria estabelece que os beneficiários do regime especial de comparticipação devem comprovar essa condição até ao dia 28 de Fevereiro, através de um documento emitido pela Segurança Social ou nos centros de saúde; para continuarem a beneficiar do regime, terão de demonstrar que a soma de rendimentos do agregado familiar, dividida pelo número de pessoas, não supera 14 salários mínimos (6790 euros).

Permanecem isentos do pagamento de taxas moderadoras as pessoas inscritas nos centros de emprego com rendimentos inferiores a 485 euros mensais, os pensionistas e trabalhadores por conta de outrem que aufiram vencimentos abaixo do salário mínimo nacional, assim como os respectivos cônjuges (dependentes) e filhos menores, os pensionistas por doença profissional com uma incapacidade permanente global acima de 50 por cento, os beneficiários do Rendimento Social de Inserção, as grávidas e as crianças até aos 12 anos de idade.


“Medida inadmissível”

Para o Movimento dos Trabalhadores Desempregados, o Governo está a adoptar uma medida “inadmissível”. Cristina Afonso, da organização, entende mesmo que se trata de mais um passo no sentido de um “empobrecimento sucessivo da população”.

“É uma medida que vem na sequência da política do Governo de empobrecimento sucessivo da população, que não tem em conta o papel social do Estado e que, muitas vezes, os desempregados têm que recorrer aos serviços de saúde, por problemas de saúde resultantes da sua situação de desemprego e da falta de alternativas. Portanto, achamos que é mais uma das medidas que contribui para o empobrecimento, a exclusão social, e é acima de tudo uma injustiça social que sejam cortadas as taxas moderadoras”, reagiu a dirigente do Movimento,
“É uma medida de ataque aos que menos têm”. É assim que Valverde Martins, do Movimento dos Reformados e Pensionistas, encara a expressão prática da portaria do Ministério da Saúde.

“Nós verificamos que neste país, infelizmente, nos últimos tempos e desde há quase 30 anos a esta parte, têm vindo a ser atacados aqueles que menos têm e que menos ganham, que são certamente umas dezenas de milhares de pensionistas que vão, naturalmente, ter esse corte. Não custava nada admitir que aqueles pensionistas que têm reformas muito grandes, na ordem dos milhares de euros, pudessem ter mais esse imposto. Agora, aqueles que têm um rendimento perto do salário mínimo nacional, que é o caso, vão necessariamente ter mais dificuldades. É mais uma forma de lhes retirar a possibilidade, inclusivamente, de viver”, criticou.


Jornal de negócios 29/12/2010

sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

INFORMAÇÃO




É Surpreendente como num só ano a esperança de vida aos 65 anos aumentou tanto

As novas pensões vão ter uma redução significativa

O Governo mais uma vez não faz nenhuma publicação do factor de sustentabilidade para aplicar às pensões por velhice em 2011, colocando hoje na página da internet da Segurança Social o valor provisório da esperança de vida aos 65 anos para 2010 que o INE divulgou recentemente.

O valor provisório revela um aumento da esperança de vida aos 65 anos de tal modo significativo que não pode deixar de surpreender, tendo presente o que aconteceu em anos anteriores.

Entre 2006 e 2007, a esperança de vida aos 65 anos no nosso País aumentou 0,6%. Entre 2007 e 2008 aumentou 0,8% e entre 2008 e 2009 a subida foi de 0,3%.

De facto é surpreendente que o aumento entre 2009 e 2010 da esperança de vida aos 65 anos seja de 1,5%. A confirmar-se definitivamente este valor, as pensões por velhice para os trabalhadores que se reformarem a partir de 1 de Janeiro de 2011, vão ter uma redução já com significado, ou seja, à pensão atribuída pelo cálculo em vigor irá ser deduzido 3,14%.

Numa pensão de 500 euros irá ser deduzido 15,70 euros todos os meses, e em 14 meses a quebra será de 219,80 euros; e numa pensão de 1.000 euros a quebra será de 439,60 euros, e assim sucessivamente.

A CGTP-IN esteve totalmente discordante da introdução deste instrumento criado pelo actual Governo PS com o compadrio do PSD e CDS, dado que só tinha o objectivo de reduzir as pensões por velhice.

A CGTP-IN considera totalmente aberrante e descabido que o factor de sustentabilidade corresponda a uma correcção acumulada desde 2006.

A CGTP-IN não desistirá de lutar por esta causa. Ainda recentemente foi discutida na Assembleia da República a 2ª Petição por nós apresentada e que mereceu, mais uma vez, a discordância do PS, PSD e CDS.

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

Greve Geral






CGTP-IN SAÚDA OS TRABALHADORES PORTUGUESES




SAUDAÇÃO AOS TRABALHADORES

Os trabalhadores portugueses cumpriram hoje uma jornada histórica: a maior adesão de sempre a uma greve geral, com mais de 3 milhões de trabalhadores envolvidos, correspondendo ao apelo justificado por parte das centrais sindicais, especialmente da CGTP-IN.

