segunda-feira, 19 de março de 2012
quarta-feira, 14 de março de 2012
Eleições
Dando seguimento ás convocatórias da Assembleia Geral, realizaram-se hoje, dia 14, as reuniões deste órgão, para apresentação e prestação das Contas de Actividades do ano transacto e eleição dos novos Corpos Gerentes para o triénio 2012 - 2015.
As Assembleias tiveram uma participação considerável de associados, que ficaram ao corrente das contas e actividades, da União de Reformados, Pensionistas e Idosos da Freguesia de Tortosendo e que aprovaram as mesmas.
Ao acto eleitoral apresentou-se apenas a lista apresentada pela direção cessante, que foi eleita por unanimidade pelos presentes e da mesma fazem parte os seguintes associados:
Assembleia Geral
Presidente:----------------Manuel Ramos dos Santos - 172
Vice- Presidente----------Maria Helena Tourais Mendes - 02
Secretário-----------------Álvaro Alexandre Mineiro Fonseca - 300
Vogal----------------------Dinis Domingues Ferreira - 30
Vogal----------------------Valdemar de Jesus Cruz - 120
Direção
Presidente----------------Gabriel da Silva Carrola - 250
Vice Presidente----------Apolinário Ramos Plácido - 347
1º Secretário-------------Ramiro Gonçalves Venâncio - 328
2º Secretário-------------Francisco Manuel Baptista F. Prior - 473
Tesoureiro---------------António A. Pereira Calado Oliveira - 181
Vogal---------------------Maria Rosa Oliveira Coelho Pinto - 189
Vogal --------------------José da Silva Lambranca - 218
Vogal Suplente----------Maria Odete Mendes Costa Algarvio - 266
Vogal Suplente----------Carlos Pombo Barata - 258
Vogal Suplente----------António Duarte Oliveira - 239
Conselho Fiscal
Presidente---------------Manuel Campos Meireles da Fonseca - 185
Secretário---------------José Gomes Rodrigues - 75
Relator------------------Júlio Gomes Mariano - 91
Vogal--------------------Pilar Azevedo Lourenço - 214
Vogal--------------------Jaime Carrola da Silva - 388
terça-feira, 13 de março de 2012
Sociedade
MAIS RESPEITO PELOS IDOSOS.
PELO DIREITO A ENVELHECER COM DIGNIDADE.
O Governo através do Ministro Mota Soares, e contando com o apoio e aplauso da direcção das Misericórdias, toma a decisão de proceder a alterações aos regulamentos do funcionamento permitir o desrespeito dos lares para idosos, permitindo assim alargar o número de vagas através do aumento do número de idosos por quarto. Ora importa recordar que o acesso aos lares é feito através do pagamento de mensalidades elevadas para a generalidade dos idosos e suas famílias, o que tem criado uma situação de exclusão de acesso de muitos idosos que não podem pagar as mensalidades.
A promessa de criação de mais 10 mil vagas é feita, não através de investimento público na criação de novos equipamentos, mas pondo em causa o direito à privacidade e a condições de
bem-estar e de qualidade para os actuais e futuros residentes. Também não é garantida a admissão de mais trabalhadores nas instituições onde aumenta a lotação de residentes.
Com desfaçatez, pompa e circunstância, o Governo procura fazer crer que encontrou solução para dezenas de milhares de idosos que se encontram em lista de espera, vivendo em condições difíceis e pouco dignas, porque o Estado, através da política de desresponsabilização de sucessivos Governos, vem privatizando as funções sociais do Estado, pela entrega à iniciativa privada na exploração das carências sentidas pela população idosa e seus familiares.
Esta medida não tem em conta que a decisão de ser internado no lar é, na sua esmagadora maioria dos casos, difícil de ser tomada pelos cidadãos que tiveram uma vida autónoma e também pelos seus familiares, e, que face a uma situação de dependência ou de isolamento, aceita este tipo de resposta social; esta decisão do Governo visa maximizar os lucros das entidades privadas e responder a dificuldades das entidades de solidariedade social que intervêm nesta área. Este caminho facilita e agrava as desigualdades sociais, privilegiando aqueles detentores de mais posses financeiras que permitam garantir o direito à privacidade.
Esta solução não só abre caminho à flexibilização de regras e normas regulamentares quanto à ocupação do espaço, como favorecerá menor vigilância e atenção à qualidade do serviço prestado, maior risco de saúde pública, num quadro em que são conhecidas muitas situações
em que não são asseguradas condições adequadas de internamento, e apoio nas suas diversas dimensões e de acordo com as necessidades específicas dos residentes.
Em vez de se apostar na criação de uma Rede Pública de Apoio à 3ª Idade que dê resposta cabal às inúmeras carências nesta área de respostas sociais, este Governo, através de medidas “economicistas” procura rentabilizar os espaços e os custos, sacrificando ainda mais os direitos dos idosos que deviam serem respeitados na sua existência nos últimos anos de vida, e transferindo o aumento de custos aos idosos e suas famílias.
