sexta-feira, 9 de setembro de 2011

INFORMAÇÃO






SUBIDA NO RIO DOURO
17 DE JUNHO DE 2011
EXIBIÇÃO DE FILME
A Direcção da União de Reformados de Tortosendo, informa os associados que, no próximo dia 26 de Setembro (segunda-feira) a partir das 14 horas, na sua sede, será exibido um filme, de imagens em DVD, com fotos recolhidas nesta iniciativa.
Por esse facto, e porque recordar é viver, convidamos os interessados, especialmente os participantes no passeio, a assistir e eventualmente fazer uma reserva de um DVD... para mais tarde recordar.
A Direcção

quinta-feira, 8 de setembro de 2011

A SUBTILEZA IEOLÓGICA





Programa do Governo para a Segurança Social

O programa do Governo para a Segurança Social é um texto pouco extenso, com menos de quatro mil palavras, se detecta o sentimento fundamental que é o de estruturar o sistema em termos capitalistas.
Com grande subtileza, assenta numa componente ideológica muito bem disfarçada e que importa desmascarar enquanto é tempo.
Nós, os reformados, andamos nisto há muito tempo, e sabemos que se pode fazer muita coisa numa árvore, como podá-la, tratá-la e até enxertá-la, mas, é pela raiz que ela se agarra à terra, e daí que tenhamos desenvolvido uma especial desconfiança em relação a muitas ervas daninhas que se pretende pareçam o que não são, e então quando rebentam o melhor é arrancá-la desde logo.
O programa é farto na referência às IPSS`s, quinze vezes citadas no texto, fala-se da economia social e dá particular ênfase ao que chama de “sociedade civil “. Não se percebe bem qual o alcance desta designação!
O conceito de sociedade civil só exclui as instituições ligadas à religião e à tropa, além, naturalmente, das sociedades secretas, maçonarias e Opus Dei.
Demais, a nossa história é farta em actos heróicos e epopeias em que o poder se confundiu com a cruz e a espada, mas onde o papel do povo foi tão só o morrer e sofrer.
Ora se hoje vivemos numa república laica e onde até, por obra, o partido que agora ocupa a pasta de Segurança Social, o serviço militar obrigatório foi abolido, falar-se da “sociedade civil” traz água no bico. Nesta subtil cruzada, vale tudo, desde que seja para procurar inculcar o conceito de que a “sociedade civil” é tão só o que não tenha ligação com o Estado ou as autarquias, ou melhor só lá cabe o que o povo não possa eleger ou destituir, constituindo-se portanto como reserva inexpugnável ao poder democrático.
O que se passa com o programa deste Governo para a Segurança Social tem a ver com a subtileza ideológica, como as políticas que se pretendem para o sector pretendem atingir obscuros objectivos. Como peça central desta ofensiva ideológica surge a intenção de “aumentar o envolvimento destas entidades ditas da economia social no Conselho Económico e Social e estudar a eventualidade da sua participação na Comissão Permanente de Concertação Social”.
É preciso ter lata, os mesmos que sempre recusaram ao MURPI o estatuto de parceiro social, oferecem agora esta possibilidade a entidades que estão no sistema mais em função dos dinheiros do Estado a que por essa forma poderão aceder do que por sincero altruísmo.
Pode parecer coisa de somenos, mas é por aí que tudo começa. O actual ministro até tem um aspecto simpático, anda de vespa e é portador de um discurso civilizado, o pior é o que pode estar escondido na sua sombra e à sua sombra.
Repare-se só num parágrafo do programa que vale a pena reproduzir por inteiro:
“Criar incentivos ao voluntariado na área social, com a valorização do respectivo tempo de apoio para feitos de benefícios laborais e sociais, tais como bancos de horas nas empresas ou prioridade no acesso a programas de educação e formação, instituindo bancos de voluntariado online, com a antecipação da idade em matéria de seguro social voluntário e com a criação de um complemento ao diploma do secundário onde constem, como mais-valia, as actividades extra-curriculares que possam ser tidas em conta para a sua formação cívica e social”.Quem encomendou esta peça e o que pretenderá receber por esta via?
Consta que o próprio Passos Coelho não terá percebido patavina disto, mas deve ter concluído que não punha em causa a coligação e passou adiante.
A pasta da segurança social foi confiada ao partido que, na legislatura anterior inviabilizou uma proposta justa de aumento de 25 euros mensais para as reformas mais baixas, e, depois passou toda a campanha a encher o discurso com a promessa de dar especial atenção a esta situação, para as vir agora contemplar com um aumento de 4 euros mensais! Isto sim é uma coisa concreta.
Quanto a este programa de governo, nos benefícios não vale sequer quatro euros, mas contempla perigos bem maiores.

