quarta-feira, 13 de março de 2013

Saúde

Foto recolhida na net

Um olhar sobre o idoso

Sinais da doença de Alzheimer



Hoje já não deve haver ninguém que não tenha ouvido falar de Alzheimer. Uma grande quantidade de pessoas já sabe o que isso quer dizer porque teve ou tem na sua família um ser querido com essa doença.
E uma doença degenerativa que afeta o cérebro. Foi descrita por Alois Alzheimer, um médico alemão, há pouco mais de um século. Ainda não tem cura, mas há tratamentos que podem melhorar alguns sintomas e ajudam o doente a manter-se funcional por muito mais tempo.
Conhecem-se os resultados, os sintomas, as consequências, mas ninguém sabe ao certo como «funciona». Há elementos que permitem aos médicos chegar à conclusão de que uma pessoa sofre essa doença, mas não de uma maneira segura, porque não há provas de laboratório que a detectem.
Também não se sabe o que é que provoca esta doença. Sabe-se no entanto que algumas coisas contribuem para o seu aparecimento: colesterol elevado, tensão alta, vida demasiado agitada e tensa (stress).
Antes pensava-se que era uma doença associada à velhice, mas cada dia é mais frequente encontrar a doença em pessoas relativamente jovens. Aparece em gente com poucos estudos como em pessoas com altas habilitações literárias.
Com este quadro de incerteza para fazer um diagnóstico, a observação direta é fundamental. E evidente que durante um século fez-se muita coisa, desde buscar um remédio a tentar descobrir uma vacina. Também se observou a evolução dos doentes, o que levou a estabelecer um quadro que permite aos médicos dizer se se trata da doença de alzheimer ou de outro tipo de demência.
Todos estão de acordo em que um diagnóstico no início da doença pode prolongar a funcionalidade de um doente por muitos mais anos, através de medicamentos e programas de estimulação.
O envelhecimento do corpo provoca alterações em todos os órgãos, incluindo cérebro. Perde-se memória e massa óssea; desgastam-se as cartilagens e emperram as articulações. O envelhecimento não é uma doença, mas alguns destes sintomas podem parecer-se aos de algumas doenças. Por isso é que a observação é tão importante.
Vejamos dez sinais que podem levar-nos a pensar que um familiar tem a doença de alzheimer.
1. Perda de memória. Esquecer informação recente é um dos primeiros e mais comuns sinais da doença. Esquece-se com frequência de informação recebida momentos antes ou açcões acabadas de realizar. Não sabe onde deixou a chave do carro, não recorda o nome da pessoa com quem acaba de falar ao telefone.
2. Dificuldade para realizar tarefas habituais. Cozinha sem sal ou com ingrediente não relacionados com o prato que sempre fez .não sabe como marcar um número de telefone. não sabe jogar os seus jogos preferidos, porque não encontra a carta da sueca ou a pedra do dominó que deve jogar.
3. Problemas de linguagem. Começa a esquecer-se de palavras simples e a substitui-las por outras inapropriadas, tornando difícil a compreensão. E possível que não encontre a escova de dentes, por exemplo, e peça "essa coisa para a boca".
4. Desorientação em tempo e lugar. Pode perder-se na sua rua; não saber onde vive, não saber onde está nem como chegou, nem como regressar a casa.
5. Falta de sentido comum. Pode vestir um sobretudo em pleno verão, ou pouca roupa num dia excessivamente frio. Toma más decisões sobre o uso do dinheiro, como comprar coisas caras e desnecessárias em promoções por telefone ou oferecer dinheiro a desconhecidos.
6. Dificuldade para realizar tarefas mentais. Confunde-se facilmente ao pensar em coisas abstratas.
E possível que se esqueça completamente do significado dos números ou como se usam.
Colocar objetos fora do lugar. Guarda coisas em lugares pouco comuns: o ferro de engomar no frigorífico ou o relógio no açucareiro.
7. Alterações de humor e comportamento. Muda repentinamente de humor (de alegre a zangado, por exemplo) sem razão aparente.
8. Mudanças de personalidade. Muda drasticamente de personalidade. Mostra-se confundido, desconfiado, temeroso ou depende demasiado de um membro da família.
10. Perda de iniciativa. Toma-se muito passivo; sentando-se em frente à televisão durante varias horas, dormindo mais do que o normal, ou negando-se a fazer as suas natividades rotineiras.
Pelo que ficou dito atrás, alguns destes sinais podem referir-se ao natural processo de envelhecimento. O critério mais acertado é o da frequência. Esquecer-se de vez em quando de uma coisa é normal, quando esse esquecimento é constante, é sinal de perigo.
Ao observar vários dos sinais descritos, é hora de a família buscar um neurologista que observe a pessoa e informe se realmente se trata da doença de Alzheimer.
Nesse momento deve começar o tratamento. Os familiares deverão então preparar-se para uma tarefa que pode durar vários anos e que com o tempo se tomará cada vez mais pesada. Em cada momento a farru1ia deverá tomar as decisões mais corretas tendo sempre em conta os melhores interesses da pessoa afetada.
Nunca esqueçam que as coisas estranhas que possa fazer o seu familiar são produto da doença e não um capricho.