Este é um exemplo de uma política pública que está a impor profundo retrocesso no direito a envelhecer com dignidade e com direitos e que afronta aos mais elementares direitos dos idosos. Uma política que está a potenciar graves injustiças sociais e de perigosos fenómenos, como a recente mortalidade verificada em duas semanas do mês de Fevereiro do corrente ano ou o aumento das situações de carências alimentar, dificuldade na aquisição de medicamentos ou a impossibilidade de ir ao médico.
A política de “inovação social” deste Governo é bem um retrato de regressão social ao favorecer os asilos e “as sopas do Sidónio” dos séculos XIX e XX, com a propaganda de abertura de mais
cantinas sociais.
Esta é a política que este Governo PSD/CDS impõe aos portugueses com total desrespeito por mais elementares direitos, como o direito à privacidade, ao bem-estar e à qualidade de vida dos
reformados, pensionistas e idosos.
A Direcção da Confederação MURPI além da denúncia pública dos factos, exige soluções justas e equitativas respeitando os mais carenciados economicamente, através de uma política pública
e solidária da Segurança Social.
A Direcção da Confederação Nacional
de Reformados Pensionistas e Idosos MURPI
Lisboa, 12 de Março de 2012.
sexta-feira, 9 de março de 2012
Saúde

Osteoporose: um risco para homens e mulheres
A osteoporose é a diminuição da massa óssea. O osso é um tecido vivo que se renova com mais
intensidade nas primeiras décadas da vida, sendo que, a partir dos 30 anos, o quadro inverte-se e a absorção de osso passa a ser maior que a formação. As mulheres chegam a perder 50% de toda a sua massa óssea, enquanto os homens perdem cerca de 25%. A falta de atividade física ou a pouca ingestão de cálcio na infância e na adolescência aumentam a fragilidade do osso e o risco de desenvolver a doença.
Um dos grandes problemas da osteoporose é que ela, por si só, não apresenta sintomas. A maior
parte das pessoas descobre que tem a doença por causa das dores provocadas pelas fraturas, principalmente no fêmur, no punho e nas vértebras. Elas tornam-se muito mais comuns por causa do enfraquecimento dos ossos. O diagnóstico pode ser feito através de exames laboratoriais e da densitometria óssea.
Descobrir as causas da osteoporose é uma tarefa difícil. Nas mulheres, em grande parte das
vezes, o déficit de estrogênio que ocorre na menopausa é o principal responsável pelo aparecimento da doença. Em casos aparentemente sem explicação, pode haver uma predisposição genética, no caso da pessoa pertencer à raça branca ou asiática ou ter parentes próximos com osteoporose. Há casos, passíveis de reversão, nos quais o desenvolvimento da doença está relacionado com o estilo de vida, bebida, fumo, alimentação e prática de exercícios físicos.
Algumas providências devem ser tomadas para prevenção da doença. No caso das mulheres,
assim que chega a menopausa, o ideal é procurar o ginecologista para verificar se há necessidade de reposição hormonal, com estrogênio. Geralmente, a alimentação rica em cálcio, presente no leite e em seus derivados, também é importante. Além disso, uma providência que não se refere especificamente à prevenção da osteoporose, mas das fraturas, é evitar, a partir dos 50 ou 60
anos, ter em casa pisos escorregadios ou tapetes soltos.
O tratamento difere de acordo com o tipo de osteoporose. No caso da pós-menopausa, ele é feito, como já foi citado, com reposição de estrogênio. Em outros tipos, o tratamento pode ser realizado com reposição de calcitonina, que é um outro hormônio, com alendronato de sódio, que é um estimulador da formação óssea, ou com cálcio.
Quanto à atividade física, ela é importante como prevenção e como tratamento, principalmente os exercícios com carga, que são absolutamente essenciais para a saúde dos ossos. Durante a atividade física, com a contração da musculatura, ocorre deformação do osso. Quanto maior o estímulo, maior a deformação. O osso interpreta esta deformação como um estímulo à formação. Os ossos assim se adaptam à sobrecarga mecânica. A intensidade da carga é mais importante na
formação da massa óssea do que a duração do estímulo.
intensidade nas primeiras décadas da vida, sendo que, a partir dos 30 anos, o quadro inverte-se e a absorção de osso passa a ser maior que a formação. As mulheres chegam a perder 50% de toda a sua massa óssea, enquanto os homens perdem cerca de 25%. A falta de atividade física ou a pouca ingestão de cálcio na infância e na adolescência aumentam a fragilidade do osso e o risco de desenvolver a doença.
Um dos grandes problemas da osteoporose é que ela, por si só, não apresenta sintomas. A maior
parte das pessoas descobre que tem a doença por causa das dores provocadas pelas fraturas, principalmente no fêmur, no punho e nas vértebras. Elas tornam-se muito mais comuns por causa do enfraquecimento dos ossos. O diagnóstico pode ser feito através de exames laboratoriais e da densitometria óssea.
