quarta-feira, 19 de fevereiro de 2014

22º Aniversário

Parte da equipa

No passado dia 15, na Escola do 2º Ciclo do Ensino Básico do Tortosendo, a União de Reformados, Pensionistas e Idosos da Freguesia de Tortosendo, (URPIT) comemorou mais um aniversário.

Esta iniciativa juntou cerca de 120 associados e responderam ao convite, para estarem presentes, muitas Associações da nossa Freguesia, da Covilhã e Unhais da Serra, destacamos a presença do senhor presidente da Junta de Freguesia, David Silva e do senhor Vereador da Cultura da Câmara Municipal, Jorge Torrão e uma mensagem enviada pelo presidente da Confederação Nacional de Reformados (MURPI,) Casimiro de Menezes , que por razões de força maior não lhe foi possível estar presente.

A Festa de aniversário foi dividida em três partes : Intervenções do presidente da URPIT, e convidados, animação musical e baile abrilhantado pelo o nosso amigo Tó Duarte e um, muito participado, Lanche/Convívio com bolo de aniversário onde se cantaram os parabéns e simultaneamente um animado baile.

Em baixo estão colocadas algumas fotos para ilustrar alguns momentos do convívio.
Tó Duarte

Alguns Convidados

Uma mesa do lanche

Bailarico

Panorâmica de sócios participantes

Fernanda cantando um fado

continuação do baile

Dançarinos/as exímios

Cavaqueira entre dirigentes e convidados

Pequeno aspecto da sala do lanche

Helena Tourais (sócia fundadora) apagando as velas do bolo de aniversário

Boa disposição sempre presente

Grupo dos bonés e boinas

Grupo dos bigodes

Grupo dos que usam próteses visuais
 

quinta-feira, 13 de fevereiro de 2014

Parabéns a Você

Lucinda Mendes Fevereiro Sócia nº 1 da URPIT
 

No dia 11 do corrente mês, uma delegação  composta por membros dos Órgãos Sociais da URPIT, deslocou-se ao Lar de Idosos das Cortes para se associar com a família da nossa associada Nº 1, Lucinda Mendes Fevereiro, numa bonita festa do aniversário desta nossa associada, que comemorou o seu 81º Aniversário.

Partilhámos do bolo de aniversário, Cantámos os PARABÉNS A VOCÊ, saudámos com o Champanhe e ofertámos um raminho de seis cravos vermelhos e uma moldura alusiva ao aniversário desta nossa associada, que esteve na origem e fundação da União de Reformados, Pensionistas e Idosos da Freguesia de Tortosendo.

PARABÉNS Dª LUCINDA E MUITOS ANOS DE VIDA


P O E M A

 

Se meu andar é hesitante e minhas mãos trêmulas, ampare-me.
Se minha audição não é boa, e tenho de me esforçar para ouvir o que me
estás dizendo, procura entender-me.
Se minha visão é imperfeita e o meu entendimento escasso, ajuda-me com paciência.
Se minha mão treme e derrubo comida na mesa ou no chão, por favor, não te irrites, tentei fazer o que pude.
Se  me encontrares na rua, não faças de conta que não me viste.
Pára para conversar comigo. Sinto-me só.
Se, na tua sensibilidade, me vires triste e só, simplesmente partilha comigo um sorriso e sejas solidário.
Se te contei pela terceira vez a mesma história num só dia, não me repreendas, simplesmente ouve-me.
Se me comporto como criança, faz-me um  carinho.
Se estou doente e sendo um peso, não me abandones.
Se estou com medo da morte e tento negá-la, por favor, ajuda-me na preparação para o adeus
.

                                                            (Autor Desconhecido)

"Conta a tua idade pelo número de amigos, e não pelo número de anos. Conta a tua vida pelos sorrisos, e não pelas lágrimas."                
  Autor - Lennon , John

 

Os Corpos Sociais

Felicitam a sua associada, Lucinda Mendes Fevereiro,  (Sócia nº 1),  pela passagem do seu 81º Aniversário, dando-lhe os PARABÉNS  e,  com este pequeno gesto, meramente simbólico, manifestar-lhe o reconhecimento, pela influência que teve na fundação desta Associação que, ao longo da sua existência, sempre tentou honrar e cumprir  os objetivos dos seus fundadores, lutando para que seja consolidada a expressão:

SÓ O PORTUGAL DE ABRIL RESPEITARÁ O OUTONO DA VIDA!