Tirado do: Boletim do Idoso


Por:José da Silva
Prof. Catedrático na Universidade Interamericana de Puerto Rico

sexta-feira, 8 de março de 2013

Dia Internacional da Mulher


8 de Março

Dia internacional da Mulher

 

 

A União de Reformados, Pensionistas e Idosos da Freguesia de Tortosendo, consciente da importância que teve este dia para a emancipação e libertação das mulheres de todo o mundo, saúda e presta homenagem a todas as mulheres e particularmente às mulheres de Tortosendo que, com muito esforço e sacrifício deram o seu contributo, ao lado de muitos homens, para a conquista da liberdade e da democracia conquistada com o 25 de Abril de 1974

O primeiro Dia Internacional da Mulher foi celebrado em 28 de Fevereiro de 1909 nos Estados Unidos, em memória do protesto contra as más condições de trabalho das operárias da indústria do vestuário de Nova York

Em 1975 foi designado pela ONU (Organização das Nações Unidas) como o Ano Internacional da Mulher e, em dezembro de 1977, o Dia Internacional da Mulher foi adotado pelas Nações Unidas, para lembrar as conquistas sociais, políticas e económicas das mulheres.

O dia 8 de março é dedicado à comemoração do Dia Internacional da Mulher. Atualmente tornou-se uma data um tanto festiva, com flores e bombons para uns. Para outros é relembrada sua origem marcada por fortes movimentos de reivindicação política, trabalhista, greves, passeatas e muita perseguição policial. É uma data que simboliza a busca de igualdade social entre homens e mulheres, em que as diferenças biológicas sejam respeitadas mas não sirvam de pretexto para subordinar e inferiorizar a mulher.

Viva o Dia Internacional da Mulher!

 
                                                                              

terça-feira, 5 de março de 2013



















No passado sábado, dia 2 de março, a nossa Associação comemorou o seu 21º aniversário.

A  principal iniciativa desta efeméride decorreu nas Instalações da Escola Básica 2/3 de Tortosendo, com um programa diversificado que constou de,  intervenções do presidente da direção da URPIT e entidades representantes de associações e  organismos convidados, houve animação musical pelo Grupo de Cantares do Espaço das Idades da freguesia de Stª Maria, “TANTOS E +UM” , que deliciaram, com os seus cantares populares, o enorme auditório que esteve presente, para culminar, a União de Reformados de Tortosendo ofereceu aos associados presentes e convidados um beberete convívio.