Descobrir as causas da osteoporose é uma tarefa difícil. Nas mulheres, em grande parte das
vezes, o déficit de estrogênio que ocorre na menopausa é o principal responsável pelo aparecimento da doença. Em casos aparentemente sem explicação, pode haver uma predisposição genética, no caso da pessoa pertencer à raça branca ou asiática ou ter parentes próximos com osteoporose. Há casos, passíveis de reversão, nos quais o desenvolvimento da doença está relacionado com o estilo de vida, bebida, fumo, alimentação e prática de exercícios físicos.
Algumas providências devem ser tomadas para prevenção da doença. No caso das mulheres,
assim que chega a menopausa, o ideal é procurar o ginecologista para verificar se há necessidade de reposição hormonal, com estrogênio. Geralmente, a alimentação rica em cálcio, presente no leite e em seus derivados, também é importante. Além disso, uma providência que não se refere especificamente à prevenção da osteoporose, mas das fraturas, é evitar, a partir dos 50 ou 60
anos, ter em casa pisos escorregadios ou tapetes soltos.
O tratamento difere de acordo com o tipo de osteoporose. No caso da pós-menopausa, ele é feito, como já foi citado, com reposição de estrogênio. Em outros tipos, o tratamento pode ser realizado com reposição de calcitonina, que é um outro hormônio, com alendronato de sódio, que é um estimulador da formação óssea, ou com cálcio.
Quanto à atividade física, ela é importante como prevenção e como tratamento, principalmente os exercícios com carga, que são absolutamente essenciais para a saúde dos ossos. Durante a atividade física, com a contração da musculatura, ocorre deformação do osso. Quanto maior o estímulo, maior a deformação. O osso interpreta esta deformação como um estímulo à formação. Os ossos assim se adaptam à sobrecarga mecânica. A intensidade da carga é mais importante na
formação da massa óssea do que a duração do estímulo.
Dr. Álvaro Chamecki é ortopedista do Hospital Vita
Curitiba
Curitiba
domingo, 4 de março de 2012
Saúde
MURPI CONFEDERAÇÃO NACIONAL DE REFORMADOS PENSIONISTAS E IDOSOSSEDE: RUA DE OVAR 548 1.º C – 1950-214
LISBOA TELF: 21 859 60 81
E-mail: confederacao.murpi@net.vodafone.pt
+ De 6 mil mortes em duas semanas de Fevereiro
Um manto de silêncio abate sobre a notícia, vindo a público, de fonte fidedigna, Instituto de Saúde Dr. Ricardo Jorge, dando conta que nas semanas de 13 a 26 de Fevereiro morreram 6110 pessoas, sendo a sua maioria, pessoas idosas.
As autoridades da Saúde devem aos portugueses uma explicação cabal deste surto epidemiológico grave!
Não são aceitáveis ou permitidas justificações que se escondem por trás de prováveis mutações de vírus ou da conjugação de factores de casualidade do frio associado à disseminação de agentes infecciosos respiratórios.
As interrogações são múltiplas e necessitam um esclarecimento cabal.
Qual o estado da vacinação contra os agentes da gripe (gripe A e outros subtipos) em Portugal e em especial no grupo de risco – população idosa?
Qual a prevalência de doenças crónicas associadas (diabetes, doença pulmonar crónica e doenças cardiovasculares) nas pessoas idosas que morreram?
Qual a percentagem de pessoas idosas que morreram longe de centros de saúde aos quais só podiam recorrer caso pagassem os transportes!
Quantas pessoas foram vítimas do menor ou dificultado acesso aos cuidados de saúde como consequência do aumento brutal das taxas moderadoras e dos elevados custos dos medicamentos?
Quantas pessoas idosas que morreram auferiam pensões mínimas, muitas sem amparo de outrem, isoladas e com dificuldades acrescidas para fazer frente ao aumento do custo de vida?
Naturalmente muitas destas perguntas não terão resposta porque sabemos do estado de desagregação em que funcionam os serviços de saúde, consequência de saída de profissionais de saúde e dos cortes orçamentais impostos pelo actual Governo.
Deduzimos, sem muito esforço, que a maioria (cerca de 75%) destas pessoas que morreram são
idosas de rendimentos baixos (com pensões inferiores a 300 euros), vivendo em habitações degradadas sem aquecimento, e desprovidas de qualquer protecção ou vigilância social.
É esta realidade que o poder procura esconder e fazer crer que este surto epidemiológico foi uma fatalidade, quando, esta situação resulta das consequências gravosas das medidas do Pacto de Agressão da Troika, com os cortes orçamentais impostos nas áreas da Segurança Social e na
Saúde. Neste último caso, o Serviço Nacional de Saúde está em risco de degradação e este Governo aposta na sua destruição.
Contra esta tentativa de escamotear a realidade que a Direcção da Confederação Nacional de Reformados Pensionistas e Idosos exige e reclama uma resposta deste Governo aos portugueses.
A pobreza, a fome e a exclusão social são factores que se agravam com a política deste Governo e contra a qual temos de lutar se queremos prevenir novas vítimas.
A Direcção da Confederação MURPI
Lisboa, 2 de Março de 2012.
terça-feira, 28 de fevereiro de 2012
20º Aniversário
No passado sábado, dia 25, na Escola do Ensino Básico de Tortosendo, mais de 130 associados e alguns convidados, representantes de Associações e Instituições, encontraram-se para, numa jornada de franca amizade e camaradagem, passarem uma tarde de lazer e convívio.
