domingo, 6 de maio de 2012

Reunião com MURPI









No dia 4 de Maio houve uma reunião da Confederação com as Associações de Reformados na sede da Associação em Tortosendo, onde esteve presente muitos membros da Direcção da Associação da Covilhã.
Nela foram abordados pontos de grande interesse para a vitalidade e progresso do MURPI em que as Associações são legítimas representantes, assim trataram-se do funcionamento.
A Associação de Reformados de Unhais da Serra, embora convocada, não compareceu.

O presidente da Direção da Confederação, Casimiro de Menezes, coordenou a reunião e os pontos propostos, e aceites, para a ordem de trabalhos foram sendo abordados e discutidos, nomeadamente: o funcionamento das Associações, as suas actividades e a execução dos dos respectivos Planos de Actividade que devem ter como objectivo principal a defesa dos direitos dos reformados e pensionistas e proporcionar aos seus associados momentos de lazer e convívio e dar ênfase à sensibilização para do desenvolvimento cultural para um melhor envelhecimento ativo.

O órgão informativo do MURPI, Jornal “A Voz dos Reformados”, mereceu uma particular atenção e concluiu-se que a sua divulgação e o aumento de assinantes é fundamental para que os associados acompanhem a actividade da Confederação e de muitas associações nelas filiadas.  

A reunião abordou e analisou algumas ações que podem ser feitas para se reativar a Federação distrital, que foi fundada em 09 de Julho de 1996 e que há bastante tempo, por imperativos legais, deixou de funcionar.

Sobre o Piquenicão Nacional, que este ano vai ser realizado em Alpiarça em 15 de Julho, Casimiro Menezes explicou as razões porque se vai realizar ligeiramente mais tarde do que é habitual, deu também informação de como estão a decorrer os preparativos para a realização do Congresso do MURPI, que vai realizar-se em Lisboa no dia 20 ou 21 de Outubro próximo e para o qual as Associações devem fazer Plenários Regionais onde deve ser introduzida a  discussão que deve dar contributos para o Congresso.

Sobre a situação financeira, especialmente receitas, foi dado conhecimento aos presentes como se processam e que há alguma insuficiência de meios.

A reunião culminou com um pequeno convívio.

   

quinta-feira, 3 de maio de 2012

1º de Maio









A mensagem deste 1.º de Maio, apesar das condições atomosféricas serem desfavoráveis, ficou expressa, na participação dos tortosendenses na grandiosa manifestação realizada na nossa freguesia, englobada nas comemorações do Dia Mundial do Trabalhador, da União de Sindicatos de Castelo Branco – CGTP-IN.

As palavras de ordem gritadas, os cravos vermelhos, as faixas e cartazes  o relevo dado à reivindicação de emprego, direitos, salários foram uma constante ao longo do trajecto

A intervenção, na Praça da Liberdade, debaixo de chuva, do coordenador da União de Sindicatos de Castelo Branco, Luis Garra, foi muito acutilante e insidiu na denuncia da afronta que este governo está a fazer ás camadas mais desfavorecidads da nossa população e sugeriu propostas que   demonstram  não estarmos perante inevitabilidades, mas que temos de lutar por uma política, que valorize os trabalhadores, assegure o futuro das jovens gerações, seja solidária com os desempregados e respeite os reformados e pensionistas.

A União de Reformados do Tortosendo, que fez parte da Comissão que organizou a manifestação, esteve fortemente reresentada.

Dos Jornais


Há uma mentira que todos os dias, todos sem excepção, governo e seus defensores e apoiantes nos tentam impingir: NÃO HÁ DINHEIRO!

É FALSO! O dinheiro não desapareceu, como é óbvio. Está é a ser transferido dos bolsos dos que menos têm, para as carteiras dos mais ricos. Alguns exemplos.

Segundo o Banco de Portugal, só no período 2008-2011 foram transferidos para o exterior 74.942 milhões de euros, cerca de 43,6% do PIB.