Manuel Cruz
A Voz dos Reformados

A DIGNIDAE NA VELHICE



- Os direitos do idoso à luz do artigo 72º da Constituição.
- A realidade portuguesa.
- A responsabilidade da família, da sociedade e do Estado.
A - Diz a nossa Constituição no seu artigo 72º: “ 1. As pessoas idosas tem direito à segurança económica e a condições de habitação e convívio familiar e comunitário que respeitem a sua autonomia pessoal e evitem e superem o isolamento ou a marginalização social.

2. A política de terceira idade engloba medidas de carácter económico, social e cultural tendente a proporcionar às pessoas idosas as oportunidades de realização pessoal, através de uma participação activa na vida da comunidade”.
As pessoas idosas são pois titulares de autênticos direitos, os chamados direitos de envelhecimento, e como tal exigíveis na prática com toda a legitimidade.
Mas a quem exigir o respeito e a satisfação destes direitos? Sob o ponto de vista material, a pretensão há-de ser dirigida ao Estado, consubstanciada num sistema de segurança social que atribua pensões e aposentações humanamente condignas e de um sistema de alojamento compatível. Sob o ponto de vista afectivo, cabe à família e à comunidade assegurar o espaço e o tempo para a realização prática da solidariedade.
Urge assim definir qual o grau de exigência para esses direitos. A medida é dada pela forma como a velhice é encarada pelo idoso. É sabido que o avanço na idade, pese embora comportando aspectos degenerativos, constitui essencialmente um processo evolutivo. E esta premissa é tanto mais verdadeira quanto é certo virmos a assistir a um aumento médio de longevidade, a ponto da Comissão das Comunidades Europeias ter sustentado a designação de 4ª idade para o idoso a partir dos 75 anos, ficando a 3ª idade reservada para a faixa dos 50-74 anos[1].
Na actual fase de desenvolvimento social e apesar do estado de idoso comportar um conteúdo fluído pela imprecisão etária em que um tal estado se adquire, variável de pessoa para pessoa, está convencionado assinalar os 65 anos como o matiz para a sua caracterização. É quando as condicionantes como: isolamento; dependência; doença; depressão; carências de mais variada índole e de exclusão social mais se registam.