Houve intervenções do presidente da Direção, do associado José Laço Pinto, do coordenador distrital da Inter-Reformados - CGTP-IN e leitura de uma mensagem do presidente da Confederação Nacional de Reformados (MURPI) (que se transcreve em baixo).
Seguidamente o Grupo de Cantares "A Lã e a Neve", da Associação de Reformados da Covilhã animou, com uma brilhantíssima actuação, todos os presentes.
Depois seguiu-se um beberete, oferecido pela URPIT, que proporcionou a continuação do convívio, já na parte final os convivas cantaram os parabéns e saborearam o bolo de aniversário acompanhado de um bom vinho espumante.
As fotos em cima ilustram alguns momentos deste aniversário.
MENSAGEM
Em nome da Direcção do MURPI e em meu nome, na impossibilitada de estar presente nas
iniciativas comemorativas do 20º Aniversário da União da Associação de Reformados Pensionistas e Idosos da Freguesia do Tortosendo, agradecemos o convite, saudamos todos os presentes e enviamos calorosas felicitações por este dia, desejando que o vosso trabalho seja coroado de êxito no futuro.
Neste momento é importante recordar e saudar a memória de todos quantos ao longo destes 20 anos de vida desta Associação contribuíram com a dedicação e sacrifícios das suas vidas na defesa dos interesses desta exemplar instituição que vem promovendo o associativismo e a defesa dos direitos dos reformados.
Vivemos momentos particularmente difíceis, em que nós os reformados estamos a ser vítimas desta política de desastre nacional que cria dificuldades crescentes no presente e hipoteca o nosso e o futuro dos nossos filhos e netos.
Temos que resistir e lutar para impedir que sejamos nós os reformados, pensionistas e idosos a pagarem injustamente a crise, quando sabemos que, os que mais podem são àqueles que menos pagam.
Isto não é uma fatalidade e por este motivo não nos devemos resignar, nem desistir, bem pelo contrário, temos de lutar para que os nossos direitos sejam defendidos.
Mas, neste momento festivo, queremos mais uma vez, renovar os votos de sinceras felicitações e desejarmos pleno êxito nas vossas tarefas e actividades em prol dos vossos associados.
Bem hajam.
Casimiro Menezes
A Direcção do MURPI
Lisboa, 20 de Fevereiro de 2012.
Em nome da Direcção do MURPI e em meu nome, na impossibilitada de estar presente nas
iniciativas comemorativas do 20º Aniversário da União da Associação de Reformados Pensionistas e Idosos da Freguesia do Tortosendo, agradecemos o convite, saudamos todos os presentes e enviamos calorosas felicitações por este dia, desejando que o vosso trabalho seja coroado de êxito no futuro.
Neste momento é importante recordar e saudar a memória de todos quantos ao longo destes 20 anos de vida desta Associação contribuíram com a dedicação e sacrifícios das suas vidas na defesa dos interesses desta exemplar instituição que vem promovendo o associativismo e a defesa dos direitos dos reformados.
Vivemos momentos particularmente difíceis, em que nós os reformados estamos a ser vítimas desta política de desastre nacional que cria dificuldades crescentes no presente e hipoteca o nosso e o futuro dos nossos filhos e netos.
Temos que resistir e lutar para impedir que sejamos nós os reformados, pensionistas e idosos a pagarem injustamente a crise, quando sabemos que, os que mais podem são àqueles que menos pagam.
Isto não é uma fatalidade e por este motivo não nos devemos resignar, nem desistir, bem pelo contrário, temos de lutar para que os nossos direitos sejam defendidos.
Mas, neste momento festivo, queremos mais uma vez, renovar os votos de sinceras felicitações e desejarmos pleno êxito nas vossas tarefas e actividades em prol dos vossos associados.
Bem hajam.
Casimiro Menezes
A Direcção do MURPI
Lisboa, 20 de Fevereiro de 2012.
terça-feira, 21 de fevereiro de 2012
sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012
A PELE E O FRIO
CUIDADOS A TERAs várias etapas da vida têm repercussão no órgão pele. Envelhecemos
de forma gradual, envelhecimento esse sentido de igual forma por homens e
mulheres. O envelhecimento traduz-se pelo aparecimento de alterações, na
textura, pigmentação da pele, provocadas pela exposição a factores ambientais,
nomeadamente a radiação ultravioleta, mas também a exposição ao frio.
Estamos no inverno e, consequentemente, é tempo de
temperaturas mais baixas. As lesões mais frequentes que podem surgir na pele
pela ação física do frio são a pele seca, o prurido (comichão) e ainda perniose
(frieiras).
O que fazer para prevenir estes problemas?