Para as PPP na saúde, em apenas 4 hospitais – Braga, Cascais, Loures e Vila Franca - o país assumiu encargos de cerca de 2.500 milhões de euros.

A banca, depois da construção de lucros milionários alcançados com a especulação da dívida pública nacional (em 3 anos um lucro de 3.828 milhões de euros), é contemplada com mais de 12 mil milhões de euros em nome da sua recapitalização. E beneficiária de mais 35 mil milhões de euros disponibilizados a título de garantias.

Os principais bancos e centros financeiros europeus e os chamados mercados associados ao BCE e ao FMI vêem garantidos, à conta do empréstimo de 78 mil milhões de euros, um acrescento em juros e comissões superior a 35 mil milhões de euros (cerca de 20% do PIB).

Estes mais de 35 mil milhões de euros a pagar de juros pelo empréstimo da troika correspondem à estimativa de toda a receita fiscal para 2012. Daria para pagar todos os salários de trabalhadores da administração pública, seja central, local ou regional durante 4 anos.

Os 12 mil milhões de euros disponibilizados à banca, para que não tenham os accionistas - eles que receberam os lucros - que pôr dos seus capitais, são mais do que todas as pensões pagas pela segurança social aos reformados portugueses.

Oito mil milhões de euros, entre pagamentos e garantias, já estão empenhados pelo Estado, directamente ou através da Caixa Geral de Depósitos, no BPN. Esses 8 mil milhões de euros chegariam para pagar durante 4 anos a comparticipação a 100% (a gratuitidade), de todos os medicamentos receitados em ambulatório em todos os hospitais e centros de saúde do Serviço Nacional de Saúde.

Os 450 milhões de euros já pagos no processo do BPP são aproximadamente a mesma verba retirada desde 2010, anualmente, no abono de família e no rendimento social de inserção, em conjunto.

O mesmo governo que corta nas verbas para o Serviço Nacional de Saúde, entrega 320 milhões de euros em 2012 às parcerias público-privadas na saúde. É um valor quase 14 vezes superior a todo o investimento público do Ministério da Saúde em 2012, que é só de uns míseros 23 milhões de euros.

É o roubo organizado a partir do Governo PSD/CDS!!!

Especialista em Sistemas de Comunicação e Informação

In "Jornal do Centro" - Edição de 27 de Abril de 2012

quinta-feira, 19 de abril de 2012

Lazer




           PASSEIO CONVÍVIO A SALAMANCA (Espanha)
A Direção da União de Reformados, Pensionistas e Idosos da Freguesia de Tortosendo, vem comunicar aos seus associados que,para este passeio, vão abrir as inscrições na sede  da nossa Associação, Rua Dr. Gabriel Boavida Castelo Branco, no dia 03 de Maio a partir das 14,00 horas.
Para fazer a respetiva inscrição os interessados devem fazer-se acompamhar do Bilhete de Identidade ou Cartão do Cidadão.
A partida para este passeio será ás 07,00 horas, junto à sede da Associação.

Nota importante: este passeio é destinado preferencialmente a associados da URPIT que podem fazer-se acompanhar por 1 (um) não sócio

domingo, 15 de abril de 2012

Pela nossa saúde !



