sexta-feira, 2 de agosto de 2013

SAÚDE

                                                     Os Nossos Coselhos Sobre Saúde

 

 

Nós somos o que comemos (e em boa verdade também o que , bebemos)

Uma alimentação com falta de iodo, ferro, cálcio ou vitaminas pode provocar doenças. Todavia, nas sociedades contemporãneas, é o excesso de comida (e de bebida), associado a uma vida cada vez mais sedentãria, que provoca obesidade, enche as artérias de placas de gordura, provoca aterosclrose, hipertensão, e outras doenças cardiovasculares e cerebrovasculares, facilita a diabetes, e até favorece vãrios cancros.
Comer bem não é comer muito, nem muito pouco! É comer de forma equilibrada, inteligente e saudável, de acordo com as necessidades ene- rgéticas decorrente das actividades que pratica, da idade e da sua ondição clínica.

SIGA OS NOSSOS CONSELHOS:

1. Reduza o sal
Constantemente acrescentamos sal à comida: na água que se ferve para fazer a sopa, nos alimentos no prato, ou até no fabrico do pão e nos molhos e enlatados: tudo isto porque nos acostumámos há muito ao sabor do sal e viciámos o nosso paladar, com o bacalhau, os enchidos o presunto, salmoura, salgadinhos, amendoins ou pevides com sal, aperitivos salgados, manteiga e pão com sal, etc.
Ingerimos assim mais de 15 a 20g de sal por dia, quando o recomendado é menos de 5g] dia!
Até às crianças somos nós que lhes incutimos o sabor do sal, ao apaladar-lhes a nosso gosto as primeiras sopinhas (logo que elas parecem não gostar, quando choram pela marninha da mamã).
O sal a mais facilita o aparecimento de hipertensão arterial (sobretudo se na família já houver essa tendência) e agrava-a quando ela já existe. Contribui também para a falta de ar, e para o edema (inchaço das pernas e do abdómen) dos doentes do coração já com insuficiência cardíaca e também nos doentes com cirrose alcoólica do figado ou doença renal (síndrome nefrótico).
Deve pois reduzir muito a quantidade de sal ingerida por dia, embora deva tentar fazê-lo de forma gradual, isto é, ao longo de dois ou três meses - pois assim será muito mais fácil a adaptação aos novos sabores (doutro modo a rejeição pode ser grande!. .. ). E retire o saleiro da mesa tanto em casa como no restaurante.
Havendo tantos temperos bons em Portugal, porquê recorrer àquele que faz mal ao coração? Faça experiências culinárias adicionando aos alimentos ervas aromáticas, especiarias ou frutos,coentros, hortelã, poejos, alecrim, estragão, noz moscada, mostarda ou pickles (preparados em casa), limão, vinagre, fatias de laranja ou de ananás, cerejas, açafrão, cebolinho, caril, pimenta, piri-piri, etc., etc.
Todos eles podem substituir o sal com grande vantagem, para a saúde e para o paladar  

2. Reduza o consumo de álcool (vinho ou cerveja, "bebidas brancas" ou "licores") com que pensa "abrir o apetite" ou "facilitar a digestão".
O álcool, para além de ajudar á elevação da "tensão arterial, também favorece o cancro do esófago e da orofaringe, e facilita os acidentes (na condução ou no trabalho) e a vioência doméstica ou nas ruas. Contribuí ainda para o excesso de peso e a obesidade (pelas calorias) causa cirrose do fígado e até doenças mentais, tanto nos que bebem como nos futuros filhos. Interdito às grávidas! E até aos candidatos a pais e mães que apostam em ter um filho, para que ele venha a ser mais saudável, É fortemente desaconselhado em menores de 18 anos, mais ainda no sexo feminino  estamos a ter casos de coma alcoólico nas jovens em discotecas.
Se costuma beber, o conselho é não beber mais que 3 dl de vinho por dia, (tinto de preferência, por conter antioxidantes e polifenois), ou duas cervejas. Não beba se vai conduzir, ou outro trabalho exigindo boa coordenação dos seus movimentos e da sua visão.