A pele seca e o prurido que geralmente a acompanha, podem
ser prevenidos com a aplicação de emolientes após o banho – que deve ser rápido
e com água pouco quente. É também importante secar a pele sem esfregar, pois é
manobra que pode desencadear prurido. O eczema é estado máximo, digamos assim,
de pele seca, e traduz-se pelo aparecimento de manchas vermelhas e pápulas
avermelhadas, por vezes deitando liquido, acompanhadas de prurido bastante
pronunciado, aumentando geralmente ao fim da tarde. Em idade mais avançada, é
frequente as lesões de eczema formarem áreas de forma de moeda (numular). Em
outras ocasiões esta forma excessiva de pele seca leva ao surgimento de descamação
irregular tomando aspeto particular, dito “craquelé”. Neste caso a aplicação de
emoliente pode não ser suficiente para melhorar as queixas e será bom pedir o
conselho do médico assistente.
O prurido (comichão) pode ser a queixa mais importante, sem
surgirem sinais de pele seca. Esta queixa, muito frequente com a idade
avançada, pode ser evitada e combatida com a toma de anti-histamínicos – aqui também
o aconselhamento pelo médico assistente será importante.
Das alterações vasculares, as frieiras são as mais
importantes. Embora sejam mais frequentes na infância e juventude, podem surgir
em qualquer etapa da vida. As frieiras são lesões inflamatórias, que surgem
pela ação física do frio, sobre vasos – pequenas artérias e veias.
Não se sabe porque ocorrem numas pessoas e noutras não,
pensando-se que tenham causa genética. Para as evitar, é importante assegurar
temperatura ambiente adequada das habitações.
O uso de roupa protetora – luvas, por exemplo – e exercício
físico, são medidas importantes.
In:Voz dos Reformados
Por José Manuel Labareda
Médico dermatologista
segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012
domingo, 12 de fevereiro de 2012
20º Aniversário
O presidente da Direção pediu aos presentes um minuto de silêncio e seguidamente, numa curta alocução, proferiu algumas palavras de homenagem aos sócios falecidos nos 20 anos de existência da URPIT.
Depois foi descerrada a lápide evocativa desta sentida homenagem.
quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012
OS SEXALESCENTES

Se estivermos atentos, podemos notar que está a aparecer uma nova franja social: a das pessoas que andam à volta dos sessenta anos de idade, os sexalescentes : é a geração que rejeita a palavra "sexagenário", porque simplesmente não está nos seus planos deixar-se envelhecer.
Trata-se de uma verdadeira novidade demográfica - parecida com a que, em meados do século XX, se deu com a consciência da idade da adolescência, que deu identidade a uma massa de jovens oprimidos em corpos desenvolvidos, que até então não sabiam onde meter-se nem como
vestir-se.
Este novo grupo humano que hoje ronda os sessenta ou mais,teve uma vida razoavelmente satisfatória. São homens e mulheres independentes que trabalham há muitos anos e que conseguiram mudar o significado tétrico que tantos autores deram durante décadas ao conceito de trabalho. Que procuraram e encontraram há muito a actividade de que mais gostavam e que com ela ganharam a vida.
Talvez seja por isso que se sentem realizados... Alguns nem sonham em reformar-se. E os que já se reformaram gozam plenamente cada dia sem medo do ócio ou da solidão, crescem por dentro quer num, quer na outra. Disfrutam a situação, porque depois de anos de trabalho, criação dos filhos, preocupações, falhanços e sucessos, sabe bem olhar para o mar sem pensar em mais nada, ou seguir o voo de um pássaro da janela de um 5.º andar... Neste universo de pessoas saudáveis, curiosas e activas, a mulher tem um papel destacado. Traz décadas de experiência de fazer a sua
vontade, quando as suas mães só podiam obedecer, e de ocupar lugares na sociedade que as suas mães nem tinham sonhado ocupar. Esta mulher sexalescente sobreviveu à bebedeira de poder que lhe deu o feminismo dos anos 60. Naqueles momentos da sua juventude em que eram tantas as mudanças, parou e reflectiu sobre o que na realidade queria.
Algumas optaram por viver sozinhas, outras fizeram carreiras que sempre tinham sido exclusivamente para homens, outras escolheram ter filhos, outras não, foram jornalistas, atletas, juízas, médicas, diplomatas... Mas cada uma fez o que quis : reconheçamos que não foi fácil, e no entanto continuam a fazê-lo todos os dias. Algumas coisas podem dar-se por adquiridas.
Por exemplo, não são pessoas que estejam paradas no tempo: a geração dos "sessenta", homens e mulheres, lida com o computador como se o tivesse feito toda a vida. Escrevem aos filhos que estão longe (e vêem-se), e até se esquecem do velho telefone para contactar os amigos - mandam e-mails com as suas notícias, ideias e vivências.
De uma maneira geral estão satisfeitos com o seu estado civil e quando não estão, não se conformam e procuram mudá-lo. Raramente se desfazem em prantos sentimentais.
Ao contrário dos jovens, os sexalescentes conhecem e pesam todos os riscos.
Ninguém se põe a chorar quando perde: apenas reflecte, toma nota, e parte para outra...
