quinta-feira, 3 de janeiro de 2013

O Roubo aos Reformados



440.000 PENSIONISTAS VÃO PAGAR IRS SOBRE A CONTRIBUIÇÃO EXTRAORDINÁRIA DE

SOLIDARIEDADE, OU SEJA, DE UM RENDIMENTO QUE NÃO RECEBEM: - eis o presente de “Ano Novo” deste governo para os pensionistas

 

Os aposentados da CGA e os reformados da Segurança Social são objeto, mais uma vez, de

tratamento desigual por parte deste governo. Passos Coelho e Vítor Gaspar, a pretexto de que a

“CES (Contribuição Extraordinária de Solidariedade) visa atingir um efeito equivalente à medida de redução salarial que tem vindo a ser aplicada aos trabalhadores do setor público desde 2011, a rendimento superiores a 1.500€” como consta da “Nota Técnica sobre a Contribuição Extraordinária de Solidariedade”, elaborada pelo Ministério das Finanças, em que se procura enganar e manipular a opinião publica já que omite os efeitos do confisco do subsidio de ferias e

do corte nas remunerações da Função Pública; repetindo, a pretexto de igualizar a situação entre

dos pensionistas com a dos trabalhadores da Administração Pública, criam mais um imposto a pagar pelos pensionistas (o ódio destes “senhores” a quem trabalhou e descontou toda a vida não

tem limites). No entanto, ou por ignorância ou com a intenção deliberada de manipular a opinião

pública omitem, por um lado, que este novo corte nas pensões vai ser realizado sobre valores para os quais os pensionistas descontaram toda a vida, violando o contrato social que existia e

portanto não se comportando como pessoas de bem (este governo não tem o mesmo comportamento em relação aos contratos leoninos que o Estado assinou com grandes grupos

económicos relativos a PPP) e, por outro lado, que contrariamente ao que sucedeu com os trabalhadores da Função Pública, a maioria dos aposentados e reformados ainda terá de pagar IRS sobre a totalidade ou sobre uma parcela da Contribuição Extraordinária de Solidariedade que

vão suportar pois não têm a possibilidade de a deduzir no rendimento sujeito a IRS.

440.000 PENSIONISTAS DA CGA E DA SEGURANÇA SOCIAL TERÃO DE PAGAR IRS SOBRE O C.E.S.

Contrariamente ao corte violento entre 3,5% e 16% feito nas remunerações dos trabalhadores da

Função Pública, em que o IRS e a contribuição para CGA e ADSE só são calculados sobre o valor da remuneração após ter sido feito aquele corte, em relação à chamada Contribuição Extraordinária de Solidariedade (CES) constante da Lei OE-2013, elaborada por este governo e

aprovada na Assembleia da República apenas pelo PSD e CDS, o mesmo não se vai verificar. A

C.E.S. que será aplicada, em 2013, às pensões de valor igual ou superior a 1.350€, e cujas taxas

variam, segundo o artº 78º da lei, entre 3,5% e 40% (esta última taxa para a parcela da pensão

mensal superior a 18 IAS, ou seja, a 7.543€ por mês) não é deduzida antes de se calcular o IRS;

repetindo, contrariamente ao que se verificou no corte das remunerações, o IRS e a contribuição

dos aposentados para a ADSE incidem sobre sobre o valor da pensão sem a dedução da Contribuição Extraordinária da Solidariedade, portanto, a maioria dos pensionistas vai pagar IRS e contribuição para a ADSE sobre o CES, ou seja, sobre um valor que não recebem, Expliquemos

por que razão e como isso acontece.

Segundo a “Nota Técnica sobre a Contribuição Extraordinária de Solidariedade” elaborada pelo

Ministério das Finanças, a CES cai no âmbito do artº 53º do Código do IRS, o que significa que ela é deduzida ao rendimento sujeito a IRS apenas na parte que exceder a dedução especifica que já têm atualmente os rendimentos de pensões, ou seja, 4.104 €, que é a parcela do rendimento do pensionista que atualmente já não paga IRS; portanto, enquanto o valor da Contribuição Extraordinária de Solidariedade anual não for superior a 4.104€, o aposentado da CGA e o reformado da Segurança Social não podem deduzir mais nada para além do que já deduziam em 2012, suportando, por essa razão, integralmente a CES pois não a podem deduzir no rendimento sujeito a IRS. Isto vai acontecer aos pensionistas com pensões entre os 1.350€ e 1.717€, que são cerca de 150.000 pensionistas da CGA e da Segurança Social. Estes pensionistas de pensões mais baixas vão sofrer, em 2013, um corte nos seus rendimentos, só devido à CES, que estimamos em 100 milhões € não podendo deduzir qualquer importância mais no rendimento sujeito a IRS para além do que conseguiram deduzir em 2012, ano em que ainda não existia CES.

