terça-feira, 27 de maio de 2014

Pensões de Sobrevivência



 
 





Mais um ataque aos pensionistas

A pensão de sobrevivência é atribuída ao cônjuge  sobrevivo dos benificiários do sistema previdencial da Segurança Social e dos subscritores da Caixa Geral de Aposentações, destinada a compensá-los pela perda de rendimentos que resultou do falecimento.

Sendo uma prestação do regime contributivo nunca foi sujeita a qualquer condição de recursos.

O montante da pensão de sobrevivência corresponde a 60% do valor da pensão do falecido para os beneficiários do sistema previdencial da Segurança Social e a 50% da pensão para os subscritores da Caixa Geral de Aposentações.

O governo PSD/CDS inventou através do Orçamento do Estado para 2014 uma nova fórmula para diminuir as pensões de sobrevivência.

Assim, os destinatários de uma pensão de sobrevivência que aufiram uma pensão de direito próprio, de invalidez ou velhice de valor mensal superior a 2.000,00 € têm a sua pensão diminuída em percentagem de acordo com uma tabela publicada no Orçamento do Estado.

Esta medida é inaceitável e segundo vários constitucionalistas é inconstitucional por violar o princípio da confiança.

Este governo já tinha em 2013 diminuído de forma drástica o subsídio por morte, reduzindo-o a uma prestação insignificante e este ano reduz de forma brutal as pensões de sobrevivência já atribuídas e a atribuir.

A Lei consagra que as pensões são calculadas de acordo  com as regras em vigor à data da sua atribuição, pelo que qualquer alteração a esta disposição legal é uma violação dos direitos adquiridos que estão consagrados na Lei de Bases da Segurança Social.

A taxa de descontos para o Regime Geral de Segurança Social corresponde a 34,75% das remunerações, sendo 11% da responsabilidade direta do trabalhador e 23,75% da respetiva entidade patronal.

De acordo com o código dos regimes contributivos aquela taxa contributiva de 34,75% é desagregada por cada eventualidade que integra a proteção do regime geral dos trabalhadores por conta de outrem, cabendo à eventualidade morte, que inclui a pensão de sobrevivência, a percentagem de 2,44%.

Assim se demonstra que a pensão de sobrevivência resulta dos descontos que foram realizados durante a vida ativa do beneficiário, pelo que a sua alteração posterior configura uma violação retroativa dos compromissos assumidos pelo Estado.

Como este roubo deveria ter entrado em vigor nas pensões a pagamento a partir de de Janeiro do corrente ano e por razões da responsabilidade do Instituto dessegurança Social só começou a ser efetuado nas pensões de Março, foi comunicado aos pensionistas que o débito referente ás pensões de Janeiro e Fevereiro, paga por valor superior, será descontado em prestações mensais nas pensões de Julho a Dezembro do corrente ano.

 Esta decisão resulta claramente do facto de haver eleições para o parlamento europeu em Maio e o governo não querer cortar ainda mais as pensões antes das eleições.

Os pensionistas só têm um caminho a seguir, lutar com todas as suas forças contra esta política de esbulho aos seus parcos rendimentos.

Assim devemos manifestar a nossa revolta contra todas as medidas que têm levado ao empobrecimento da generalidade da população, enquanto alguns, muito poucos, viram assuas fortunas aumentar em muitos milhões.

Nas eleições para o parlamento europeu só há uma atitude ao tomar, que é penalizar fortemente os partidos, PSD/CDS e PS que em Portugal e na União Europeia têm defendido estas soluções lesivas para os trabalhadores e reformados.

 

Por: Isabel Quintas

In – A VOZ DOS REFORMADOS

quinta-feira, 22 de maio de 2014

Rastreio Óptico


19º Piquenicão Nacional MURPI


                             VAMOS À FESTA DE ABRIL - 19º PIQUENICÃO NACIONAL
                                                    
                                                         GRÂNDOLA - VILA MORENA
                                                          
                                                                    15 DE JUNHO DE 2014

O Movimento dos Reformados (MURPI) nasceu de Abril.
 
Defender os direitos dos reformados é também defender Abril.
 