Do processo de destruição do Serviço Nacional de Saúde

.Menos 60.000 cirurgias realizadas em 2011 face a 2010;
.Alargamento das listas e aumento do tempo de espera para consultas da especialidade;
.Aumento brutal das taxas moderadoras;
.Cortes nos apoio ao transporte de doentes não urgentes;
.Aumento do custo de muitos medicamentos por via de um processo de descomparticipação, nomeadamente para doentes crónicos e uma estratégia de encerramento de serviços de proximidade;
Mais de um milhão de portugueses sem médico e enfermeiro de família.
.Se considerarmos o ano de 2009, ano de referência da última conta satélite publicada, as famílias portugueses pagaram em média, incluindo os seguros de saúde, 30% do total da despesa em saúde, cerca de 1266 euros/ano. Nesta altura os ingleses pagavam 10% e os franceses 7%.
.Para as PPP na saúde, em apenas 4 hospitais - Braga; Cascais; Loures e Vila Franca -, o país assumiu encargos de cerca de 2500 milhões de euros.
.Uma linha de favorecimento dos privados que representam já na estrutura de prestação de serviços de saúde 52% e em que os grandes grupos privados de saúde facturaram mais de mil milhões de euros em 2011.
.Uma política de saúde que para além de altamente restritiva – o orçamento de 2012 recua a valores de 2003 - é profundamente desumanizada como acontece, por exemplo, com a saúde
mental, onde a rede estatal tem apenas 13 camas por 100.000 habitantes.
.Uma política de cortes cegos no plano orçamental, como aconteceu no último Orçamento do Estado para 2012, em que decidiram reduzir em 700 milhões de euros as transferências para o SNS.
.Dizem que o novo cálculo para a isenção do pagamento de taxas moderadoras iria isentar cerca de 5 milhões de utentes, mas terminado o prazo dado inicialmente os pedidos de isenção apenas abrangia um pouco mais de um milhão de portugueses.
.Passam o tempo a falar na redução do preço dos medicamentos, mas não dizem aos portugueses qual a razão porque continuam a pagar mais nas farmácias por menos medicamentos. Mais cerca de 4% em 2011 do que tinham pago em 2010.

Tirado do Castendo

quinta-feira, 12 de abril de 2012

O Silêncio

PORQUÊ O SILÊNCIO SOBRE A ISLÂNDIA?

2012-04-10

Se há quem acredite que nos dias de hoje não existe censura, então que nos esclareça porque é ficámos a saber tanta coisa acerca do que se passa no Egipto e porque é que os jornais não têm dito absolutamente nada sobre o que se passa na Islândia.
Na Islândia:
- o povo obrigou à demissão em bloco do governo;
- os principais bancos foram nacionalizados e foi decidido não pagar as dívidas que eles tinham contraído junto dos bancos do Reino Unido e da Holanda, dívidas que tinham sido geradas pelas suas más políticas financeiras;
- foi constituída uma assembleia popular para reescrever a Constituição.
Tudo isto pacificamente.
Uma autêntica revolução contra o poder que conduziu a esta crise. E aí está a razão pela qual nada tem sido noticiado no decurso dos últimos dois anos. O que é que poderia acontecer se os cidadãos europeus lhe viessem a seguir o exemplo?
Sinteticamente, eis a sucessão histórica dos factos:
- 2008: o principal banco do país é nacionalizado. A moeda afunda-se, a Bolsa suspende a actividade. O país está em bancarrota.
- 2009: os protestos populares contra o Parlamento levam à convocação de eleições antecipadas, das quais resulta a demissão do primeiro-ministro e de todo o governo.
A desastrosa situação económica do país mantém-se.
É proposto ao Reino Unido e à Holanda, através de um processo legislativo, o reembolso da dívida por meio do pagamento de 3.500 milhões de euros, montante suportado mensalmente por todas as famílias islandesas durante os próximos 15 anos, a uma taxa de juro de 5%.
- 2010: o povo sai novamente à rua, exigindo que essa lei seja submetida a referendo.
Em Janeiro de 2010, o Presidente recusa ratificar a lei e anuncia uma consulta popular.
O referendo tem lugar em Março. O NÃO ao pagamento da dívida alcança 93% dos votos.
Entretanto, o governo dera início a uma investigação no sentido de enquadrar juridicamente as responsabilidades pela crise.
Tem início a detenção de numerosos banqueiros e quadros superiores.
A Interpol abre uma investigação e todos os banqueiros implicados abandonam o país.
Neste contexto de crise, é eleita uma nova assembleia encarregada de redigir a nova Constituição, que acolha a lições retiradas da crise e que substitua a actual, que é uma cópia da constituição dinamarquesa.
Com esse objectivo, o povo soberano é directamente chamado a pronunciar-se.
São eleitos 25 cidadãos sem filiação política, de entre os 522 que apresentaram candidatura. Para esse processo é necessário ser maior de idade e ser apoiado por 30 pessoas.
- A assembleia constituinte inicia os seus trabalhos em Fevereiro de 2011 a fim de apresentar, a partir das opiniões recolhidas nas assembleias que tiveram lugar em todo o país, um projecto de Magna Carta.
Esse projecto deverá passar pela aprovação do parlamento actual bem como do que vier a ser constituído após as próximas eleições legislativas.
Eis, portanto, em resumo a história da revolução islandesa:
- Demissão em bloco de um governo inteiro;
- Nacionalização da banca;
- Referendo, de modo a que o povo se pronuncie sobre as decisões económicas fundamentais;
- Prisão dos responsáveis pela crise e
- reescrita da Constituição pelos cidadãos:
Ouvimos falar disto nos grandes media europeus?
Ouvimos falar disto nos debates políticos radiofónicos?
Vimos alguma imagem destes factos na televisão?
Evidentemente que não!
O povo islandês deu uma lição à Europa inteira, enfrentando o sistema e dando um exemplo de democracia a todo o mundo.