E o que acontecerá em relação aos pensionistas com pensões superiores a 1.717€ por mês? – É

a pergunta que imediatamente se coloca. Segundo o nº5 do artº 53º do Código do IRS, contrariamente ao que sucede com os trabalhadores do ativo (eis mais um exemplo de tratamento desigual de contribuintes com o mesmo rendimento), a dedução especifica que tem os

pensionistas referida anteriormente – 4.104€ - é reduzida num valor corresponde a 20% da parcela da pensão anual que exceda 22.500€, o que determina que, para uma pensão anual de

43.200€ (3.085€ por mês), a dedução especifica seja ZERO, ou seja não deduz nada, o que não

acontece com os rendimentos do trabalho que continuam a deduzir a dedução especifica de 4.104€ na totalidade. Isto significa que os pensionistas com pensões entre os 1.717€ e os 3.085€,

terão de suportar uma parcela da Contribuição Extraordinária de Solidariedade, que corresponde à parcela da dedução especifica que resta depois da dedução dos 20% referidos anteriormente. E

os pensionistas nesta situação, em que uma parcela da CES é absorvida pela parte da dedução

especifica que resta depois de deduzir os 20% referidos anteriormente, rondarão os 290.000 em

2013. Estimamos que estes pensionistas sofram uma redução nos rendimentos de cerca de 300

milhões €. Apenas os pensionistas da CGA e da Segurança Social, com pensões mensais superiores a 43.200 € por ano, cuja dedução especifica por rendimentos de pensões é já ZERO, é

que poderão deduzir no seu rendimento sujeito a IRS a totalidade da Contribuição Extraordinária

de Solidariedade. Os pensionistas da CGA e da Segurança Social com pensões anuais superiores a 43.200€ são cerca de apenas 30.000, que deverão pagar uma Contribuição Extraordinária de Solidariedade que estimamos em 50 milhões € em 2013. São apenas estes que conseguirão deduzir a totalidade da CES no seu rendimento sujeito a IRS, e por isso serão os únicos que não pagarão IRS sobre a CES. Mais uma vez fica clara a politica de classe de austeridade deste governo, atingindo mais fortemente aqueles que têm rendimentos mais baixos, e poupando os grupos de rendimentos mais elevados.

Contrariamente ao que fez o Ministério das Finanças na “Nota Técnica sobre a Contribuição

Extraordinária de Solidariedade”,em que omitiu o efeito na redução do rendimento disponível de

pensionistas e dos trabalhadores resultante do confisco do subsidio de férias aos pensionistas

(90%) e à Função Pública, assim como do corte das remunerações à Função Pública para ocultar

os seus efeitos.

 Como consequência do confisco do subsídio de férias aos pensionistas (90%) e aos trabalhadores da Função Pública, e do corte de remunerações a estes últimos, da Contribuição Extraordinária de Solidariedade sobre os pensionistas, da nova Tabela de IRS e da sobretaxa de IRS aprovada pelo governo e pelo PSD e CDS na Assembleia da República verificar-se-á, em 2013, uma redução significativa no rendimento liquido disponível dos pensionistas, dos trabalhadores Função Pública e dos trabalhadores do setor privado. No entanto, essa redução é maior nos pensionistas, seguindo-se a dos trabalhadores da Função Pública, e depois a dos trabalhadores do setor privado. Assim, até ao escalão de rendimento anual de 16.800€ (1200€ /mês), as maiores reduções percentuais de rendimento verificam-se nos rendimentos dos trabalhadores da Função Pública, mas a partir deste escalão de rendimento os maiores cortes de rendimento passam a ser nos rendimentos dos pensionistas. Assim, verifica-se uma redução de 27,4% numa pensão anual ilíquida de 22.400€/ano (1.600€/mês), enquanto nos trabalhadores privados, com o mesmo rendimento ilíquido, a redução é de 19,7% e no setor público de 26,8%;  uma redução de 29% numa pensão de 25.200€/ano (1.800€/mês), enquanto um trabalhador do setor privado, com o mesmo rendimento, sofre uma redução de 21,5%, e um da Função Pública de 28,2%; (3) Um pensionista sofre um corte de 32,7% se tiver uma pensão anual ilíquida de 28.000€/ano (2.000€/mês), enquanto um trabalhador do setor privado, com o mesmo rendimento iliquido, sofre uma redução 23,4%, e um da Função de 29,6%; (4) Para um rendimento anual ilíquido de 35.000€ (2500€/mês), um pensionista sofre um corte de 39,3%, um trabalhador do setor privado de 26,8%, e um da Função Pública de 34,4%; (5) Para o rendimento ilíquido de 42.000€/ano (3000€/mês), a redução é de 41,6% para o pensionista, de 28,6% para o trabalhador do setor privado, e 37,6% para o trabalhador da Função Pública; etc., etc.. Os dados mostram a violência dos cortes e das desigualdades que a politica de classe deste governo está provocar mas que procura ocultar.

Eugénio Rosa, edr2@netcabo.pt , 26.12.2012

quarta-feira, 2 de janeiro de 2013

A culpa é do polvo

Fio-de-prumo
Paulo Morais

A ideia de que os portugueses são responsáveis pela crise, porque andaram a viver acima das suas possibilidades, é um enorme embuste. Esta mentira só é ultrapassada por uma outra. A de que não há alternativa à austeridade, apresentada como um castigo justo, face a hábitos de consumo exagerados. Colossais fraudes. Nem os portugueses merecem castigo, nem a austeridade é inevitável.

Quem viveu muito acima das suas possibilidades nas últimas décadas foi a classe política e os muitos que se alimentaram da enorme manjedoura que é o orçamento do estado. A administração central e local enxameou-se de milhares de "boys", criaram-se institutos inúteis, fundações fraudulentas e empresas municipais fantasma.