A CGTP-IN saúda os trabalhadores portugueses, particularmente aqueles que, com muita coragem, determinação e sacrifícios pessoais, para si e para as suas famílias, exerceram o inalienável direito à greve, mesmo quando confrontados com a proibição de plenários de trabalhadores, recolha ilegal de dados pessoais, ameaças de processos disciplinares ou com o recurso à força policial para dificultar o exercício dos piquetes.

A CGTP-IN saúda os milhares de dirigentes e activistas sindicais que empenhadamente prepararam esta grande Greve Geral e, muito em particular, os jovens que, independentemente das diversas situações de precariedade e pressão chantagista, deram um substantivo contributo para o êxito desta Greve Geral.

Demos expressão a uma enorme indignação e protesto face às injustiças das políticas que vêm sendo seguidas e às práticas governamentais e patronais de desvalorização do trabalho, de redução dos salários, de precarização do emprego, de ataque a direitos sociais fundamentais.

Mas esta luta foi também uma determinada afirmação do futuro, exigindo uma mais justa distribuição da riqueza, a utilização dos recursos e das capacidades produtivas do país, a salvaguarda da soberania nacional. Fizemo-lo com esperança, com confiança e afirmando, com toda a força, a dignidade do trabalho e o direito ao progresso para as jovens gerações.

Fizemos uma extraordinária greve geral, apesar da precariedade de uma larga camada de trabalhadores, das chantagens e ilegítimas pressões de todo o tipo, das ilegalidades praticadas, quer pelo governo, quer por entidades patronais nas tentativas desesperadas de impedir os níveis de adesão que acabaram por se verificar. Esta foi a resposta corajosa, séria e empenhada dos trabalhadores reafirmando a mensagem “sim, nós aderimos”.

O “Eu faço Greve Geral” transformou-se numa atitude dos trabalhadores e das trabalhadoras da administração pública e do sector privado, dos transportes, da aviação, do sector portuário, da saúde, da segurança social, do ensino (em todos os seus níveis), da justiça, dos serviços, da indústria e do comércio. Verificou-se a participação de todas as camadas de trabalhadores, mais e menos qualificados, numa adesão forte, solidária, consciente, actuante e decisiva, provocando, a nível nacional, a maior Greve Geral.

Cada um e todos dissemos não a estas injustiças, a estas políticas, a esta austeridade e, com justa indignação, às assimetrias dos sacrifícios impostos e afirmamos o direito ao futuro. Exigimos novas políticas!

A CGTP-IN manifesta também a sua solidariedade a todos os que, estando de acordo com as razões da Greve Geral, não puderam exercer esse direito por fortíssimos condicionalismos que não foram capazes de vencer, por força de inadmissíveis pressões e coacções impostas pelo patronato e Governo, designadamente face às situações de precariedade que atingem muitos milhares de trabalhadores, à ameaça de desemprego e de não pagamento de prémios e subsídios.

A Greve Geral de hoje atingiu um grande impacto em todas as regiões do país, regiões autónomas incluídas, bem como em todos os sectores de actividade, tendo sido amplamente referenciada pelos media, também internacionais, e saudada por inúmeras organizações estrangeiras, particularmente europeias.

É tempo de o patronato cumprir as leis e os direitos dos trabalhadores, de respeitar a negociação colectiva, de assegurar condições de formação e qualificação, de remunerar com justiça.

É tempo de o Governo tratar os trabalhadores e a população portuguesa como pessoas com dignidade, com direitos e aspirações,com dificuldades e capacidades.

É tempo de o Governo cumprir Acordos estabelecidos, desde logo, assegurar a actualização do Salário Mínimo para 500 Euros em 2011.

É tempo de negociar com os sindicatos a reposição de protecções aos desempregados e aos mais carenciados, bem como, a melhoria das pensões de reforma, desde logo, para aqueles que vivem mais dificuldades.

É tempo de o Governo dialogar e negociar com os sindicatos não a aplicação de programas de empobrecimento, desemprego e recessão económica, mas sim a dinamização do aparelho produtivo, os compromissos necessários para uma produção de bens úteis ao desenvolvimento da sociedade, a melhoria da produção da riqueza e das capacidade competitivas da nossa economia.

Compete ao Governo afirmar e assegurar o direito a emprego com direitos, tratar os portugueses com equidade e garantir uma justa distribuição da riqueza produzida. É tempo de uma efectiva mudança de rumo!

A CGTP-IN e os trabalhadores sabem que as mudanças necessárias não acontecem dum dia para o outro. Elas fazem-se na continuidade da acção e da luta.

Vivam as trabalhadoras e os trabalhadores portugueses!

Lisboa, 24 de Novembro de 2010