Enquanto determinantes qualitativas do estado do idoso, envolvem, portanto, exigências e não uma mera tolerância na satisfação de direitos[1].
B - É imperioso que o Estado assuma decididamente esta constatação bem como o ónus que a Constituição lhe impõe. De certeza que não é com pensões ou reformas inferiores ao salário mínimo nacional que se satisfaz o direito à segurança económica nem com rendas superiores à pensão/reforma que se respeita o direito a habitação condigna. Respeitar a autonomia pessoal do idoso é adoptar com seriedade uma política social de construção de fogos para habitação de idosos a tanto capacitados. Neste contexto, sem pôr em causa o contributo de lares de idosos como solução para as carências vivenciais, o recurso sistemático pelo Estado a este tipo de alojamento/estadia e o funcionamento de muitos “lares” de iniciativa privada, parecem transformar os idosos em entes segregados ou meramente tolerados.
É preciso alterar este estado de coisas. A legislação e a moral social têm de passar do mero campo de soluções banalizantes para um campo realista destinado a solucionar com objectividade a problemática da velhice num Estado de Direito que se apelida de Democrático.
Apoiar o “envelhecimento activo” não é tanto para medalhar a longevidade, mas o de dar realização prática à prestação devida pela sociedade face ao contributo do idoso na evolução da sociedade a que todos pertencemos e sem o qual seria subvalorizada.
C - É preciso no entanto separar as águas. No desenvolvimento da política social do Estado em apoio e na defesa do idoso, é lícito concluir que a acção a que alude o normativo do artigo 72º se reporta primacialmente ao idoso carenciado. Com efeito, a segurança económica, as condições de habitação e mesmo o convívio familiar e comunitário são aspectos que por norma não devem preocupar o idoso não-carenciado.
As estatísticas sobre a população dão conta que na actualidade o ritmo de crescimento da população idosa (mais de 65 anos) é três vezes mais que a jovem. Na verdade, entre 1960 e 2000 o ritmo de aumento de idosos foi numa proporção de 6.1%, prevendo-se que este aumento para o ano 2050 se situe em 15,6%.
D - Entre nós a problemática referente ao idoso está ainda muito carente de solução satisfatória. A família esforça-se por cumprir o papel natural que lhe cabe. A intervenção do Estado, porém, revela-se algo incaracterística e difusa, sem um procedimento definido nesta matéria. A sua actividade não passa de exemplificações isoladas ou de propaganda. As instituições de
solidariedade social e as Misericórdias não demonstram ter merecido o devido apoio financeiro nuns casos, ou de apetrechamento em matéria de meios e de preparação de pessoal técnico, noutros.
O “lar de idosos” modalidade bastante desenvolvida[1] entre nós nunca pode funcionar como substituto de uma política de habitação. Pese embora a natural propensão do idoso para o convívio, a cavaqueira e a inter-ajuda, tudo terá que ocorrer respeitando a sua liberdade, vontade e autonomia. Neste aspecto um lar de idosos jamais terá idoneidade para ser alternativa a uma habitação unipessoal para idoso com assistência de cuidados domiciliária. Defende-se assim, que cada plano estadual ou municipal de habitação social abranja a construção de casas para idosos numa dada percentagem. O mesmo se diga em matéria de unidades de actividade na prestação de trabalho eventualmente remunerado, em prol da comunidade, veiculados por organismos profissionalizados neste tipo de cuidados.
E - Do ditame do artigo 72º não decorre que se deva concentrar exclusivamente no Estado o encargo para dar realização prática às obrigações com as pessoas idosas. Esta tarefa envolve em 1º lugar os familiares. Às instituições de solidariedade social cabe um papel substitutivo. Sobre o Estado incidirá então a superior tarefa de assegurar que os direitos dos idosos não fiquem desamparados, através de implementação de instituições que possam proporcionar os pertinentes cuidados e apoios, de um corpo suficiente de pessoal profissionalizado a operar em unidades hospitalares, locais de lazer e domicílio dos idosos e de construção de unidades para a vivência unipessoal ou de casal idoso.


Em jeito de conclusão:
Os dados relativos à situação do idoso em Portugal não são animadores[2]. No entanto, mesmo com a dupla crise – a derivada da incúria do Executivo e a que vitima a EU – é sabido que, no plano do imediato, existe sempre a possibilidade de se satisfazer um mínimo na defesa dos direitos consignados constitucionalmente, pois que, para o idoso, a crença no futuro é viver hoje.


Lisboa,Junho/2010

domingo, 10 de julho de 2011

Sociedade

A população europeia está cada vez mais envelhecida, lembra a OMS (Foto: Pedro Cunha)


Jornal PÚBLICO (hoje)

As Nações Unidas colocaram Portugal na lista negra dos países que pior tratam dos seus idosos, com 39 por cento dos mais velhos vítimas de violência.

Segundo o Relatório de Prevenção contra os Maus Tratos a Idosos, da Organização Mundial de Saúde, o país tem 39,4 por cento de idosos vítimas de abusos. Os dados mostram ainda que 32,9 por cento são vítimas de abusos psicológicos, 16,5 por cento de extorsão, 12,8 por cento de violação dos seus direitos, 9,9 por cento de negligência, 3,6 por cento de abusos sexuais e 2,8 por cento de abusos físicos.

Dos 53 países europeus analisados pelo relatório, Portugal surge entre os cinco piores no tratamento aos mais velhos, juntamente com a Sérvia, Áustria, Israel e República da Macedónia.

Por dia, quatro milhões de idosos são vítimas de humilhações físicas e psicológicas na Europa. A directora da OMS para a Europa, Zsuzsanna Jakab, considera a situação “muito grave”. No caso específico de Portugal, este é considerado um "problema sério".

“A população europeia está cada vez mais envelhecida, por isso é urgente que os governos resolvam este problema social o mais rápido possível, e que os serviços de saúde prestem socorro às vítimas de maus tratos”, escreve a responsável no relatório. Em 2050, estima-se que um terço da população terá mais de 60 anos.

"As pessoas não têm vergonha de discriminar os idosos, ao contrário do que acontece com a discriminação por razões étnicas ou de género", considerou uma especialista na matéria, Sibila Marques, que em Maio publicou o ensaio “Discriminação na Terceira Idade”, da Fundação Francisco Manuel dos Santos. "São os próprios idosos a acreditar na sua falta de valor”, disse a investigadora do Instituto Superior de Ciências do Trabalho e da Empresa, aquando do lançamento da obra.