A este regabofe juntou-se uma epidemia fatal que é a corrupção. Os exemplos sucederam-se. A Expo 98 transformou uma zona degradada numa nova cidade, gerou mais-valias urbanísticas milionárias, mas no final deu prejuízo. Foi ainda o Euro 2004, e a compra dos submarinos, com pagamento de luvas e corrupção provada, mas só na Alemanha. E foram as vigarices de Isaltino Morais, que nunca mais é preso. A que se juntam os casos de Duarte Lima, do BPN e do BPP, as parcerias público-privadas e mais um rol interminável de crimes que depauperaram o erário público. Todos estes negócios e privilégios concedidos a um polvo que, com os seus tentáculos, se alimenta do dinheiro do povo têm responsáveis conhecidos. E têm como consequência os sacrifícios por que hoje passamos.

Enquanto isto, os portugueses têm vivido muito abaixo do nível médio do europeu, não acima das suas possibilidades. Não devemos pois, enquanto povo, ter remorsos pelo estado das contas públicas. Devemos antes sentir raiva e exigir a eliminação dos privilégios que nos arruínam. Há que renegociar as parcerias público--privadas, rever os juros da dívida pública, extinguir organismos... Restaure-se um mínimo de seriedade e poupar-se-ão milhões. Sem penalizar os cidadãos.

Não é, assim, culpando e castigando o povo pelos erros da sua classe política que se resolve a crise. Resolve-se combatendo as suas causas, o regabofe e a corrupção. Esta sim, é a única alternativa séria à austeridade a que nos querem condenar e ao assalto fiscal que se anuncia.

Paulo Morais, Professor universitário

Indignadamente falando

Lobo Antunes


Façam o favor de ler.
 “ Agora sol na rua a fim de me melhorar a disposição, me reconciliar com a vida.

Passa uma senhora de saco de compras: não estamos assim tão mal, ainda
compramos coisas, que injusto tanta queixa, tanto lamento.

Isto é internacional, meu caro, internacional e nós, estúpidos
culpamos logo os governos.

Quem nos dá este solzinho, quem é? E de graça. Eles a trabalharem para
nós, a trabalharem, a trabalharem e a gente, mal agradecidos,
protestamos.
Deixam de ser ministros e a sua vida um horror, suportado em estóico
silêncio. Veja-se, por exemplo, o senhor Mexia, o senhor Dias
Loureiro, o senhor Jorge Coelho, coitados. Não há um único que não
esteja na franja da miséria. Um único. Mais aqueles rapazes generosos,
que, não sendo ministros, deram o litro pelo País e só por orgulho não
estendem a mão à caridade.

O senhor Rui Pedro Soares, os senhores Penedos pai e filho, que isto
da bondade as vezes é hereditário, dúzias deles.

Tenham o sentido da realidade, portugueses, sejam gratos, sejam
honestos, reconheçam o que eles sofreram, o que sofrem. Uns
sacrificados, uns Cristos, que pecado feio, a ingratidão.

O senhor Vale e Azevedo, outro santo, bem o exprimiu em Londres. O
senhor Carlos Cruz, outro santo, bem o explicou em livros. E nós, por
pura maldade, teimamos em não entender. Claro que há povos ainda
piores do que o nosso: os islandeses, por exemplo, que se atrevem a
meter os beneméritos em tribunal.
Pelo menos nesse ponto, vá lá, sobra-nos um resto de humanidade, de respeito.

Um pozinho de consideração por almas eleitas, que Deus acolherá
decerto, com especial ternura, na amplidão imensa do Seu seio. Já o
estou a ver:
- Senta-te aqui ao meu lado ó Loureiro
- Senta-te aqui ao meu lado ó Duarte Lima
- Senta-te aqui ao meu lado ó Azevedo

que é o mínimo que se pode fazer por esses Padres Américos, pela nossa
interminável lista de bem-aventurados, banqueiros, coitadinhos,
gestores que o céu lhes dê saúde e boa sorte e
demais penitentes de coração puro, espíritos de eleição, seguidores
escrupulosos do Evangelho. E com a bandeirinha nacional na lapela, os
patriotas, e com a arraia miúda no coração. E melhoram-nos
obrigando-nos a sacrifícios purificadores, aproximando-nos dos
banquetes de bem-aventuranças da Eternidade.
As empresas fecham, os desempregados aumentam, os impostos crescem,
penhoram casas, automóveis, o ar que respiramos e a maltosa incapaz de
enxergar a capacidade purificadora destas medidas. Reformas ridículas,
ordenados mínimos irrisórios, subsídios de cacaracá? Talvez. Mas
passaremos semdificuldade o buraco da agulha enquanto os Loureiros todos abdicam,
por amor ao próximo, de uma Eternidade feliz. A transcendência deste
acto dá-me vontade de ajoelhar à sua frente. Dá-me vontade? Ajoelho à
sua frente indigno de lhes desapertar as correias dos sapatos.
Vale e Azevedo para os Jerónimos, já!
Loureiro para o Panteão já!
Jorge Coelho para o Mosteiro de Alcobaça, já!
Sócrates para a Torre de Belém, já! A Torre de Belém não, que é tão
feia. Para a Batalha.
Fora com o Soldado Desconhecido, o Gama, o Herculano, as criaturas de
pacotilha com que os livros de História nos enganaram.
Que o Dia de Camões passe a chamar-se Dia de Armando Vara. Haja
sentido das proporções, haja espírito de medida, haja respeito.
Estátuas equestres para todos, veneração nacional. Esta mania tacanha
de perseguir o senhor Oliveira e Costa: libertem-no. Esta pouca
vergonha contra os poucos que estão presos, os quase nenhuns que estão
presos como provou o senhor Vale e Azevedo, como provou o senhor
Carlos Cruz, hedionda perseguição pessoal com fins inconfessáveis.