Theo Buss
Rue du Doubs 117
2300 La Chaux-de-Fonds

sexta-feira, 6 de abril de 2012

Obesidade, como lidar com ela!?



Saiba como tratar a obesidadee quais os benefícios que pode obter.
Qual é o tratamento adequado para a obesidade?
O tratamento médico para a obesidade passa pela combinação de dieta de baixas calorias, modificação comportamental, e aumento da actividade física. Quando com a modificação do estilo de vida não se consegue atingir os objectivos é necessário o uso de fármacos anti obesidade.
O problema deste tipo de tratamento ou abordagem é a incapacidade de muitos doentes obesos
perderem peso ou manterem o peso anteriormente perdido. Nos casos de obesidade grave - IMC superior ou igual a 40 kg/m2 ou superior a 35 com morbilidade - que tenham pelo menos cinco anos de evolução da sua obesidade e múltiplos tratamentos médicos ineficazes, a cirurgia pode ser recomendada.
Que tipo de benefícios se pode esperar com a perda de peso?
A perda de peso, mantida a longo prazo, é fundamental. São inúmeros os benefícios que acarreta para a saúde em geral e para a melhoria da qualidade de vida.
Reduz, igualmente, a mortalidade e contribui inexoravelmente para a melhoria das doenças crónicas associadas. Pequenas perdas de peso (diminuição de cinco a dez por cento do peso inicial) melhoram o controlo glicémico, reduzem a tensão arterial e os níveis de colesterol.
Sentirá também menos dificuldades respiratórias, benefícios na apneia do sono e na sonolência diurna, bem como nos problemas osteoarticulares (variáveis em função da lesão).
Qual é o impacto da perda de peso na doença cardiovascular e hipertensão arterial?
A perda de peso reduz o risco cardiovascular, pelos efeitos positivos na redução da tensão arterial e nos processos de hipercoagulação. Nesta melhoria tem grande influência o tipo de regime alimentar adoptado (restrição do sal e gorduras saturadas), a actividade física e a abolição de hábitos tabágicos.
A perda de peso intencional reduz a mortalidade nos obesos com doença cardiovascular
associada.
Qual o impacto da perda de peso na diabetes tipo 2 e na síndroma de resistência à insulina?
Melhora o controlo glicémico entre dez a vinte por cento. Neste tipo de patologia, a adopção de um regime alimentar adequado e o aumento da actividade física também parecem ter um efeito potenciador do benefício em termos de ganhos de saúde. A perda de peso voluntária reduz a mortalidade nos obesos com diabetes do tipo 2.
Qual o impacto da perda de peso na dislipidémia (aumento dos níveis de gordura no sangue)?
A dislipidémia mista (colesterol e triglicéridos) melhora facilmente com a perda de peso, mesmo quando esta é modesta.
Qual o impacto da perda de peso na função ovárica?
A melhoria da sensibilidade à insulina, conseguida com a perda de cinco por cento do peso, reflecte-se favoravelmente na mulher obesa com ovário poliquístico e hirsutismo. Essa melhoria traduz-se na recuperação dos ciclos menstruais e, por vezes, na própria ovulação e consequente fertilidade.
Qual é o impacto da perda de peso no cancro?
Não existem até ao momento provas científicas que permitam afirmar que a perda de peso tem efeitos favoráveis na evolução de certo tipo de carcinomas em pessoas obesas.
No carcinoma da mama, é possível concluir que tal relação existe, associando-se a perda de peso a uma evolução clínica mais favorável do processo oncológico.
Qual é o impacto da perda de peso em crianças e adolescentes obesos?
A perda de três por cento do peso corporal diminui, de forma significativa, a tensão arterial nos adolescentes obesos. Se o programa de emagrecimento incluir exercício físico, as melhorias nos níveis de tensão são mais acentuadas. A perda de peso contribui, também, para reduzir os níveis plasmáticos de triglicéridos e de insulina, bem como para aumentar o colesterol HDL, de modo
proporcional à percentagem da perda de peso.
No caso de crianças e adolescentes com diabetes do tipo 2 (habitualmente a do adulto obeso), a perda de peso, embora difícil, é mais eficaz na melhoria do controlo glicémico quando o regime alimentar foi reduzido em hidratos de carbono. A melhoria é também evidente nos casos de esteatose hepática (fígado gordo) e resulta da redução do hiperinsulinismo e do aumento da sensibilidade à insulina.
Onde dirigir-se para diagnosticar e tratar a obesidade?
Ao médico de família no seu centro de saúde. Compete ao médico avaliar o tipo de obesidade e referenciá-lo, se necessário, para as consultas hospitalares de obesidade.