Zsuzsanna Jakab considera que os maus tratos a idosos são um "problema de saúde e
social. Evitá-lo é uma questão de direitos humanos e de solidariedade social".

Em Portugal, desde 2000 que o número de idosos ultrapassou o número de jovens e actualmente quase metade das pessoas com idade superior a 65 anos têm 75 ou mais anos, segundo dados recolhidos pela Pordata. “Lutamos para que as pessoas vivam mais, temos de preparar a sociedade para que esteja habilitada a responder. Mas, não é isso que temos, o que dizemos é que os idosos são um fardo económico ao nível da Segurança Social, que não está preparada” para estes cidadãos, disse à agência Lusa Stela António, professora de Demografia e de Introdução à Gerontologia do Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas (ISCSP) da Universidade Técnica.

A falta de preparação da sociedade para os idosos está relacionada com “a atitude e valores” face aos mais velhos, mas também com a própria ideia que muitos idosos partilham de que “já não servem para nada”, acrescentou Stela António.

segunda-feira, 4 de julho de 2011

Acção pela saúde ocular


Bem vindo ao blog da NOVOLHAR Óptica Médica.
Aqui poderá encontrar informações acerca das nossas actividades, promoções e campanhas de loja,
e ainda esclarecer todas as suas dúvidas acerca da Saúde Visual.








Rastreio Visual na sede da União de Reformados do Tortosendo

Decorreu nos passados Sábados 25 de Junho e 2 de Julho o segundo rastreio na sede da União de Reformados, Idosos e Pensionistas da Freguesia do Tortosendo (URPIT).
As pessoas presentes foram analisadas quanto à existência de sinais e sintomas de problemas visuais, quanto ao seu historial de visão, quanto à sua capacidade visual de longe e de perto, quanto à existência de alterações nos meios transparentes e quanto aos valores da Pressão Intra-Ocular.
Todos os rastreados a quem foram detectadas situações anómalas, foram aconselhados a visitar as nossas instalações afim de efectuarem uma consulta completa de optometria, e assim ser determinado com exactidão o problema e o consequente tratamento. Os casos de problemas não refractivos serão aconselhados a posterior consulta oftalmológica.

Na sala de convívio da associação foram ainda disponibilizados materiais informativos, como folhetos e vídeos, acerca de lentes oftálmicas. Foi também entregue a cada um dos rastreados um folheto informativo com informação acerca dos problemas visuais possíveis de detectar no rastreio e acerca do acordo da NOVOLHAR Óptica Médica com a URPIT, que permite aos seus sócios e às pessoas rastreados que não sejam sócios dispor de condições vantajosas (descontos até 15%) na nossa loja.

Deixamos ainda o nosso agradecimento à direcção da URPIT, pela colaboração proporcionada e pela cedência das suas instalações para a realização do rastreio.
Texto e fotos enviados pela Clínica "NOVOLHAR"

quarta-feira, 29 de junho de 2011

PIQUENICÃO 2011


A União de Reformados de Tortosendo esteve representada, com um autocarro de associados, neste evento da nossa Confederação Nacional de Reformados (MURPI) . No regresso a satisfação, dos participantes, era total e manifestou-se o desejo de no próximo ano estarmos, novamente, presentes.


SOBRE O XVI PIQUENICÃO NACIONAL
MONTEMOR-O-NOVO, 26 DE JUNHO DE 2011

Mais de três milhares de pessoas vindas dos distritos de Leiria, Castelo Branco, Santarém, Lisboa, Setúbal, Portalegre, Évora e Beja marcaram encontro na grande realização da Confederação do MURPI que foi o XVI PIQUENICÃO NACIONAL que se realizou no Parque de Exposição e Feiras, naquela cidade e que contou com o apoio logístico do Município de Montemor-o-Novo.
Nos dois palcos actuaram mais de 30 grupos corais, de cantares e de dança das Associações que deram alegria e bem-estar ao convívio anual dos reformados e seus familiares.
Tivemos a presença do Deputado do Grupo Parlamentar do PCP, João Oliveira que teve a oportunidade de dirigir uma saudação aos presentes nos dois palcos; os restantes grupos parlamentares convidados não estiveram presentes.
O PCP esteve presente com uma delegação constituída por Raimundo Cabral, Victor Carrasco e Abílio Fernandes; a CGTP esteve representada pela Fátima Canavezes que é responsável da Coordenadora da Inter Reformados Nacional.
No período destinado às intervenções, José Alves pela Federação das associações do Distrito de Évora fez a sua intervenção saudando os presentes e realçou a necessidade de reforçar o MURPI para fazer face à luta pela melhoria das condições das reformas e da saúde dos reformados; seguidamente usou da palavra Carlos Pinto Sá, Presidente da Câmara Municipal de Montemor-o-Novo que numa intervenção empolgante manifestou a disponibilidade da Câmara apoiar as iniciativas do MURPI, referindo à situação social, política e financeira do nosso país e das dificuldades futuras criadas por este e anterior Governos para as quais é necessário dar uma resposta de luta e resistência; por fim Casimiro Menezes em nome da Confederação MURPI realçou as consequências das políticas e sociais, para os reformados, do pacto de submissão assinados pelos três partidos e da necessidade de lutar contra as medidas anunciadas.
Publicada por: A VOZ DOS REFORMADOS