Estiveram presentes dirigentes associativos  que representaram Vários organismos:  LAT (Liga dos Amigos do Tortosendo), Centro de Apoio e Convívio da Terceira Idade de Tortosendo, Sport Tortosendo e Benfica, Núcleo Sportinguista do Tortosendo, Escola Básica 2/3 de Tortosendo, União de Sindicatos de Castelo Branco, Inter-Reformados Castelo Branco, Associação de Reformados da Covilhã, Espaço das Idades de Stª Maria. A Confederação Nacional de Reformados – MURPI – na impossibilidade de estar representada, enviou uma saudação,que foi lida no decorrer desta efeméride.

A União de Reformados, Pensionistas e Idosos da Freguesia de Tortosendo, agradece ao Conselho Directivo da Escola Básica 2/3 de Tortosendo a gentileza que teve na cedência das instalações para a concretização do programa e ao Espaço das Idades de Stª Maria, o contributo que deu, desinteressadamente, com a actuação   do Grupo TANTOS E +UM.

Ilustramos esta iniciativa com algumas fotos colhidas no decorrer da comemoração do 21º Aniversário.   

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013

Os silêncios...


Um dia bateram-me à porta e anunciaram-me que o governo tinha decidido cortar-me meio subsidio de Natal. Apesar de inconstitucional, compreendi o sacrifício que o Governo me pedia.

Noutro dia bateram à porta do meu pai e anunciaram-lhe que iam cortar meia pensão do Natal. Apesar de considerar que era um roubo, ainda admiti, porque o pais estava em estado de emergência.

Depois bateram-me à porta e anunciaram que me iam tirar dois meses de salário e dois meses de pensão ao meu pai. Depois da estupefacção resignação.

A 7 de Setembro, bateram-me à porta para me anunciar que tiravam 7% do salário para dar 5,75% ao patrão e ficavam com os trocos, em principio para os cofres da Segurança Social.

Desta vez fiquei indignado. Achei que estava a ser roubado e que estavam a transformar os patrões em receptadores do dinheiro roubado. Em reacção, corri para a rua para protestar.

Bateram-me mais uma vez à porta e informaram-me de que o ministro das finanças ia reescalonar as taxas de IRS, de modo a torna-lo mais progressivo.

Imaginando que iam poupar os rendimentos mais baixos e taxar fortemente os mais altos, pensei que o Governo, finalmente, voltava ao trilho da lei.

Mas para surpresa minha, voltaram a bater-me à porta para me ameaçarem com aumentos brutais no IMI. A minha indignação transformou-se em ira e juntei-me ao movimento nacional de resistentes ao pagamento do IMI.

Ainda mal refeito do choque do IMI, bateram-me novamente à porta para me mostrarem nos jornais, em grandes parangonas e cinco colunas, os novos escalões de IRS. Afinal aumentaram as taxas dos rendimentos mais baixos, menos os dos mais altos e não criaram nenhum escalão para os mais ricos. E a progressividade do rei dos impostos diminuiu. A minha raiva subiu de tom e resolvi não mais voltar a votar no PSD e estou preparado para qualquer acção revolucionária que apareça. Ao fim e ao cabo eu o meu pai e a minha família já não temos nada a perder.

J. Nunes de Almeida, Ericeira

---

Pese embora a possibilidade de alguns poderem relevar algumas imprecisões do escrito, pesa muito mais a pública tomada de posição.

E na oportunidade poderá interessar recordar um dos motivos porque Brecht é citado em titulo; mas não apenas ele

- Maiakovski, poeta russo escreveu, no início do século XX :

Na primeira noite, eles se aproximam
e colhem uma flor de nosso jardim.
E não dizemos nada.
Na segunda noite,
já não se escondem,
pisam as flores, matam nosso cão.
E não dizemos nada.
Até que um dia, o mais frágil deles,
entra sozinho em nossa casa, rouba-nos a lua,
e, conhecendo nosso medo,
arranca-nos a voz da garganta.
E porque não dissemos nada,
já não podemos dizer nada.