segunda-feira, 19 de março de 2012

Tomada de posse

















Efectuou-se, hoje dia 19, a cerimónia de tomada de posse dos novos Corpos Sociais da nossa Associação.
As fotos ilustram o momento em que alguns dirigentes assinavam o seus compromissos, e o Porto de Honra que selou o acto.

quarta-feira, 14 de março de 2012

Eleições







Dando seguimento ás convocatórias da Assembleia Geral, realizaram-se hoje, dia 14, as reuniões deste órgão, para apresentação e prestação das Contas de Actividades do ano transacto e eleição dos novos Corpos Gerentes para o triénio 2012 - 2015.
As Assembleias tiveram uma participação considerável de associados, que ficaram ao corrente das contas e actividades, da União de Reformados, Pensionistas e Idosos da Freguesia de Tortosendo e que aprovaram as mesmas.
Ao acto eleitoral apresentou-se apenas a lista apresentada pela direção cessante, que foi eleita por unanimidade pelos presentes e da mesma fazem parte os seguintes associados:
Assembleia Geral
Presidente:----------------Manuel Ramos dos Santos - 172
Vice- Presidente----------Maria Helena Tourais Mendes - 02
Secretário-----------------Álvaro Alexandre Mineiro Fonseca - 300
Vogal----------------------Dinis Domingues Ferreira - 30
Vogal----------------------Valdemar de Jesus Cruz - 120
Direção
Presidente----------------Gabriel da Silva Carrola - 250
Vice Presidente----------Apolinário Ramos Plácido - 347
1º Secretário-------------Ramiro Gonçalves Venâncio - 328
2º Secretário-------------Francisco Manuel Baptista F. Prior - 473
Tesoureiro---------------António A. Pereira Calado Oliveira - 181
Vogal---------------------Maria Rosa Oliveira Coelho Pinto - 189
Vogal --------------------José da Silva Lambranca - 218
Vogal Suplente----------Maria Odete Mendes Costa Algarvio - 266
Vogal Suplente----------Carlos Pombo Barata - 258
Vogal Suplente----------António Duarte Oliveira - 239
Conselho Fiscal
Presidente---------------Manuel Campos Meireles da Fonseca - 185
Secretário---------------José Gomes Rodrigues - 75
Relator------------------Júlio Gomes Mariano - 91
Vogal--------------------Pilar Azevedo Lourenço - 214
Vogal--------------------Jaime Carrola da Silva - 388