Admitam-no. E voltem a pôr o senhor Dias Loureiro no
Conselho de Estado, de onde o obrigaram, por maldade e inveja, a sair.

Quero o senhor Mexia no Terreiro do Paço, no lugar D. José que, aliás,
era um pateta. Quero outro mártir qualquer, tanto faz, no lugar do
Marquês de Pombal, esse tirano. Acabem com a pouca vergonha dos
Sindicatos. Acabem com as manifestações, as greves, os protestos, por
favor deixem de pecar.

Como pedia o doutor João das Regras, olhai, olhai bem, mas vêde. E
tereis mais fominha e, em consequência, mais Paraíso. Agradeçam este
solzinho.

Agradeçam a Linha Branca.

Agradeçam a sopa e a peçazita de fruta do jantar.

Abaixo o Bem-Estar.
Vocês falam em crise mas as actrizes das telenovelas continuam a
aumentar o peito: onde é que está a crise, então? Não gostam de olhar
aquelas generosas abundâncias que uns violadores de sepulturas, com a
alcunha de cirurgiões plásticos, vos oferecem ao olhinho guloso? Não
comem carne mas podem comer lábios da grossura de bifes do lomboe transformar as caras das mulheres em tenebrosas máscaras de Carnaval.
Para isso já há dinheiro, não é? E vocês a queixarem-se sem vergonha,
e vocês cartazes, cortejos, berros. Proíbam-se os lamentos injustos.

Não se vendem livros? Mentira. O senhor Rodrigo dos Santos vende e,
enquanto vender o nível da nossa cultura ultrapassa, sem dificuldade,
a Academia Francesa.
Que queremos? Temos peitos, lábios, literatura e os ministros e os
ex-ministros a tomarem conta disto.
Sinceramente, sejamos justos, a que mais se pode aspirar?

O resto são coisas insignificantes: desemprego, preços a dispararem,
não haver com que pagar ao médico e à farmácia, ninharias. Como é que
ainda sobram criaturas com a desfaçatez de protestarem? Da mesma forma
que os processos importantes em tribunal a indignação há-de,
fatalmente, de prescrever. E, magrinhos, magrinhos mas com peitos de
litro e beijando-nos uns aos outros com os bifes das bocas seremos,
como é nossa obrigação, felizes. “
 
(crónica satírica de António Lobo Antunes, in Visão)


CRISE É UMA COISA QUE NOS ACONTECE OU QUE AJUDAMOS A CONSTRUIR?
Nota: o titulo deste artigo é da responsabilidade da União de Reformados de Tortosendo

sábado, 22 de dezembro de 2012

A Arte de Envelhecer

Imagem apanhada na net

Viva, viva, viva o momento presente.
Não deixe para amanhã o que pode fazer hoje.
Observe-se o bastante para não se enganar sobre si mesmo.
Corrija as sua falhas com diligência e coragem.
Ria de si mesmo.
Seja equânime e justo.
Seja Verdadeiro e cuidadoso com as pessoas.
Dê sem pensar em retorno, nunca.
Prepare-se para ser o professor em vez do aluno.
Tenha compaixão pelo sofrimento alheio.
Sempre tente ajudar.
Sua linguagem agora é a paciência.
Mesmo que não queira, ela nasce numa determinada idade...
Limpe o Seu carma e o de sua família praticando boas ações
e dedicando o mérito para o benefício de todos os seres;
Assim você estará preparando o seu futuro,
sua velhice, sua madurez.
Prepare-se para morrer um dia,
pergunte-se o que vai responder quando for indagado:
"-O que você tem para nos mostrar da sua vida?"
Porque você será indagado, seja ateu ou devoto.
Você dará vários nomes a isso. Essa energia:
Buda, Cristo, Deus, Energia, Vida, Mente, Psique, Eu mesmo.
Mas ela estará lá, dentro/fora de você,
como sempre esteve e estará.
Observe a natureza.
Tudo nasce, tudo morre, tudo tem um ciclo.
Viva os seus ciclos com paixão, sem medo.
É a sua vida!!!

quarta-feira, 12 de dezembro de 2012

Boas Festas




Os Órgãos Sociais da União de Reformados, Pensionistas e Idosos da Freguesia de Tortosendo desejam a todos os seus Associados e respectivas Famílias, votos de um Feliz Natal e que o Ano de 2013 traga aos portugueses, especialmente aos mais carenciados, excluídos, desempregados e reformados de pensões de miséria, mais Justiça Social.

Anualmente, nesta quadra natalícia é “distribuída” muita solidariedade e “esperança” de melhores dias para os mais desfavorecidos mas, rapidamente, são esquecidas as bonitas mensagens de Natal e Ano Novo e tudo regressa à dolorosa vida de quem tem de viver com pensões que muitas vezes não chegam para pagar os medicamentos.