Maiakovski (1893-1930)

- Depois Bertold Brecht escreveu:

Primeiro levaram os negros
Mas não me importei com isso
Eu não era negro
Em seguida levaram alguns operários
Mas não me importei com isso
Eu também não era operário
Depois prenderam os miseráveis
Mas não me importei com isso
Porque eu não sou miserável
Depois agarraram uns desempregados
Mas como tenho meu emprego
Também não me importei
Agora estão me levando
Mas já é tarde.
Como eu não me importei com ninguém
Ninguém se importa comigo.

Bertold Brecht (1898-1956)

- Em 1933 Martin Niemöller criou o seguinte poema:

Um dia vieram e levaram meu vizinho que era judeu.
Como não sou judeu, não me incomodei.
No dia seguinte, vieram e levaram
meu outro vizinho que era comunista.
Como não sou comunista, não me incomodei .
No terceiro dia vieram e levaram meu vizinho católico.
Como não sou católico, não me incomodei.
No quarto dia, vieram e me levaram;
já não havia mais ninguém para reclamar…

Martin Niemöller,(1892-1984)– símbolo da resistência aos nazistas.

- Em 2007 Cláudio Humberto presenteou-nos assim:

Primeiro eles roubaram nos sinais, mas não fui eu a vítima,
Depois incendiaram os ônibus, mas eu não estava neles;
Depois fecharam ruas, onde não moro;
Fecharam então o portão da favela, que não habito;
Em seguida arrastaram até a morte uma criança, que não era meu filho…

Cláudio Humberto, em 09 Fevereiro de 2007

- Também Martin Luther King (1929.1968):

O que mais me preocupa não é nem o grito dos violentos, dos corruptos, dos desonestos, dos sem carácter, dos sem ética… o que mais me preocupa é o silêncio dos bons!.

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013

Lutando contra a pobreza

Arroz de cordéis
Há uns anos, ficou célebre a receita de Filipa Vacondeus de um arroz com aroma de chouriço, em que o segredo consistia em cozinhar os cordéis dos enchidos para aproveitar o sabor.
Apesar de ainda não ter aparecido uma receita tão emblemática, nestes anos que já levamos de «entroikados» são milhares os conselhos para poupar e viver com pouco. Como os elogios à «alegria da pobreza» evocam demasiado os anos do fascismo, houve que modernizar o conceito. Agora usa-se low-cost não só para viagens de avião mas para lojas de comida, clínicas dentárias e cabeleireiros. As grandes cadeias de supermercados desdobram-se em conselhos cheios de responsabilidade social: distribuem receitas do mais saudável e baratinho que há, garantem que os «produtos básicos» não aumentam, explicam como alimentar uma família com um euro, até se atrevem a ensinar-nos que «a carne de hoje é o empadão de amanhã».
Programas e rubricas a ensinar a poupar ocupam horas de televisão: do copo para lavar os dentes de Isabel Jonet, aos minutos verdes da Quercus, passando pelos passatempos nos programas da tarde em que quem ganha vê as facturas em atraso pagas, vale tudo. As lojas de produtos em segunda mão e os sites de troca quase directa florescem. As reportagens sobre desempregadas de longa duração que sobrevivem a vender bijuteria ou doces através da internet repetem-se à exaustão. Os artigos a gabar as vantagens para a saúde de levar marmita para o trabalho são a versão moderna do elogio aos pobrezinhos mas honrados.
E no entanto, por mais torneiras que se feche e luzes que se apague, por mais cartões, talões e outras promoções que se use para ir às compras, por mais refeições que se substitua por sopa ou Nestum, por mais pechinchas que se descubra, a verdade é só uma e chama-se empobrecimento. Com mais de um milhão no desemprego, com os salários cortados e os impostos asfixiantes, com os aumentos escandalosos nos bens essenciais, não há milagres nem receitas mágicas que disfarcem que os meses têm mais dias que salário. E que os portugueses estão mais pobres.
É por isso que o que o País precisa é que os trabalhadores lutem e conquistem aumentos de salário, emprego com direitos, produção nacional. É esse o caminho do futuro.
 