                    

 Tortosendo, 11 de Fevereiro, de 2014    










 
            

 

segunda-feira, 10 de fevereiro de 2014

José Pereira Laço Pinto

José Laço trabalhando na Associação de Reformados (foto cedida por Ramiro Venâncio)

Intervindo num aniversário da URPIT


Com a sua Companheira, Rosa Oliveira Coelho

No passado dia 08 (sábado) faleceu o nosso associado, amigo e colaborador José Laço
A União de Reformados, Pensionistas e Idosos da Freguesia de Tortosendo manifesta o seu profundo pesar pelo falecimento de José Laço.
 A URPIT torna este sentimento público, através desta página, porque reconhecemos que a perda  deste tortosendense deixa a nossa Vila mais pobre.
 José Laço foi um cidadão exemplar que fez  dos seus direitos de cidadania uma maneira de estar na vida, e através deste exemplo consubstanciado com muita persistência, o Tortosendo muito ganhou.
Deixamos duas pequenas notas sobre este nosso amigo e companheiro.
José laço, ainda no tempo do fascismo, no espaço que dispunha, como correspondente, no Jornal do Fundão e com todas as limitações que a ditadura impunha, revindicou, denunciou e fez levantamentos de obras que eram essenciais, na época,  para uma melhor qualidade de vida e bem estar dos cidadãos da nossa freguesia e muitas foram alcançadas por esse facto.
 Foi um exemplar dirigente associativo, especialmente no Unidos Futebol Clube, quando esta coletividade foi apelidada de “Universidade Operária”.
Com a Liberdade alcançada no 25 de Abril de 1974, José Laço, manteve e reforçou a sua intervenção cívica, associativa e política, através do seu Partido de sempre, o Partido Comunista Português.
Foi um dos principais intervenientes e dinamizadores na organização e intervenção da Comissão de Moradores do Tortosendo e nela se manteve até à realização das primeiras Eleições do Poder Local Democrático onde integrou as listas do PCP.
Juntamente com outros amigos, José Laço, ajudou a  organizar a Comissão de Reformados dos lanifícios que veio posteriormente  a dar origem (12/02/1992) à nossa União de Reformados de Tortosendo (URPIT) e da qual foi dirigente em alguns mandatos.  Nos últimos anos, não sendo dirigente por vontade própria, nunca deixou colaborar.
José Laço era um homem sensível e atento ás condições de vida dos mais desfavorecidos, nos últimos anos, quando os governos intensificaram a ofensiva contra os Reformados e Pensionistas, a sua intervenção pública, nos espaços que lhe eram concedidos, era de denúncia, de estudo e de solidariedade com a causa dos mais desfavorecidos.
JOSÉ LAÇO  DEIXOU-NOS, A URPIT PERDEU UM AMIGO E O TORTOSENDO UM CIDADÃO EXEMPLAR .
Até sempre amigo, descansa em paz.

segunda-feira, 3 de fevereiro de 2014

Os Reformados precisam do MURPI





Fotos da Manifestação  na Covilhã, da Jornada de Luta Nacional da CGTP, 01 de Fevereiro de 2014


 

Era uma vez ...

Milhares de reformados, após a Revolução de Abril, procuraram organizar-se, criando Comissões de Reformados sob o impulso do Movimento Unitário de Reformados, Pensionistas e Idosos (MURPI).

Sem direito a uma pensão, destituídos de qualquer proteção social, remetidos à pobreza e à indigência a que o regime fascista os condenou, cedo se aperceberam da necessidade de se organizarem, dando mais força ao projeto do MURPI que encetou centenas de lutas que conduziram à grande maioria das conquistas sociais, posteriormente consagradas na Constituição da República Portuguesa.

Tiveram como aliados as lutas dos trabalhadores e a força emergente do Poder Local Democrático, que cedo compreendeu e contribuiu para o reforço das reivindicações dos reformados e pensionistas.

O MURPI tornou-se a força motora na criação e formação de milhares de dirigentes que, norteados pelos princípios democráticos e ação unitária, souberam construir centenas de Associações Unitárias de Reformados em todo o país.