domingo, 26 de junho de 2011

Dignidade e Respeito aos Idosos!








Caros leitores e leitoras, se pretendem conhecer melhor o processo de envelhecimento, as peculiaridades dos sujeitos idosos, suas necessidades e como abordar de maneira séria e eficaz as questões relacionadas à velhice, de maneira transdisciplinar, temos uma recomendação: Mestrado em Gerontologia, na Universidade Portucalense, no Porto, Portugal, com inscrições abertas.
Quanto melhor informados, melhor será a nossa actuação. Lembrem-se: os idosos de hoje precisam ser melhor tratados e os idosos de amanhã seremos nós

O mundo está cada vez mais longevo; vivemos cada vez mais anos, graças a diversos factores que permitem minimizar o envelhecimento dos nossos órgãos e sistemas corporais.


Obviamente que ainda há muito para se fazer pelos nossos velhos e velhas, porém é cada vez mais frequente a divulgação e consciência sobre as carências, necessidades e peculiaridades das pessoas que envelhecem.

Em 2003, havia apenas dois ou três cursos de pós-graduação e/ou de formação especializada no âmbito da Geriatria e Gerontologia em nosso país. Actualmente, temos dezenas deles, promovendo uma melhor preparação daqueles que estão no terreno ou nele pretendem actuar para optimizar a tão propalada e necessária qualidade de vida das idosas e idosos portugueses. Aliás, a Gerontologia deixou de ser apenas uma especialização e passou a ser também uma área de formação superior de 1º ciclo, dando à sociedade portuguesa dezenas de licenciados(as) para cuidarem dos nossos gerontes e supervisionarem os serviços a eles destinados.

Parabéns aos nossos idosos e idosas, a todos e todas que trabalham pelo seu bem-estar amplo e irrestrito, àqueles(as) que se preparam para deles(as) cuidarem e aos familiares que tudo fazem para proporcionar uma velhice melhor aos seus gerontes queridos(as)!

Viva a GrandeIDADE! Muita saúde, paz, alegrias, actividades e satisfação para todas as pessoas idosas. Inteligência, sensibilidade e criatividade aos planeadores e formadores em Gerontologia e Geriatria. Paciência, força, sensibilidade e tolerância aos cuidadores formais e informais, em Portugal e no mundo! Respeito e solidariedade de toda a sociedade, de todas as faixas etárias, pelos nossos velhos e velhas!



publicada por Arthur Moreira da Silva Neto, em GrandeIDADE

domingo, 19 de junho de 2011

Subida no Rio Douro











Fotos do passeio/convívio

Inserido no plano de actividades da nossa Associação e no âmbito do protocolo firmado com o “Espaço das Idades”, levámos a efeito, na passada sexta-feira dia 17, um passeio no Rio Douro, desde Peso da Régua até Pinhão.
Neste passeio convívio participaram aproximadamente 100 (cem) sócios da União de Reformados de Tortosendo e mais três dezenas provenientes do “Espaço das Idades”, sendo alguns destes, também, sócios da nossa Associação.
Este convívio teve o seu inicio, junto à sede da URPIT, pelas 07H30 horas, que se dirigiu para Trancoso onde foi tomado o pequeno almoço pelos convivas. De seguida rumou para o Santuário da Senhora da Lapa na Freguesia de Moimenta da Beira. Este local foi muito apreciado pela comitiva, especialmente pelos que, pela primeira vez (e eram muitos) visitavam este local.
Depois, no concelho de Lamego, na freguesia de Britande, foi servido (previamente marcado) o almoço e diga-se em abono da verdade e sem qualquer intenção publicitária, que esta refeição, para os 130 participantes, foi servida rapidamente, com eficiência, qualidade e abundância e que agradou positivamente a toda a gente.