Por: Margarida Botelho
 
in: Jornal Avante
 

quinta-feira, 24 de janeiro de 2013

As pessoas querem Viver e não Sobreviver

                                                                      Anita Vilar


 


                 

O envelhecimento populacional é um triunfo. É o resultado do desenvolvimento das sociedades, uma vitória do ser humano sobre males adversos e também de políticas seguidas visando criar uma melhoria das condições de vida e de saúde das populações. Se, por
um lado é triunfo também é um problema, porque esse envelhecimento populacional é
, muitas vezes, visto como um problema por muitos dos governantes atuais. Para os idosos é um triunfo ou um problema se os anos ganhos a mais forem anos com qualidade de vida ou anos de sofrimento, de perdas, de incapacidades e de dependência.

Os idosos são objeto de um discurso ambíguo por par- te das instituições sociais e do Estado que ora os protege, ora os aponta como causadores dos males que afligem os sistemas públicos de saúde e de segurança social.

As pessoas desejam viver cada vez mais, desde que essa sobrevida aumentada lhes proporcione uma vida com boa qualidade.

Vida e Saúde o inseparáveis!

É intuitivamente óbvio que Vida e Saúde são inseparáveis. O que interessa à Saúde deve fazer parte de qualquer conceito de Qualidade de Vida. Isto, é funda- mental para os idosos. Ter Saúde é uma dimensão muito importante para a qualidade de vida dos idosos. Ter boa saúde é um fator determinante de boa qualidade de vida para os mais velhos.
A longevidade trouxe alterações nos padrões de saúde de todos os países, com aumento da cronicidade mudando, assim, o perfil de morbi-mortalidade. Nesta situação  de prevalência aumentada de dioenças crônicas, o principal objetivo dos procedimentos e políticas de saúde já não visa a cura, mas a manutenção de resultados dessas políticas e dos tratamentos que devem ser avaliados através de variáveis subjetivas, que incluam as perceções dos indivíduos em relação ao seu bem-estar.














































































































































































































A pobreza é um dos grandes fatores de risco para as pessoas idosas - as más condições económicas e de habitação, as reformas baixas, as dificuldades no acesso aos serviços e, em geral, o aumento das despesas em diversas áreas, particularmente na área da saúde, contribuem para as situações de vulnerabilidade e dependência destas pessoas.

Nas aldeias, a situação é, muitas vezes, mais dramática pelo isolamento social e geográfico, dificuldades de transporte e de acesso aos serviços.

Para podermos falar de uma boa qualidade de vida, tem de haver um nível material mínimo: a satisfação das necessidades mais elementares da vida humana. Alimentação, moradia, trabalho, educação, transporte, saúde, lazer, acesso a água potável, saneamento básico, respeito e dignidade são necessidades elementares. Para cada uma destas, há um nível minimamente aceitável. Abaixo dele, temos a exclusão social.

É verdade que, no nosso país, os idosos são, em geral, pessoas com possibilidades menores de uma vida com qualidade, devido não só à imagem social da velhice, vista como época de perdas, incapacidades, decrepitude, impotência, dependência, mas também, pela situação obletiva de reformas insuficientes, oportunidades negadas, enfim, de esclusão social. 

 
O acesso aos cuidados de Saúde está a tornar-se cada vez mais inacessível para os idosos devido aos aumentos das taxas moderadoras, das deslocações aos serviços, dos gastos com transportes e com medicamentos.

Os aumentos de preços de bens essenciais como água, gás, eletricidade e alimentação estão a degradar de forma acelerada a sua qualidade de vida, diminuindo a sua saúde e as suas resistências às doenças crónicas de
que padeçam
.