 

O  MURPI sempre exigiu ter estatuto de parceiro social

O MURPI, sempre incompreendido e rejeitado pelo poder contra revolucionário que se instalou nos governos constitucionais, negando o direito de ser considerado como parceiro social, soube, através da luta persistente mobilizar e  consciencializar milhares de reformados na defesa dos seus direitos consagrados constitucionalmente.

Ao longo das décadas, quase 40 anos da Revolução de Abril, foram operadas profundas alterações sociais, políticas e económicas.

 

Mais reformados e cada vez mais idosos

A sociedade portuguesa tornou-se mais envelhecida, o número de reformados e pensionistas aumentaram de forma significativa, alguns dos quais obrigados pela força dos despedimentos das grandes empresas privatizadas.

Os padrões do consumo alteraram- se, registou-se melhoria do bem- estar, maior acesso à educação, à saúde e à protecção social

Muitas das Associações enveredaram por estabelecer acordos com a Segurança Social, assumindo o estatuto de IPSS, para darem respostas sociais-aos idosos mais carenciados. Por esta via, perderam a independência em relação ao poder político que cada vez mais procurava intrometer-se na gestão das atividades das Associações, à margem da participação democrática dos seus associados.

Desenvolveram-se múltiplas atividades recreativas, lúdicas, culturais e de convívio, ao mesmo tempo que se foram registando fenómenos de alienação da defesa dos direitos dos reformados que continuam fortemente ameaçados pela política de direita de sucessivos governos.

O MURPI é ativo e necessário

Pela ação combativa e persistente de inúmeros dirigentes de reformados do MURPI aos mais diversos veis das organizações, Confederação, Federações e Associações, a luta pela defesa dos direitos dos reformados mantém-se perene e atual.

Se é verdade que profundas alterações sociais e culturais foram registadas ao longo destas décadas, não deixa de ser preocupante a regressão social e cultural que se vem intensificando, na última década, com a acentuação da crise financeira e das medidas de austeridade e empobrecimento generalizado com maior expressão na camada social dos reformados e pensionistas; esta situação não é nova, pois o risco da pobreza, em Portugal, sempre sobressaiu entre os idosos e as crianças, sendo cada vez mais destacado o fosso entre pobres e ricos, maiores as desigualdades e injustiças sociais e manifesto os fenómenos da pobreza e da exclusão social.

O poder reivindicativo desta camada social, mais atingida pelas medidas de austeridade, foi enfraquecendo, resignado às medidas de caráter assistencialista e caritativo desenvolvido pelas IPSS, com o apoio do Banco Alimentar e de outras medidas misericordiosas.

Novos passos são necessários

Este retrocesso social, de alienação dos direitos que dignificam a condição
humana, necessita um novo tipo de intervenção, que desenvolva, de forma criativa e interventiva, todas as formas de luta que travem este processo de degradação social que a pobreza induz, e reverta para uma maior e melhor mobilização todos os reformados que aspiram o direito a ser respeitados na sua dignidade de cidadão e de cidadã.

Esta é uma tarefa permanente e intensa que deve ser reforçada nas estruturas organizativas do MURPI.

Os reformados que eso organizados nas suas Associações devem sentir que os dirigentes estão atentos e interventivos na defesa e mobilização das suas consciências, conciliando os seus interesses imediatos com a necessária unidade nas lutas pela defesa dos problemas locais relacionados com o acesso aos cuidados de saúde, à necessária defesa do seu poder de compra, à luta pela defesa da sua mobilidade, à proteção social em caso de dependência e a todas as
e
xpectativas legítimas relacionadas com o envelhecimento humano.

E porque noutras organizações?

Os nossos objectivos são abrangentes, englobando não só o direito às pensões condignas, mas também, pelo direito ao desenvolvimento cultural, pelo são convívio, pelo direito ao lazer e também pela solidariedade entre várias gerações, querendo assegurar os mesmos direitos aos atuais e futuros trabalhadores que entrarem na reforma.

Hoje, como há décadas, os reformados continuam a precisar da força do MURPI.

Hoje, como dantes, os reformados esperam dos seus dirigentes, militantes de causas nobres
que promovam o bem-estar dos reformados e pensionistas.

Temos razão, quando afirmamos que os reformados precisam cada vez mais de um MURPI forte e interventivo.