Depois, já em Peso da Régua, com visita guiada visitámos umas Caves do Vinho do Porto e seguidamente embarcámos, no barco INFANTA, para fazer a subida no Rio Douro até ao Pinhão e foi bom de ver a satisfação dos nossos reformados, e nem só, ao apreciarem aquelas maravilhosas paisagens onde predominavam os socalcos do Rio Douro.
Quando concluímos a subida a opinião, quase geral, era de satisfação.
Depois foi o regresso e o ambiente era propício à boa disposição que foi contagiando a comitiva, cantou-se a tradicional musica popular portuguesa, o fado e contaram-se anedotas, fez-se uma paragem em Viseu, no Palácio do Gelo, para retemperar as energias e depois a viagem continuou até ao Tortosendo com a mesma boa disposição.
Uma vez que tudo correu sem incidentes e com a disciplina habitual, que é já apanágio dos nossos associados, a União de Reformados de Tortosendo fica reconhecida aos participantes e dizer-lhes que: ASSIM VALE A PELA!!.

quarta-feira, 15 de junho de 2011

Passeio de Verão


PASSEIO CONVIVIO 2011
TORTOSENDO – PRAIA DA NAZARÉ


A Direcção da União de Reformados, Pensionistas e Idosos da Freguesia de Tortosendo, vai organizar um passeio convívio à Praia da NAZARÉ, no próximo dia 14 de Julho, com saída de Tortosendo ás 07h00 (sete horas).

Informamos os nossos associados que são permitidas 2 (duas) inscrições por casal e que as marcações podem ser feitas a partir das 14,00 (catorze horas) do próximo dia 22 de Junho, na sede da nossa Associação, Rua Dr. Gabriel Boavida Castelo Branco.

O preço por pessoa foi fixado em €12,00 (doze euros) que serão cobrados no acto da inscrição.

A organização deste passeio convívio insere-se no plano de actividades da nossa Associação e será custeado, integralmente, pelos participantes e pela União de Reformados de Tortosendo.

As refeições e demais despesas são da responsabilidade dos participantes.

Nota: na eventualidade de haver um número superior a 54 (cinquenta e quatro) inscrições, as excedentes ficam condicionadas à capacidade de um outro autocarro.


Tortosendo, 16 de Junho de 2011

A Direcção



Rastreio Visual

CONVITE
A União de Reformados do Tortosendo convida todos os sócios e seus famíliares e população interessada a fazer um rastreio visual, que vai realizar-se nos sábados, dias 25 de Junho e 2 de Julho na sede da nossa Associação.
O rastreio é efectuado pela clínica NOVOLHAR cujo endereço e contacto publicamos:
NOVOLHAR Óptica Médica
Luís Miguel Jesus Pais
Av. Viriato - Bairro do Cabeço
n.º 18 A/B, r/Chão
6200-721 Tortosendo
Tel: 275 081 221
Telm: 964 476 211

terça-feira, 7 de junho de 2011

A RETINA E A DEGENERAÇÃO MACULAR




A retina é uma fina camada de células nervosas que reveste a parte interna do olho.
Ela é responsável pela formação da imagem, funcionando como o filme de uma câmara fotográfica. A mácula é a parte central e mais sensível a retina, a qual é responsável pela visão para leitura e proporciona uma visão nítida, detalhada e em cores. A mácula tem o tamanho de 2 a 3mm. A parte periférica da retina é responsável pelas visões nocturna e lateral.
A degeneração macular é uma moléstia em que o afinamento e rompimento da retina prejudicam o funcionamento da mácula. Ela ocorre, na maioria dos casos, na terceira idade, sendo por isso frequentemente chamada degeneração macular relacionada à idade. Entretanto, a doença pode também decorrer de fatos hereditários e, neste caso, é então chamado degeneração macular juvenil. A doença pode, ainda, decorrer de ferimentos, infecções e inflamações dos olhos.
Mas de 80% dos casos de degeneração macular senil são de modalidade atrófica ou seca, a qual evolui lentamente e muitas vezes causa apenas perda parcial da visão. Os casos restantes são da modalidade: exsudativa ou húmida. Estes, embora totalizem uma percentagem muito menor, representam um perigo muito maior para a visão. A doença é mais frequente entre as pessoas de origem europeia ou entre as que têm olhos de cor clara e, embora não se saiba todas as suas causas, está provavelmente relacionado com a exposição à luz solar ao longo da vida.
SINTOMAS DA DEGENERAÇÃO MACULAR