Os maiores partilham a devoção pela juventude e as suas formas superlativas, quase insolentes de beleza ; mas não se sentem em retirada. Competem de outra forma, cultivam o seu próprio estilo... Os homens não invejam a aparência das jovens estrelas do desporto, ou dos que ostentam um fato Armani, nem as mulheres sonham em ter as formas perfeitas de um modelo. Em vez disso, conhecem a importância de umolhar cúmplice, de uma frase inteligente ou de um sorriso iluminado pela experiência.
Hoje, as pessoas na década dos sessenta, como tem sido seu costume ao longo da sua vida, estão a estrear uma idade que não tem nome. Antes seriam velhos e agora já não o são. Hoje estão de boa saúde, física e mental, recordam a juventude mas sem nostalgias parvas, porque a juventude ela própria também está cheia de nostalgias e de problemas. Celebram o sol em cada manhã e sorriem para si próprios... Talvez por alguma secreta razão que só sabem e saberão os que chegam
aos 60 no século XXI ...
domingo, 5 de fevereiro de 2012
Idosos em segurança
Foto colhida na internetA ARPICA e o Centro de Convívio 5 aldeias de Bugalhos (CC5B) - 3ª Idade em Movimento, núcleo da mesma, promoveram, nos dias 31 de outubro e 2 de novembro, uma sessão de esclarecimento na freguesia de Bugalhos, concelho de Alcanena, que contou com o apoio da GNR de Alcanena. A divulgação e promoção desta ação teve o apoio incondicional da Junta de Freguesia de Bugalhos e da Câmara Municipal de Alcanena. É também de .louvar e agradecer aos voluntários do CC5B, pois são eles a estrutura de onde assenta o centro de convívio. O fato da direção desta organização ser bastante jovem, propicia a que o CC5B seja muito ativo neste tipo de ações.
Apesar de estar destinado aos idosos, o Centro de Convívio 5 aldeias de Bugalhos orgulha-se de ter recebido todas as faixas etárias da população. Para ajudar a população mais idosa é preciso contar com todos os membros da família e inclusive os vizinhos mais próximos.
Os temas abordados pelo Sr. Comandante da GNR focaram, principalmente, duas vertentes: o que fazer quando o "amigo do alheio" nos bate à porta e como o prevenir.
Previna-se
Desconfie de pessoas que não conhece e se apresentem bem vestidas e, sobretudo, não lhes forneça qualquer informação. se essas pessoas se apresentarem como funcionários da água, luz,CTT, Segurança Social ou do Banco, peça a sua identificação. Os funcionários destes serviços são pessoas que conhece e andam sempre identificados, verifique o seu nome e fotografia. se mesmo assim tem dúvidas, não os deixe entrar.
Não traga muito dinheiro consigo. Seja discreto nos objectos de valor ou, até mesmo, evite o seu uso. Se vai frequentar zonas mais concorridas, adote formas mais seguras de transportar carteiras de bolso e carteirtas de mão. Coloque a carteira no bolso da frente em vez de a colocar atrás, utilize malas a tiracolo, etc.
Se estiver sozinho em casa, não deixe que se apercebam. tenha a televisão ou um rádio ligado, uma luz acesa numa divisão diferente da casa onde costuma estar mais.
Mantenha sempre os números de emergência junto do seu telefone: Números de telefone da GNR, dos Bombeiros da sua localidade, 112 e de familiares mais próximos.
O "amigo do alheio" bateu-lhe à porta
Se um indivíduo bem falante, bem vestido e cativante se apresentar como familiar, amigo ou funcionário da Segurança Social, CTT, Banco ou Médico, pretende trocar dinheiro porque as notas perderam a validade, substituir o multibanco, pedir dinheiro, entregar uma encomenda, ou oferecer uma recompensa, desconfie. Tente identificar a pessoa pela idade, altura, sexo,etnia, cor do cabelo, cor dos olhos, se tem bigode, barba, óculos, tatuagens, marcas de nascença, piercinsgs, alguma deficiência, memorize também a roupa que vestia.
Mantenha-se contactável
Um último conselho para vossa própria segurança: Mantenha-se contactável, informe o seu vizinho ou familiar mais próximo da sua situação - se vai sair, se está doente, se vai receber visitas.
Faça-o através de um simples telefonema ou aproveite e faça uma caminhada e vá visitar a pessoa que mora a seu lado. Com esta ação dá a conhecer o seu estado e fica a conhecer o seu vizinho e, ao mesmo tempo, convive e pratica uma actividade saudável.
Por: Patrícia Colaço
In: "A Voz dos Reformados"
terça-feira, 31 de janeiro de 2012
quinta-feira, 12 de janeiro de 2012
Comunicado MURPI

PACOTE DO GOVERNO PASSOS COELHO/PAULO PORTAS
CONTRA AS PENSÕES DOS REFORMADOS
Cerca de 15.000 reformados pensionistas e idosos, com pensões inferiores a 600 euros, acabam de receber cartas da Segurança Social notificando dos cortes das suas pensões.
Esta situação escandalosa e injusta contra quem fez os seus descontos ao longo da sua vida contributiva é o reflexo das medidas que este Governo tem vindo a tomar e que penaliza os reformados.