terça-feira, 13 de março de 2012

Sociedade








MAIS RESPEITO PELOS IDOSOS.

PELO DIREITO A ENVELHECER COM DIGNIDADE.




O Governo através do Ministro Mota Soares, e contando com o apoio e aplauso da direcção das Misericórdias, toma a decisão de proceder a alterações aos regulamentos do funcionamento permitir o desrespeito dos lares para idosos, permitindo assim alargar o número de vagas através do aumento do número de idosos por quarto. Ora importa recordar que o acesso aos lares é feito através do pagamento de mensalidades elevadas para a generalidade dos idosos e suas famílias, o que tem criado uma situação de exclusão de acesso de muitos idosos que não podem pagar as mensalidades.

A promessa de criação de mais 10 mil vagas é feita, não através de investimento público na criação de novos equipamentos, mas pondo em causa o direito à privacidade e a condições de
bem-estar e de qualidade para os actuais e futuros residentes. Também não é garantida a admissão de mais trabalhadores nas instituições onde aumenta a lotação de residentes.

Com desfaçatez, pompa e circunstância, o Governo procura fazer crer que encontrou solução para dezenas de milhares de idosos que se encontram em lista de espera, vivendo em condições difíceis e pouco dignas, porque o Estado, através da política de desresponsabilização de sucessivos Governos, vem privatizando as funções sociais do Estado, pela entrega à iniciativa privada na exploração das carências sentidas pela população idosa e seus familiares.

Esta medida não tem em conta que a decisão de ser internado no lar é, na sua esmagadora maioria dos casos, difícil de ser tomada pelos cidadãos que tiveram uma vida autónoma e também pelos seus familiares, e, que face a uma situação de dependência ou de isolamento, aceita este tipo de resposta social; esta decisão do Governo visa maximizar os lucros das entidades privadas e responder a dificuldades das entidades de solidariedade social que intervêm nesta área. Este caminho facilita e agrava as desigualdades sociais, privilegiando aqueles detentores de mais posses financeiras que permitam garantir o direito à privacidade.
Esta solução não só abre caminho à flexibilização de regras e normas regulamentares quanto à ocupação do espaço, como favorecerá menor vigilância e atenção à qualidade do serviço prestado, maior risco de saúde pública, num quadro em que são conhecidas muitas situações
em que não são asseguradas condições adequadas de internamento, e apoio nas suas diversas dimensões e de acordo com as necessidades específicas dos residentes.

Em vez de se apostar na criação de uma Rede Pública de Apoio à 3ª Idade que dê resposta cabal às inúmeras carências nesta área de respostas sociais, este Governo, através de medidas “economicistas” procura rentabilizar os espaços e os custos, sacrificando ainda mais os direitos dos idosos que deviam serem respeitados na sua existência nos últimos anos de vida, e transferindo o aumento de custos aos idosos e suas famílias.

Este é um exemplo de uma política pública que está a impor profundo retrocesso no direito a envelhecer com dignidade e com direitos e que afronta aos mais elementares direitos dos idosos. Uma política que está a potenciar graves injustiças sociais e de perigosos fenómenos, como a recente mortalidade verificada em duas semanas do mês de Fevereiro do corrente ano ou o aumento das situações de carências alimentar, dificuldade na aquisição de medicamentos ou a impossibilidade de ir ao médico.