3. Aumente a ingestão de vegetais: todas as "verduras", legumes, fruta e cereais. Os alimentos vegetais são ricos em fibras vitaminas, sais minerais e antioxidantes (bons para a saúde) e contêm muito menos calorias por grama (por isso ajudam a diminuir o peso), melhoram as funções intestinais (evitando a prisão de ventre, a diverticulite e a apendicite, e também o cancro do cólon) e reduzem a absorção de colesterol. São muito mais ricos e saborosos se cozidos ao vapor ( o que também ajuda muito a evitar o sal).
Devemos por isso usar vegetais sob a forma de sopa, gaspachos ou saladas, comer mais pão de mistura esmo integral, de centeio ou broa (têm mais fibra), comer cereais sem açúcar (ao pequeno almoço, com leite magro!)
O terceiro componente no prato principal deve ser "verde" (carne com batatas e esparregado, peixe com arroz e feijão verde, ou couve, espargos, rabanetes, etc.), e não esqueça comer fruta à sobremesa (em vez de doce), ou no intervalo das refeições (para evitar a fome, se o intervalo é grande) - p. expl., uma maçã a meio da manhã e outra a meio da tarde 4, com pão ou tosta.

4. Reduza as gorduras, sobretudo as "saturadas", isto é: evite a gordura da carne (retire-a ou use carnes magras p. ex. de aves e sem pele), corte no toucinho, manteiga, leites e queijos gordos, ovos molhos fritos (sobretudo as batatas fritas, que são gordura revestida  de sai . etc.: As gorduras são os alimentos rnais ricos em calorias jJe o que favorecem a obesidade, a hipertensão e a diabetes e as saruradas são as mais perigosas para o colesterol, Prefira por isso carnes brancas (frango o peru, retirando-lhe a pele) gorduras e óleos de natureza vegetal [azeite", milho, girassol, soja, que são gorduras insaturadas), e prefira as margarinas moles (porque as duras ficaram alteradas pela preparação industrial). O azeite parece ser de todas a melhor" (é componente muito importante da nossa dieta mediterrânica).
A fritura também altera - para mal- as gorduras, quer por temperatura excessiva, quer por uso repetido (não fritar mais de três vezes com a mesma gordura e usar azeite ou óleo de amendoim).Mas prefira os alimentos cozidos, grelhados ou preparados no forno de micro- ondas.
A gordura do peixe é também insaturada, e é rica em ácidos gordos ómega-3 e ómega-6, e portanto mais saudável- aliás deve comer peixe pelo menos três vezes por semana.
Evite ainda outros alimentos ricos em gordura, tais como salsichas, fiambre, presunto, "mayonnaise", batatas fritas, bolos de pastelaria ou salgadinhos, e chocolate.
Recorde-se de que "gordura é sempre gordura" e portanto o excesso engorda sempre. É verdade que alguma é necessária na nossa alimentação, pois facilita a absorção das vitaminas A, D, E, e K, mas contudo, quando em excesso, mesmo as gorduras que chamamos de "boas" ajudam a pesar mais, facilitam a diabetes, e elevam o colesterol e a tensão arterial (e podem facilitar alguns cancros).

5. AUMENTE o consumo de leite
(para meio litro de leite magro por dia) dado o seu valor nutritivo e a riqueza em cálcio (fortifica os ossos e previne a osteoporose). Recorde todavia o que já dissemos sobre gorduras: por isso prefira leite magro, iogurtes magros, e queijos magros!

6. EVITE o consumo de açúcar puro, notadamente no leite, chá ou café. Modere os refrescos, doces, bolos, chocolate ou rebuçados. E se abusar um dia (por que é de festa") passeie no dia seguinte o dobro do tempo.
Habitue-se ao sabor natural dos alimentos e das bebidas, e se precisar de usar substitutos do açúcar ("adoçantes"), faça por variar a marca (para evitar o excesso de qualquer deles, sacarina, aspartato, ciclamato, etc.).
Se é desportista e precisa de mais calorias por maior actividade, use então hidratos de carbono "complexos" - batatas arroz farinhas, massas e pão de mistura - em vez de açúcar.