O recente aumento médio mensal de sete euros de algumas pensões mínimas, deixando congeladas as pensões de 600 mil reformados e pensionistas com pensões mínimas entre 274,79 a 380 euros por mês, é a outra face da demagogia com que este Governo procura esconder a
realidade da situação de dificuldades de centenas de milhares de reformados se vêem confrontados no seu dia a dia.
Este Governo ao fazer incidir sobre estes 15 mil reformados, no momento particularmente difícil, com custos elevados na saúde, na aquisição de bens essenciais e nos transportes, a aplicação da lei do anterior Governo, vai agravar ainda mais as debilidades em que vivem milhares de reformados, contrastando com a atitude generosa em relação aos grandes grupos económicos e financeiros a quem são permitidos legalmente a fuga de capitais para fora do país.
Por outro lado este Governo prepara uma nova fórmula de cálculo para determinar o rendimento de cada reformado ou pensionista, tendo em conta os rendimentos do agregado familiar e segundo a qual, condicionaria restringindo o acesso a outras prestações sociais e ao pagamento das taxas moderadoras.
Este Governo vai reduzir em cerca de 40% os rendimentos anuais dos reformados com o aumento de IRS, roubo dos subsídios de natal e de férias e nos cortes e congelamento das pensões do sector público e privado.
O recente aumento médio mensal de sete euros de algumas pensões mínimas, deixando congeladas as pensões de 600 mil reformados e pensionistas com pensões mínimas entre 274,79 a 380 euros por mês, é a outra face da demagogia com que este Governo procura esconder a
realidade da situação de dificuldades de centenas de milhares de reformados se vêem confrontados no seu dia a dia.
Este Governo ao fazer incidir sobre estes 15 mil reformados, no momento particularmente difícil, com custos elevados na saúde, na aquisição de bens essenciais e nos transportes, a aplicação da lei do anterior Governo, vai agravar ainda mais as debilidades em que vivem milhares de reformados, contrastando com a atitude generosa em relação aos grandes grupos económicos e financeiros a quem são permitidos legalmente a fuga de capitais para fora do país.
Por outro lado este Governo prepara uma nova fórmula de cálculo para determinar o rendimento de cada reformado ou pensionista, tendo em conta os rendimentos do agregado familiar e segundo a qual, condicionaria restringindo o acesso a outras prestações sociais e ao pagamento das taxas moderadoras.
Este Governo vai reduzir em cerca de 40% os rendimentos anuais dos reformados com o aumento de IRS, roubo dos subsídios de natal e de férias e nos cortes e congelamento das pensões do sector público e privado.
Estas medidas mais recentes que têm vindo a ser adicionadas quase todos os meses, junta-se uma não menos gravosa na área da habitação com a nova Lei das Rendas, já conhecida como a “lei dos despejos”, visa agravar a situação de centenas de reformados idosos.
Também o aumento do desemprego, que já ultrapassa a taxa dos 13%, afectando milhares de trabalhadores, com grande incidência nos jovens, acaba por afectar os reformados que em muitos casos têm de acudir a situações desesperadas de filhos e netos
A Confederação Nacional de Reformados Pensionistas e Idosos MURPI além de manifestar publicamente o seu repúdio, apela a todos os reformados que vençam o seu medo e resignação perante esta situação de injustiça social, procurando participar em todas as formas de luta pela defesa das suas pensões dignas, pelo direito à saúde e justiça social.
A Direcção da Confederação Nacional
de Reformados Pensionistas e Idosos MURPI
Lisboa, 11 de Janeiro de 2012.
A Confederação Nacional de Reformados Pensionistas e Idosos MURPI além de manifestar publicamente o seu repúdio, apela a todos os reformados que vençam o seu medo e resignação perante esta situação de injustiça social, procurando participar em todas as formas de luta pela defesa das suas pensões dignas, pelo direito à saúde e justiça social.
A Direcção da Confederação Nacional
de Reformados Pensionistas e Idosos MURPI
Lisboa, 11 de Janeiro de 2012.
quarta-feira, 11 de janeiro de 2012
Serviço Nacional de Saúde
Os reformados estão a ser fortemente prejudicados pela ofensiva contra o Serviço Nacional de Saúde (SNS), pois são eles quem mais precisa de cuidados de saúde.
Os idosos, com as sua múltiplas doenças e os seus fracos recursos, são duramente atingidos pela falta de médicos e de enfermeiros de família, pelo encerramento de serviços de saúde, pelo aumento dos custos dos transportes, pelo aumento dos preços dos medicamentos, pela demora em conseguir consultas de especialidade, pela dificuldade em realizar exames complementares de diagnóstico, pela existência de listas de espera para tratamentos e cirurgias, pelo mau funcionamento das urgências, pelas altas hospitalares precoces, pela má articulação entre os serviços hospitalares e os centros de saúde, pelas taxas ditas moderadoras e pelo cansaço dos profissionais.
A decisão do actual governo, de Passos Coelho e Paulo Portas, em cortar nas pensões de reforma e nos recursos financeiros a atribuir aos Hospitais e Centros de Saúde, vai colocar, não só a saúde, mas apropria vida de milhares de reformados em risco.