No 40º Aniversário de Abril marcamos o encontro em Grândola - Vila Morena.
Vamos dar mais força e alegria ao nosso 19º Piquenicão - uma festa tradicional, grandiosa e alegre que traz muitos reformados e suas famílias num são convívio.
 
No 40º Aniversário de Abril temos boas razões para nos juntarmos aos milhares e afirmar que os direitos conquistados são sagrados.
Vamos erguer a nossa voz de protesto contra a política deste Governo.
 
Vamos festejar o 40º Aniversário de Abril, participando no 19º Piquenicão, dando mais alegria à razão de viver com dignidade.

Juntos temos mais força.

Vamos todos a Grândola.

Participa e traz outro amigo também...

                   A Confederação Nacional de Reformados, Pensionistas e Idosos - MURPI

sexta-feira, 16 de maio de 2014

19º Piquenicão Nacional




                                                                INFORMAÇÃO
 
  A União de Reformados de Tortosendo, informa que, a partir   desta data, se encontram
  abertas as inscrições para os interessados em participar nesta iniciativa da Confederação
  Nacional de Reformados (MURPI), que este   ano se   realiza  na cidade de Grândola no
  próximo dia 15 de Junho.
  O preço por  participante é de 10,00 €  (dez euros) exclusivamente para o transporte.
 As inscrições podem ser feitas na sede da Associação, ou junto dos dirigentes,  até ao dia
  31 de   Maio.

 Nota importante: a participação neste  evento fica condicionada ao número de  inscrições havidas até esta data.

 

sábado, 19 de abril de 2014

ABRIL É O FUTURO




ABRIL É O FUTURO
Conquistas da Revolução foi a designação que escolhemos para a nossa Associão.
Opção feita quando soubemos que não nos era permitido utilizar a designação que todos desejávamos - Associação Vasco Gonçalves - e porque, para nós, o nome do Companheiro Vasco é sinónimo de Conquistas da Revolução, tão estreita é a sua ligação ao 25 de Abril de 74 e ao processo revolucionário que se lhe seguiu.

É desse dia inicial e desse processo que, este ano, comemoramos o 40.0 aniversário.

Fazemo-lo sem quaisquer saudosismos passadistas, antes com os s bem assentes no presente e com os olhos postos no futuro.

Comemorar Abril é, para nós, recordar um processo que, com as suas conquistas económicas, sociais, políticas, culturais - definidoras da mais avançada democracia alguma vez existente em Portugal  nos mostrou que «sim, é possível», e que, por isso, se mantém vivo na nossa memória, como referencial maior das nossas lutas de todos os dias.

Comemorar Abril é, para nós, sublinhar o profundo significado das Conquistas da nossa Revolução: as liberdades democráticas - liberdade de reunião, de manifestação, de criação de partidos poticos, de imprensa e de expressão de pensamento; liberdade sindical - conquistadas pelo seu exercício por parte do povo nas ruas; a justiça social: o estabelecimento imediato do salário mínimo nacional, do aumento das pensões de reforma e invalidez  e do abono de família; o aumento dos salários e o congelamento das remunerações superiores a 7 500 escudos; a generalização do direito a rias pagas; o congelamento dos preços e rendas dos prédios urbanos; o direito ao emprego com direitos; o direito à saúde, à educação, etc., etc.

Comemorar Abril é, para nós, olhar com olhos de futuro para as grandes Conquistas que transformaram profunda e positivamente o nosso país: as nacionalizações o poder local democrático, a descolonização  e  aquela que foi a mais bela de todas as Conquistas da Revolução: a Reforma Agrária.

Comemorar Abril é, para nós, saudar a Constituição da Reblica Portuguesa que, consagrando todas as conquistas alcançadas é, ela própria uma Conquista da Revolução.

Por isso, comemoramos Abril fazendo das suas Conquistas bandeiras de luta para derrotar a política de direita que, há 38 anos praticada por sucessivos governos PS/PSD/CDS, tudo tem feito para fechar definitivamente «a portas que Abril abri. E para conquistarmos uma política inspirada nos valores de Abril.

 

Porque Abril é o Futuro.

 
Direcção da Associação Conquistas da Revolução.