A Associação de Reformados de Tortosendo acredita que é possível ter-mos dias melhores e que não existem limites para nossos sonhos, basta acreditar. Um novo ano vai começar, lembrem-se de sonhar para terem motivos de serem felizes.

Feliz Natal e um Bom Ano de 2013

 Tortosendo, Dezembro de 2012

 

domingo, 9 de dezembro de 2012

Lutas dos Reformados



/

O Movimento Nacional dos Reformados Portugueses promove, hoje, uma concentração junto à residência oficial do primeiro-ministro, para pedir a Pedro Passos Coelho que “se lembre” deles e “olhe para os problemas” que estão a passar.

A manifestação “é para dizermos basta de austeridade para com os portugueses reformados, nós já não aguentamos mais”, disse à agência Lusa o vice-presidente do movimento.

Aires Margarido adiantou que há muitos pensionistas com “reformas de miséria”, e que continuam a perder direitos.

“Os reformados portugueses estão a ter problemas graves nas suas famílias, na sua saúde, não têm que comer, têm reformas de miséria e nós quando descontámos não foi nesse sentido”, lamentou.

O responsável explicou que foi para defender os interesses dos pensionistas e apoiá-los nas “várias vertentes da sua vida diária e quotidiana” que nasceu o movimento.

A manifestação é para “dizer ao primeiro-ministro que se lembre dos portugueses e dos reformados”.

“O nosso caminho é o bem-estar dos reformados e a nossa manifestação é para pedirmos ao Governo português que se lembre dos reformados e olhe para eles”, reiterou Aires Margarido, considerando “inadmissível” a situação em que muitos reformados se encontram, depois de descontarem toda a vida para o Estado.

A concentração do Movimento Nacional dos Reformados está marcada para as 15h00, junto à residência oficial do primeiro-ministro, em Lisboa


 OPINIÃO:
"...a nossa manifestação é para pedirmos ao Governo português que se lembre dos reformados e olhe para eles”
É isto que faz o movimento??? pedir esmola??? pedir que olhem para eles???
Então os reformados não tem direitos que lhes estão a ser retirados???
Aos reformados digo: Lutem, não peçam esmola, façam como os reformados da InterReformados ou do MURPI.




 
Fernando Ambrósio
Aprovamos e  damos a nossa solidariedade e luta, juntamente com todos os refeormados, pensionistas e idosos que, de boa fé. queiram aumentar o caudal de protesto em torno desta classe que está a ser expoliada dos seus direitos e roubada nas suas magras pensões.
 Em relação a este movimento "recentemente" criado, colocamos esta questão: sabem que, em 20 de Outubro passado,  a Confederação Nacional de Reformados, Movimento Unitário de Reformados, Pensionistas e Idosos  - MURPI. realizou  o seu VII Congresso, subordinado ao lema: "Com o MURPI Defender os Direitos dos Reformados, Lutar por uma Vida Digna"??
PORQUE NÃO SE JUNTAM A ESTE MOVIMENTO?

 

sexta-feira, 7 de dezembro de 2012

Saúde


Transtorno do Pânico
 
Em 1905, o famoso psicólogo Freud, nas suas férias, foi procurado  por uma rapariga de 18 anos, chamada Catarina. Ela sofria de ataques de medo tão intensos que por vezes impediam-na de realizar tarefas rotineiras. Freud classificou o caso como um “Ataque de Histeria”. Somente a partir de 1980 o Transtorno do Pânico seria reconhecido como um distúrbio distinto da ansiedade. Hoje, estima-se que cerca de 1% da população mundial sofra deste distúrbio.
A síndrome é caracterizada pela presença de ataques de pânico, com sensação de perigo ou morte iminente, podendo surgir palpitações, falta de ar, tremores, náuseas, vômitos, tonturas, zumbidos e muitos outros sintomas. O ataque atinge seu ponto máximo em torno de 10-20 minutos, com reações típicas de luta-ou-fuga, onde a pessoa pode fugir desesperadamente ou permanecer paralisada de terror. As crises cessam espontaneamente após uma ou duas horas, deixando uma sensação de cansaço e “pernas bambas”.
Doentes com Transtorno do Pânico enfrentam problemas difíceis no dia-a-dia, uma vez que as crises ocorrem sem qualquer motivo aparente e podem causar danos irreparáveis no convívio em casa e no trabalho.
A consulta com psicanalista ou psiquiatra é fundamental para estabelecer o diagnóstico, eliminando outras doenças que podem se apresentar com o mesmo quadro.
O Transtorno do Pânico é uma doença crônica, necessitando acompanhamento e tratamento de manutenção para evitar novas crises

Responsável Técnico: Dr. Alessandro Loiola, MD

segunda-feira, 26 de novembro de 2012

Magusto 2012

Figueiredo (assador) e Dinis (ajudante)
Odete nos Bolos e parte da garrafeira
 
Mariano (distribuindo castanhas)

Plácido (distribuindo castanhas)