Um dos sintomas da degeneração macular é o embaçamento da visão central, interferindo na leitura e em outras actividades que exijam visão em detalhe. O paciente vê, por exemplo, o rosto de uma pessoa que esteja próxima sem conseguir ver os detalhes dos olhos ou da boca. Outros sintomas são a distorção no centro de uma paisagem ou das linhas no centro da visão, o esmaecimento das cores, a percepção de uma área escura ou vazia no centro da visão e a alteração do tamanho dos objectos em relação ao olho sadio.
Como, na maioria dos casos, a degeneração macular afecta um olho de cada vez, a pessoa só nota o problema quando começa a perceber algum dos sintomas apresentados. Entretanto, o oftalmologista pode detectar a degeneração macular no estágio inicial durante uma consulta de rotina. Se, ao examinar o fundo do olho, o oftalmologista notar indícios da degeneração macular, ele poderá realizar os seguintes exames adicionais:
• Campimetria, um teste que possibilita mapear o campo visual do paciente. O mapa obtido permite a identificação de alterações visuais causadas pelo glaucoma ou pela degeneração macular.
• Angiofluoresceinografia, exame em que por meio de um contraste injectável ministrado ao paciente torna-se possível identificar anormalidades na retina e realizar fotografias que ajudarão a indicar a melhor possibilidade de tratamento.
• Teste da grade de Amsler e teste da visão em cores ,usados por alguns oftalmologistas, para monitoramento da visão central e da visão em cores, respectivamente.
TRATAMENTO:
Embora existam diversos tratamentos sob pesquisa, ainda não há um meio eficaz para reverter ou deter a degeneração macular do tipo atrófica ou seca. Já a degeneração macular exsudativa ou húmida pode, em alguns casos, pode ser tratada a laser evitando-se a progressão da doença.
Mas, para a modalidade exsudativa da degeneração macular, a boa nova é a terapia fotodinâmica que associa um medicamento especialmente desenvolvido com os raios de um novo tipo de laser. O tratamento consiste em injectar o medicamento em uma da veias do braço do paciente. Este se espalha pelo corpo, concentrando-se nos vasos sanguíneos anormais da retina. Em seguida, esses vasos são destruídos por pulsos de luz do laser dirigidos para a retina do paciente. O paciente deve se proteger da luz do sol por um período de 24 a 48 horas. O tratamento não reverte a perda da visão ocorrida anteriormente, mas evita danos adicionais à visão. Em alguns casos, pode ser necessário a repetição do tratamento mais de uma vez por ano.
O MELHOR REMÉDIO É A PREVENÇÃO
A degeneração macular não causa cegueira total pois, geralmente, a retina periférica não é afectada. Mas, ela pode causar uma visão subnormal, um problema em que os óculos comuns não são capazes de proporcionar visão nítida. Faça uma consulta oftalmológica periódica se você tiver mais de 50 anos, se em sua família houver casos de problemas retinianos ou se você estiver com problemas de visão central, como alteração da forma de objectos ou imagens , ou perda de cor da visão. O diagnóstico da doença no estágio inicial possibilitará ao oftalmologista prescrever tratamento que previna dano adicional à visão e/ou indicar dispositivos ópticos para visão subnormal que ajudarão você a fazer melhor uso possível da visão restante.
Existem uma série de artifícios e objectos que poderão ser utilizados pelos pacientes no sentido de melhorar a sua qualidade de vida; tais como na leitura utilizar exemplares com um tipo de letra maior, telefones especiais, baralhos especiais entre outros.

Dr. Leôncio de Souza Queiroz Neto
leôncio@penidoburnier.com.br
www.drqueirozneto.com.br

domingo, 29 de maio de 2011

Piquenicão em Montemor-o Novo

TODOS AO XVI PIQUENICÃO NACIONAL


EM MONTEMOR-O- NOVO


26 DE JUNHO DE 2011



lembramos que é já no dia 26 de Junho de 2011 que vamos realizar uma grande festa tradicional do MURPI que congrega todos os anos milhares de reformados e suas famílias.


Uma grande festa de alegria e de solidariedade com as justas causas de todos os reformados, pensionistas e idosos que lutamos por uma sociedade mais justa e solidária, onde não haja lugar à pobreza, mas onde haja respeito pela dignidade de tantos homens e mulheres que ao longo das suas vidas trabalharam e contribuíram para a riqueza do nosso país.