As recentes medidas contra os funcionários públicos têm levado milhares de médicos, enfermeiros e outros técnicos de saúde a sair do SNS. Hospitais públicos e Centros de Saúde sem o indispensável financiamento têm cada vez maior dificuldade em dar resposta àqueles que os procuram.
Sem resposta nos serviços públicos de saúde e perante o crescente custo das taxas moderadoras, os utentes são convidados a procurar os serviços privados e a fazer seguros de saúde. O baixo valor das pensões e a idade tornam no entanto os próprios privados e os seguros de saúde inacessíveis para os idosos.
Aqueles que desde sempre se opuseram à criação do SNS dizem agora que o país não tem dinheiro para o sustentar. Quem assim fala foi quem destruiu o nosso aparelho produtivo; foi quem promoveu uma política assente na mão-de-obra barata, no acentuar das desigualdades sociais, no desemprego e na emigração; foi quem impediu a formação de médicos e colocou largas áreas da prestação de cuidados de saúde na mão de privados; foi que entregou a gestão dos serviços de saúde na mão de incompetentes escolhidos pela simpatia com os partidos do chamado “arco da governação”, diga-se PS,PSD e CDS.
O SNS é sustentável se rompermos com a política das Troikas. Se recusarmos ceder á chantagem do capital financeiro e impusermos a renegociação da dívida; se promovermos a produção nacional na agricultura, nas pescas, na indústria e nos serviços; se promovermos a criação de emprego; se reduzirmos as desigualdades sociais; se assegurarmos a mobilização dos recursos nacionais em saúde e articulação entre os diversos níveis de cuidados, com base num forte desenvolvimento dos cuidados de saúde primários e na qualidade e humanização dos serviços prestados; se a gestão dos serviços públicos de saúde for entregue a gente competente e empenhada na defesa do interesse público.
In: A Voz dos Reformados
Joaquim Judas
quinta-feira, 22 de dezembro de 2011
Comunicado

Aumento das taxas moderadoras – um verdadeiro imposto sobre a doença
O aumento brutal das taxas moderadoras, a partir de Janeiro de 2012, irá provocar o afastamento de milhares de portugueses, designadamente reformados e pensionistas dos Serviços Públicos de Saúde, com agravamento das suas doenças, aumentando deste modo a morbilidade e a mortalidade.
Este aumento nas taxas moderadoras representa um imposto disfarçado para redução do défice,
pretendendo arrecadar cerca de cem milhões de euros em 2012 sacrificando o direito à saúde de todos os portugueses e os objectivos do SNS. Estes aumentos inserem-se num processo que visa
beneficiar o sistema privado de saúde (e a sua acumulação de lucros!) à custa do sofrimento, da angústia dos que estão doentes e, muitas vezes no desemprego ou a auferir pensões de miséria.
Trata-se de um verdadeiro imposto (das chamadas taxas moderadoras) sobre a doença que irá
atingir mais pessoas ao contrário do que afirma a propaganda oficial. É exactamente aos que se encontram numa situação de maior vulnerabilidade económica e social que se impõe o cumprimento de um conjunto de requisitos desproporcionados e estigmatizantes! Milhares de
reformados e pensionistas com doenças crónicas que recebem pensões cujo valor é inferior ao do salário mínimo nacional, vão ser obrigados a pedirem aos Serviços das Finanças um documento comprovativo que os seus rendimentos (tendo em conta os rendimentos do agregado familiar) são inferiores a 600 euros mensais.
Acresce a indignidade, o facto de se considerar aqueles que têm rendimentos superiores a 600 euros mensais estarem em condições de pagar taxas moderadoras, que no Centro de Saúde passam de 3,80 para 10 euros; ou taxas moderadoras que numa urgência básica passa de 8,6 para 15 euros, e que numa unidade hospitalar para chegar aos 50 euros!.
A pretexto da crise, do pagamento da divida ( e dos seus juros escandalosos) que a Troika nacional (PS, PSD e CDS-PP) contraiu e acordou com a Troika internacional está a ser imposta uma factura inaceitável ao reformados e pensionistas e à generalidade da população.
O aumento das taxas moderadoras é mais “um massacre às condições de vida” dos reformados e pensionistas a somar ao fecho de serviços de saúde de proximidade, aos cortes na isenção do passe social, ao aumento da electricidade, das rendas de casa, dos preços dos bens e serviços essenciais que vão aumentar exponencialmente as desigualdades sociais e o empobrecimento da generalidade dos portugueses.
A Confederação MURPI apela a todas as suas associadas (Associações e Federações de Reformados) a organizarem protestos de luta em cada local onde as pessoas são confrontadas com o pagamento de mais estes roubos ao povo pela abolição das taxas moderadoras e por serviços públicos de saúde de proximidade.
A Confederação MURPI deseja que o Ano de 2012 seja um ano de luta solidária contra a injustiça social e o agravamento do custo de vida.
DEFENDER OS DIREITOS DOS
REFORMADOS
POR UM ASSOCIATIVISMO MAIS FORTE
REFORÇAR O MURPI
O Secretariado da Confederação MURPI
Lisboa, 21 de Dezembro de 2011.
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