7. Saiba que a alimentação correcta e equílíbrada - chamo- lhe "alimentação inteligente" ou equilibrada - além de promover a saúde e o bem estar, ajuda concretamente a evitar várias doenças:

• Obesidade e excesso de peso: reduza as calorias totais, as gorduras e os açúcares, e aumente a atividade física diária.
• Hipertensão (ou mesmo prê- hipertensão) - reduza muito o sal, passeie a pé, controle obesidase, e meça a tensão!
• Hipercolesterolémia, hiper- trigliceridémia e aterosclesore (coronária, cerebral, dos membros, etc.) - controle a obesidade e a hipertensão, e evite alimentos ricos em colesterol (gorduras animais, produtos lácteos gordos, como a manteiga e o queijo gordo, ovos, miolos, etc.) Aumente o consumo de fibras vegetais e anti-oxidantes (mais legumes, frutas, cereais e peixe). Evite o cigarro que ás vezes apetece no final das refeições: pare de fumar e aproveite para dar um pequeno passeio a pé (digamos meia hora)!
• Diabetes (ou mesmo pré- diabetes) - reduza o consumo de hidratos de carbono (particularmente açúcar e confeitaria), controle o peso e não esqueça o "passeio higiénico" diário.
• Cancros - reduza o sal (estõmago), o álcool (esófago e orofaringe) e as gorduras (mama, cólon, recto, útero e ovários) e aumente as fibras vegetais (cólon, recto, mama). O tabaco, tendo em conta a profusão de substáncias cancerigenas presentes no fumo do cigarro, potencia praticamente todos os cancros ( com particular destaque para o pulmão e a laringe).
• Osteoporose - aumente a atividade  fisica e a ingestão de produtos lácteos magros (o mais importante é o seu conteúdo em cálcio), reduza o álcool, e o café, e corte com o tabaco!

8. Se as calorias da dieta são muito importantes para si porque é obeso, diabético ou doente do coração, ou porque tem colesterol ou triglicéridos aumentados no sangue (maior que 190 ou 150, respectivamente) ou ainda, se é diabético ou doente renal, habitue-se a calcular o valor calórico das suas refeições e as exigências, em termos de calorias, da sua actividade física. Procure (exija!) que os alimentos comercializados incluam rótulos ou etiquetas com a sua composição em calorias, gorduras (e sua natureza), hidratos de carbono, proteínas, vitaminas e sais minerais (sódio, ferro, iodo, etc.).
Em boa verdade a gordura não deve exceder 30% das calorias da nossa alimentação diária (as
saturadas menos que 10%) e o colesterol diário não deve exceder 300 mg (o total de uma gema de ovo).
Há tabelas com a indicação das calorias presentes em cada tipo de alimentos, e a energia aproximada que se gasta em cada tipo de actividade física'. Em termos genéricos, pode dizer-se que o equilíbrio dieta/ exercício deverá permitir manter um peso em quilos igual ou menor que o número de centímetros que mede acima do metro (p. ex. :::; 60 Kg para 1,60 m) ou então um índice de massa corporal  entre 18 e 25 Kg/m23' (cintura abdominal < 94cm para os homens e < 80cm para as mulheres).

9. Pensando em termos económicos, saiba que a alimentação que chamei de "inteligente" é muito mais rentável, em termos de custo/ beneficio, não só por o manter, a si e aos seus, vivo, saudável e com boa capacidade de trabalho, como também porque estes conselhos
dietéticos
- que a Organização Mundial de Saúde recomenda - podem ser seguidos sem aumentar a despesa: a verdade é que comer todos os dias 400gr de vegetais, saladas, sopas e fruta (da estação, produzidos na sua zona) com pão de mistura e cereais, e carne e produtos lácteos com moderação (magros!), peixe e pouco sal, e pouco álcool, poucos molhos ou doces,- tudo em conjunto não aumenta a despesa com a alimentação e poupa muito em saúde!
Acresce, no que respeita aos alimentos comercializados, que o aumento da procura implica maior produção e consequente baixa de preços. O consumidor, mesmo sem o saber, tem grande importância nas orientações do mercado para uma alimentação mais saudável (exigindo p.e. pouco sal- cloreto de sódio - a começar pelo pão!, onde até já temos uma lei (simbólica, mas pouco exigente ... ).