Queremos uma festa alegre e bonita com a participação de dezenas de grupos corais das Associações de Reformados, que deste modo, expressam a sua vontade de participarem activamente na vida cultural do nosso país.


Desejamos que todos aqueles que estão com os reformados marquem a presença nesta importante manifestação cultural e cívica.


Em 26 de Junho, Montemor-o-Novo é a capital da festa e da luta dos reformados.




Participa!


Traz o farnel!


Venha estar connosco!




A Confederação Nacional dos Reformados, Pensionistas e Idosos (MURPI)


Piquenicão / Aviso

FESTA CONVÍVIO DO PIQUENICÃO 2011


A Direcção da União de Reformados, Pensionista e Idosos da freguesia de Tortosendo, comunica aos seus associados que a Festa anual e Convívio dp Piquenicão, das Organizações de Reformados de todo o país, vai realizar-se no próximo dia 26 de Junho (domingo) no Parque de Exposições de Montemor-o-Novo.

Informamos que vamos levar um autocarro de 27 (vinte sete) lugares caso este se justifique.

O preço por pessoa é de 10,00 € (dez euros), estando as inscrições abertas, na sede da Associação e/ou junto dos dirigentes, até ao próximo dia 15 de Junho.

Daremos mais informações aos sócios que as solicitem.

As refeições e demais despesas, são da responsabilidade dos participantes.

Tortosendo, 29 de Maio de 2011

A Direcção

quinta-feira, 21 de abril de 2011

Formação






















No âmbito da parceria, entre a União de Reformados, Pensionistas e Idosos da Freguesia de Tortosendo, com o programa “Quero Saber”, que decorreu nas instalações da Junta de Freguesia de Tortosendo, procedeu-se hoje, na sede da nossa Associação, à entrega de diplomas aos formandos que completaram a primeira fase decorrente desta formação.
Nesta cerimónia, para além dos formandos, estiveram os formadores, responsáveis pelo programa, Dr. João Braz e Drº Sónia que, numa breve alusão ao comportamento, empenho e aproveitamento dos “alunos” referenciaram que: apesar do estatuto de reformados, estes formandos revelaram, dedicação, vontade de aprender, assiduidade, e que atingiram os objectivos traçados no inicio da formação.
O Presidente da Direcção e o Primeiro Secretário da URPIT, bem assim como alguns formandos, disseram algumas palavras de circunstância, agradeceram aos formadores e felicitaram os sócios que receberam os diplomas desta formação.
Seguiu-se um convívio com beberete, onde ficou patente a vontade de participação numa próxima fase, de formação, que se deseja venha acontecer brevemente.
Para constar, incluí-mos algumas fotos do evento, onde todos comungam da opinião: APRENDER, APRENDER, APRENDER SEMPRE!!
























segunda-feira, 4 de abril de 2011

Contra as Portagens

Em causa, a anunciada introdução de portagens nas auto-estradas A24 (Chaves - Viseu), A25 (Aveiro - Vilar Formoso) e A23 (Guarda - Torres Novas). A Câmara da Covilhã, a Comissão de Utentes das auto-estradas, a União de Sindicatos de Castelo Branco e o movimento Empresários pela Subsistência do Interior prometem encher a Praça do Município da Covilhã a partir das 16 horas. A população foi convidada a participar através de comunicados lançados por cada uma das entidades e por folhetos distribuídos nas caixas de correio. Um questionário promovido pelo movimento Empresários pela Subsistência do Interior a que responderam 542 empresas, revela que um terço delas prevê desinvestir e fazer despedimentos com a justificação da criação de portagens. Entretanto, o movimento juntou-se à Comurbeiras - Comunidade Urbana das Beiras na preparação de uma providência cautelar e de uma queixa ao Tribunal Europeu que pretendem travar a cobrança de portagens. O ministro da Presidência, Pedro Silva Pereira, afirmou na quinta-feira que o Executivo pediu um parecer jurídico para saber se um Governo de gestão tem competências para aplicar a cobrança de portagens nas restantes autoestradas SCUT (sem custos para o utilizador). A comissão de utentes das autoestradas do interior promete não "esmorecer a luta" mesmo que o Governo decida não avançar já a 15 de abril, como estava previsto, por estar em gestão, disse à agência Lusa, João Freire, porta-voz da comissão.


Lusa


Foto e Texto copiados do blog d"O Hermínio"