Uma parte do Convívio

Outra parte do convívio

Mais uma parte do convívio

Durante o Magusto

Começava a notar-se que a(s) Jeropiga(s) eram boas

Por fim, houve merenda, morcela, mouro, pão e...vinho e jeropiga 

e... cantou-se o fado
 
 
Realizámos o nosso Magusto Convívio do corrente ano.
O tempo colaborou, os sócios apareceram em grande número, muitos trouxeram bebidas (vinho e jeropiga), os bolos, bastantes, foram oferecidos por associadas.
Deixamos os agradecimentos ao amigo Figeuiredo (eximio a assar castanhas), à D. Ilda, do Snak Bar  "Ponto Final", José Manuel Carriço (NECA) , Junta de Freguesia, pela cedência das instalações do Mercado e a todos os que gentilmente ofertaram produtos que enriqueceram o convívio e que contribuiram para a boa camaradagem e harmonia deste convívio anual que proporcionamos aos nossos associados 

terça-feira, 20 de novembro de 2012

Boas Lutas com esperança e confiança


Realizámos o 7º Congresso do MURPI com confiança e determinação que a luta é necessária
contra quem nos tira o pouco que temos para dar a quem mais tem e pode.

Muitas vozes de clamor se fizeram ouvir sobre as penosas condições de vida que afrontam milhares de reformados e idosos.

Muitas vozes fizeram apelo à necessidade de vencer a resignação e dar expressão à nossa indignação perante um presente um futuro sombrio.

Foi assumido um compromisso de intervenção e luta no momento presente que a todos nos obriga a dar um contributo para a luta necessária para resistir e travar esta ofensiva  do Governo que a mando da Troika, procura conduzir o País para um desastre nacional.

   Sim, é preciso dizer basta!

   Sim é preciso juntar a nossa voz à indignação de todos os grupos sociais que com frequêdncia se expressam por toda a parte do País.

Em 31 de outubro afirmámos   nossa indignação na Assembleia da República, na luta promovida pela CGTP-IN.

Em 14 de novembro afirmámos a nossa solidariedade com a GREVE GERAL de todos os trabalhadores contra as medidas de austeridade do Orçamento do Estado que corta direitos e rendimentos, agrava o desemprego e acentua o empobrecimento generalizado.

Neste Natal vamos viver momentos de perda e de desassossego pelas malfeitorias deste Governo, que virá dizer (repetir como em 2011), com hipocrisia piedosa, que estes sacrifícios são necessários e que não há alternativa.

Porque baixam os nossos parcos rendimentos?

Porque nos tiram a saúde, encarecendo os medicamentos e aumentando os custos dos cuidados de saúde?

Quantos mais desempregados são necessários para saciar a fome dos mercados financeiros?

Quanta pobreza é precisa para aumentar a riqueza dos ricos?

O nosso país com a troika perdeu a soberania e está a saque!

Mas a vida vivida nestes últimos anos ensinanos que os escândalos da corrupção e do favorecimento de grandes grupos financeiros continuam a grassar e que existem alternativas que passam pela rejeição do pacto de rapina da troika e por uma política diferente que aposte na defesa de mais emprego e mais produtividade.

É com confiança e esperança renovada nesta quadra natalícia que com mais aconchego  reforçaremos a determinação de tudo fazer nesta luta solidária que a todos nos toca.

Para todos os leitores e suas famílias, desejamos Bom Natal e votos que  2013 nos traga mais força para defender os nossos direitos.

De: Casimiro Menezes – presidente da direção do MURPI

In – Voz dos Reformados.

Pela Paz, Não à Guerra


Paz Sim! NATO Não!
Hoje assinalam-se dois anos sobre a realização da Cimeira da NATO emLisboa, a 19 e 20 de Novembro de 2010.
Na sua Cimeira de Lisboa, a NATO aprovou um «novo» conceito estratégico, onde se assumiu como organização ainda mais agressiva e «auto-mandatada» para intervir em todo o mundo sob qualquer pretexto, em defesa dos interesses das suas grandes potências, nomeadamentedos EUA. A Líbia foi a primeira vítima deste «novo» conceito estratégico a agressão da NATO foi responsável por brutais e desastrosas consequências para o povo líbio. Foi ainda em Lisboa que a NATO adoptou como seu o plano norte-americano de implementar o escudo anti-míssil, com o qual os EUA persistem em adquirir a possibilidade de desencadear um primeiro ataque surpresa, que permitiria anular a capacidade dissuasora de outras potências alvo - o que agrava o risco de guerra nuclear.
O movimento da paz em Portugal, reunido em torno da Campanha em defesa da paz e contra a cimeira da NATO em Portugal, Campanha “PazSim! NATO Não!”, demonstrou ao longo de todo o ano de 2010 a sua firme   oposição à realização da Cimeira da NATO e seus objectivos.
Organizando dezenas de iniciativas por todo o país e culminando com agrande Manifestação da Campanha “Paz Sim! NATO Não!” que encheu a Avenida da Liberdade, em Lisboa, com mais de 30.000 activistas da paz, a Campanha denunciou os objectivos militaristas da Cimeira da NATO e afirmou a necessidade da construção de um mundo de paz, solidariedadee cooperação.
 
As organizações subscritores consideram que, então como agora, mantêm toda a actualidade as justas e legítimas revindicações e aspirações em prol da paz então declaradas de:
- Oposição à NATO e aos seus objectivos belicistas;
-Retirada das forças portuguesas envolvidas em missões militares da NATO;
-Encerrar as bases militares estrangeiras e as instalações da NATO emterritório nacional;
- Dissolução da NATO;
- Desarmamento e fim das armas nucleares e de destruição maciça;
-Exigência do respeito e cumprimento da Constituição da República Portuguesa e das determinações da Carta das Nações Unidas, pelo direito internacional e pela soberania e igualdade dos povos.
 