O ministro da Saúde já anunciou que vai haver cortes nas próteses, nos pacemakers, etc. facto que vai atingir, uma vez mais, os idosos, os idosos com deficiências e mesmo as deficiências próprias da idade.

A desumanidade cresce sem vergonha, mas todos os
idosos irão continuar a luta cada vez mais determinados e un
idos em torno do seu movimento que tem sabido sempre erguer a voz na defesa dos seus legítimos direitos.


Tirado do Jornal A Voz dos Reformados do MURPI

Por: Anita Vilar, Psiquiatra
 

 mano sobre males adversos e também de políticas seguidas visando criar uma melhoria das condições de vida e de saúde das populações. Se, por um lado é triunfo também é um problema, porque esse envelhecimento populacional é, muitas vezes, visto como um problema por muitos dos governantes atuais. Para os idosos é um triunfo ou um problema se os anos ganhos a mais forem anos com qualidade de vida ou anos de sofrimento, de perdas, de incapacidades e de dependência.

Os idosos são objeto de um discurso ambíguo por par- te das instituições sociais e do Estado que ora os protege, ora os aponta como causadores dos males que afligem os sistemas públicos de saúde e de segurança social.

As pessoas desejam viver cada vez mais, desde que essa sobrevida aumentada lhes proporcione uma vida com boa qualidade.

Vida e Saúde são inseparáveis!

É intuitivamente óbvio que Vida e Saúde são inseparáveis. O que interessa à Saúde deve fazer parte de qualquer conceito de Qualidade de Vida. Isto, é funda- mental para os idosos.
 Ter Saúde é uma dimensão muito importante para a qualidade de vida dos idosos. Ter boa saúde é um fator determinante de boa qualidade de vida para os mais velhos.
A longevidade trouxe alterações nos padrões de saúde de todos os países, com aumento da cronicidade mudando, assim, o perfil de morbi-mortalidade. Nesta situação de prevalência aumentada de doenças crônicas, o principal objetivo dos procedimentos e políticas de saúde já não visa a cura, mas a manutenção de uma boa qualidade de vida. Nos dias de hoje, os resultados dessas políticas e dos tratamentos devem ser
avaliados através de variáveis subjetivas, que incluam as perceções dos indivíduos em relação a seu bem-estar.


A pobreza é um dos grandes fatores de risco para as pessoas idosas - as más condições económicas e de habitação, as reformas baixas, as dificuldades no acesso aos serviços e, em geral, o aumento das despesas em diversas áreas, particularmente na área da saúde, contribuem para as situações de vulnerabilidade e dependência destas pessoas.

Nas aldeias, a situação é, muitas vezes, mais dramática pelo isolamento social e geográfico, dificuldades de transporte e de acesso aos serviços.

Para podermos falar de uma boa qualidade de vida, tem de haver um nível material mínimo: a satisfação das necessidades mais elementares da vida humana. Alimentação, moradia, trabalho, educação, transporte, saúde, lazer, acesso a água potável, saneamento básico, respeito e dignidade são necessidades elementares. Para cada uma destas, há um nível minimamente aceitável. Abaixo dele, temos a exclusão social.

É verdade que, no nosso país, os idosos são, em geral, pessoas com possibilidades menores de uma vida com qualidade, devido não só à imagem social da velhice, vista como época deperdas, incapacidades, decrepitude, impotência, dependência, mas, também,pela situação objetiva de reformas insuficientes, oportunidades negadas, enfim, de exclusão social.
O acesso aos cuidados de Saúde está a tornar-se cada vez mais ina cessível para os idosos devido aos aumentos das taxas moderadoras, das deslocações aos serviços, dos gastos com transportes e com medicamentos.
Os aumentos de preços de bens essenciais como água, gás, eletricidade e alimentação estão a degradar de forma acelerada a sua qualidade de vida, diminuindo a sua saúde e as suas resistências às doenças crónicas de que padeçam.

O ministro da Saúde