A política de “inovação social” deste Governo é bem um retrato de regressão social ao favorecer os asilos e “as sopas do Sidónio” dos séculos XIX e XX, com a propaganda de abertura de mais
cantinas sociais.

Esta é a política que este Governo PSD/CDS impõe aos portugueses com total desrespeito por mais elementares direitos, como o direito à privacidade, ao bem-estar e à qualidade de vida dos
reformados, pensionistas e idosos.

A Direcção da Confederação MURPI além da denúncia pública dos factos, exige soluções justas e equitativas respeitando os mais carenciados economicamente, através de uma política pública
e solidária da Segurança Social.

A Direcção da Confederação Nacional
de Reformados Pensionistas e Idosos MURPI

Lisboa, 12 de Março de 2012.

sexta-feira, 9 de março de 2012

Saúde



Osteoporose: um risco para homens e mulheres
A osteoporose é a diminuição da massa óssea. O osso é um tecido vivo que se renova com mais
intensidade nas primeiras décadas da vida, sendo que, a partir dos 30 anos, o quadro inverte-se e a absorção de osso passa a ser maior que a formação. As mulheres chegam a perder 50% de toda a sua massa óssea, enquanto os homens perdem cerca de 25%. A falta de atividade física ou a pouca ingestão de cálcio na infância e na adolescência aumentam a fragilidade do osso e o risco de desenvolver a doença.
Um dos grandes problemas da osteoporose é que ela, por si só, não apresenta sintomas. A maior
parte das pessoas descobre que tem a doença por causa das dores provocadas pelas fraturas, principalmente no fêmur, no punho e nas vértebras. Elas tornam-se muito mais comuns por causa do enfraquecimento dos ossos. O diagnóstico pode ser feito através de exames laboratoriais e da densitometria óssea.
Descobrir as causas da osteoporose é uma tarefa difícil. Nas mulheres, em grande parte das
vezes, o déficit de estrogênio que ocorre na menopausa é o principal responsável pelo aparecimento da doença. Em casos aparentemente sem explicação, pode haver uma predisposição genética, no caso da pessoa pertencer à raça branca ou asiática ou ter parentes próximos com osteoporose. Há casos, passíveis de reversão, nos quais o desenvolvimento da doença está relacionado com o estilo de vida, bebida, fumo, alimentação e prática de exercícios físicos.
Algumas providências devem ser tomadas para prevenção da doença. No caso das mulheres,
assim que chega a menopausa, o ideal é procurar o ginecologista para verificar se há necessidade de reposição hormonal, com estrogênio. Geralmente, a alimentação rica em cálcio, presente no leite e em seus derivados, também é importante. Além disso, uma providência que não se refere especificamente à prevenção da osteoporose, mas das fraturas, é evitar, a partir dos 50 ou 60
anos, ter em casa pisos escorregadios ou tapetes soltos.
O tratamento difere de acordo com o tipo de osteoporose. No caso da pós-menopausa, ele é feito, como já foi citado, com reposição de estrogênio. Em outros tipos, o tratamento pode ser realizado com reposição de calcitonina, que é um outro hormônio, com alendronato de sódio, que é um estimulador da formação óssea, ou com cálcio.
Quanto à atividade física, ela é importante como prevenção e como tratamento, principalmente os exercícios com carga, que são absolutamente essenciais para a saúde dos ossos. Durante a atividade física, com a contração da musculatura, ocorre deformação do osso. Quanto maior o estímulo, maior a deformação. O osso interpreta esta deformação como um estímulo à formação. Os ossos assim se adaptam à sobrecarga mecânica. A intensidade da carga é mais importante na
formação da massa óssea do que a duração do estímulo.
Dr. Álvaro Chamecki é ortopedista do Hospital Vita
Curitiba