 
20 de Novembro de 2012



domingo, 18 de novembro de 2012

Saúde (anti - depressivos)




A Frasqueira de Pandora:
A Verdadeira Verdade sobre os antidepressivos

Ao abrir sua caixa, a mítica Pandora libertou as doenças no mundo. Felizmente, entre os vários males que escaparam, os deuses colocaram um consolo, a Esperança. E a Esperança faz com acreditemos que para todo mal existe uma cura: se Pandora tinha as doenças guardadas na sua caixa caixa, certamente que ela possuía uma frasqueira para guardar utensílios, cosméticos, duas aspirinas, uma caixa de antibióticos, a cura do cancaro, etc.

Nas últimas décadas, as doenças mentais que sairam da Caixa de Pandora vêm ganhando destaque, a ponto da maioria dos médicos concordarem que o século XXI será o século dos transtornos da mente. Estamos relativamente bem aparelhados para lidar com a maioria das infeções, temos recursos paliativos para boa parte dos tumores malignos, mas a mente... ah, a mente... essa ainda dá um baile na gente. Não é de surpreender que a indústria dos antidepressivos movimente várias centenas de milhões de dólares por ano. Estamos vasculhando a frasqueira de Pandora em busca daquela única pílula capaz de sumir com todos os problemas e pintar o mundo novamente de azul e cor de rosa.

Foi neste contexto que, no final da década de 1980, os cientistas acharam ter descoberto algo. Há muito se sabia que a Serotonina, uma substância utilizada para transmitir informações entre os neurônios, estava envolvida com a sensação de bem estar e a percepção de “felicidade”. Quanto mais serotonina no seu cérebro, mais você ri à toa. Quanto menos serotonina, mais segundas-feiras você encontra na sua semana. Em 1987, o lançamento da Fluoxetina inaugurou a era dos Inibidores Seletivos de Recaptação da Serotonina - ou ISRS -, antidepressivos que agem diretamente sobre os níveis cerebrais de Serotonina. Não demorou muito para que a Fluoxetina fosse elevada à categoria de panaceia para toda sorte de tristeza e angústias – e virasse uma máquina de fazer dinheiro.

Entretanto, como qualquer bom casamento é capaz de provar, bastaram alguns anos de lua-de-mel para que os problemas começassem a surgir. Em junho de 2001, um júri nos EUA determinou que um certo antidepressivo da família dos ISRS foi o causador de uma crise psicótica num homem. Durante o surto, o homem assassinou sua mulher, a filha e a neta, cometendo suicídio logo em seguida. A família processou o laboratório e ganhou a causa e uma indeminização de 8 milhões de dólares. Outros casos se seguiram, e a cada dia mais e mais pessoas vêm acionando judicialmente médicos e companhias farmacêuticas por motivos similares: antidepressivos que matam.

Do meu ponto de vista, o problema teve início justamente com a propaganda em torno da expectativa de “felicidade-a-uma-pílula-de-distância”. Isto fez com que os ISRS fossem recomendados para tudo quanto é tipo de queixa. Ah, você não dorme? Tome um antidepressivo. O quê, você dorme demais? Tome mais antidepressivo. Você não dorme nem fica acordado, muito pelo contrário? Tudo bem, tome montes de antidepressivos! Mas ei, os antidepressivos ISRS devem ser empregados dentro de critérios específicos de indicação. E principalmente: se utilizados em excesso, podem provocar acúmulos tóxicos de Serotonina no cérebro.

Quando os níveis de Serotonina superam o tolerável, seu sistema nervoso começa a apresentar sintomas de envenenamento, incluindo tics nervosos, insónia, vertigens, alucinações, náuseas, disfunção sexual, sensações de “choques” pelo corpo, pensamentos e comportamentos auto-mutilantes, suicidas ou homicidas. Infelizmente, a maioria dos médicos e pacientes se esquecem de prestar atenção para este risco e não se mantêm em alerta para os sinais de que algo não vai bem – e que este algo pode ser um efeito colateral potencialmente grave do antidepressivo.

Devemos ter consciência de que não somos robôs. Ninguém é. Um pouco de angústia, tristeza e desânimo fazem parte da vida de cada um – lembre-se de agradecer à Pandora, certo? Se os sintomas depressivos que você apresenta sugerem baixos níveis cerebrais de Serotonina, existem vários recursos naturais e dietéticos que você pode empregar para tentar levantar seu humor ANTES de partir para o uso de drogas mais fortes. Além disso, lá no fundo, dependerá de VOCÊ – não de seu médico e certamente não de uma pílula – encontrar o caminho para superar as dificuldades desse mundo. A sua VONTADE sempre terá mais peso que qualquer receita tirada da frasqueira de Pandora.
- Dr. Alessandro Loiola é médico e escritor..

domingo, 11 de novembro de 2012

Poema


Instantes (Poema de Luiz Borges)

Se eu pudesse viver novamente a minha vida,
 na proxima trataria de cometer mais erros.
Não tentaria ser tão perfeito, relaxaria mais.
Seria mais tolo do que tenho sido,
na verdade, bem poucas coisas levaria a sério.
Seria menos higiênico.
Correria mais riscos,
viajaria mais,
comtemplaria mais entardeceres,
subiria mais montanhas, nadaria mais rios.
Iria a mais lugares onde nunca fui,
 tomaria mais sorvete e menos lentilha,
teria mais problemas reais e menos problemas imaginários.
Eu fui uma dessas pessoas que viveu sensata e produtivamente cada minuto da sua vida;
claro que tive momentos de alegria.
Mas, se pudesse voltar a viver, trataria de ter somente bons momentos.
Porque, se não sabem, disso é feita a vida, só de momentos, não perca o agora.
Eu era um desses que nunca ia a parte alguma sem ter um termometro, uma bolsa de água quente, um guarda-chuva e um paraquedas; se voltasse a viver, começaria a andar descalço no começo da primavera e continuaria até o final do outono.
Daria mais voltas na minha rua, comtemplaria mais amanheceres e brincaria com mais crianças.
Se tivesse outra vez uma vida pela frente. Mas, já viram, tenho 85 anos e sei que estou morrendo...


Luiz Borges

domingo, 4 de novembro de 2012

Informação

 
 
Pedimos a divulgação da seguinte ação de formação em Igualdade de Género Tarefas Domésticas no Masculino: contrariar tendências promovida pela Beira Serra - Associação de Desenvolvimento, a ocorrer no dia 17 de Novembro das 9h às 19h nas instalações do Centro do Tempo.
 
Formação ideal para profissionais da área social que trabalham ou poderão vir a trabalhar na Igualdade de Género, estudantes universitários do sexo masculino e outros homens da sociedade civil.
Tem carácter gratuito e encontra-se homologada pela DGERT, conferindo direito a certificado de formação profissional.
 
Inscrições para acima@beiraserra.pt ou 275 181 204 com indicação do nome, contacto e situação face ao emprego.
 
 
________________________________________________
BEIRA SERRA – Associação de Desenvolvimento
Urbanização da Alâmpada, Lote 24, R/C Esq.
6200-250 COVILHÃ
Tel+351 275 322 079
Fax+351 275 314 156
Tlm+351 966 411 577
Página Web www.beiraserra.pt
Mod. F01/00
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PROGRAMA DE FORMAÇÃO
INTRODUÇÃO
Esta formação insere-se na atividade Incubadora de Competências Domésticas, do projecto
ACIMA – Adquirir Competências em Igualdade e Mudar Atitudes, financiado pelo POPH e é constituída por cinco módulos de forma a promover a reflexão sobre (des)igualdades de
género na esfera doméstica e dotar os homens de competências teórico-práticas nas tarefas
maioritariamente assumidas pelo género feminino.
DESIGNAÇÃO DO CURSO
Tarefas doméstica no masculino: contrariar tendências.
OBJECTIVO GERAL
Facilitar a reflexão sobre a (des)igualdade de género na esfera doméstica e promover a
mudança de mentalidades, atitudes e comportamentos junto do público masculino.
OBJECTIVOS ESPECÍFICOS
Os formandos deverão reflectir sobre os principais conceitos de Igualdade de Género.
Os formandos deverão analisar a realidade da sociedade portuguesa através de inquéritos à
população.
Os formandos deverão adquirir competências práticas em tarefas comummente associadas ao
género feminino.
Os formandos deverão operacionalizar conceitos de igualdade através de um jogo lúdico
pedagógico.
DESTINATÁRIOS
Profissionais da área social do género masculino
Estudantes do género masculino
Outros homens da sociedade civil
MODALIDADE DE FORMAÇÃO E FORMA DE ORGANIZAÇÃO
Formação Presencial

Mod. F01/00
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METODOLOGIAS DE FORMAÇÃO E AVALIAÇÃO
Serão avaliadas as propostas de “planos de equilíbrio de tempo” através da exploração do jogo
lúdico pedagógico “Vamos lá, Família”.
CONTEÚDO PROGRAMÁTICO
MÓDULOS COMPONENTE DA FORMAÇÃO DURAÇÃO HORÁRIO INÍCIO
Módulo I Noções gerais de Igualdade de Género 2h 9h
Módulo II
Partilha de tarefas domésticas: longe da
igualdade
1h 11h
Módulo III Das tarefas à prática: o tratamento de roupa 2h 14h
Módulo IV Das tarefas à prática: a alimentação 2h 16h
Módulo V Operacionalizar a divisão das tarefas 1h 18h
CARGA HORÁRIA TOTAL 8h
CERTIFICAÇÃO
Certificado de Formação Profissional
HOMOLOGAÇÃO OU CREDITAÇÃO
Este curso encontra-se homologado na DGERT.
FORMADORES
Noções gerais de Igualdade de Género: Cátia Salvador
Partilha de tarefas domésticas: longe da igualdade: Cátia Salvador
Das tarefas à prática: o tratamento de roupa: Cristina Patrício
Das tarefas à prática: a alimentação: Daniela Pires
Operacionalizar a divisão das tarefas: Cátia Salvador
HORÁRIO E LOCAL
Centro do Tempo, Rua Mateus Fernandes n.º 39 6200-142 Covilhã.
Data: 17 de Novembro. Horário: 9h às 12h e das 14h às 19h.