10. Repetindo que somos o que comemos (e o que bebemos), o meu último conselho é um apelo: peço a todos os responsáveis pela alimentação de terceiros  pessoas individuais, grupos, famílias, ou empresas que contribuam, com pequenas, mas graduais e progressivas, transformações (optando por mais verduras, peixe e leite magro, e menos sal e menos gorduras) para que a alimentação de todos se torne mais saudável! Em boa verdade, a saúde de todos eles, e portanto as suas vidas, estão em grande parte nas vossas mãos! (ou nas vossas receitas).

Mães - Habitualmente as mais responsáveis pela qualidade, quantidade, periodicidade, diversidade e tempo das refeições familiares. A propósito não esqueça que os bebés devem beber o leite da mãe até, pelo menos, aos 6 meses ou mais tarde se o pediatra concordar(e não devem ser iniciados no consumo de sal, isto é, não lhe ponham sal nas
sopinhas - começam logo a viciálos!).

E quando as suas sub-20 crescerem, se começarem a não comer ou a exagerar no exercício físico, para queimar calorias, ATENÇÂO! fale com o médico de família - talvez seja necessário consultar e ter apoio multidisciplinar: pedopsiquiatra, nutricionista e psicólogo, porque a anorexia nervosa existe, faz sofrer e pode matar!

Cozinheiros(as)em hotéis, pensões, casas residenciais ou particulares. (por favor, para além de tudo o que atrás já dissemos), usem ã mesa, enquanto as pessoas aguardam com fome (e em vez do pão com manteiga) usem vegetais como aperitivo: rabanetes, fatias  ou talos de rábano, cenoura ou nabo, azeitonas não salgadas, ou saladas com azeite]".

Responsáveis por cantinas e refeitórios nas escolas, quarteis, empresas, hospitais, prisões

(reduzir pelo menos a metade o sal (e mais tarde ¼), as gorduras e os hidratos de carbono e aumentar para o dobro os vegetais e a fruta).

Comerciantes, industriais, agricultores e governantes- com as escolhas, a rotulagem, os preços, a publicidade, os incentivos e os impostos, ajudem a tornar mais fáceis de seguir, as opções mais saudáveis - e que estas sejam também as mais baratas de comprar.

Política fiscal precisa-se: IVA mais baixo nos produtos alimentares mais saudáveis, e mais alto nos prejudiciais.

Todos os Profissionais de Saúde
- com destaque para os clínicos gerais/médicos de família, nutricionistas e dietistas, e demais técnicos de saúde - esclareçam, forneçam textos escritos, e estimulem a actividade física e o bom controlo do peso.

Organizações Não Governamentais relacionadas com a Saúde, Farmácias e Farmacêuticos, e / toda a Comunicação Social:
atenção constante para estes problemas, e larga disseminação destas e outras mensagen
s,
sobretudo a problemática do exercício e da alimentação porque nós somos, de facto, o que comemos e o que bebemos! ... E o que não nos mexemos!!!

Estes são conselhos do Prof. Fernando de
Pádua,

Presidente da Fundação Professor
Fernando de Pádua e do
Instituto Nacional de Cardiologia Preventiva.

 

Publicado nos números 123 e 124 do Jornal "A VOZ DOS REFORMADOS"

 

 

terça-feira, 25 de junho de 2013

Reformas de "miséria" !?









Imagens tiradas da internet

O Bando de reformados governa o País !!
«O destino do país está na mão de aposentados. O presidente Cavaco Silva, a
primeira figura do Estado, é reformado. A segunda personalidade na
hierarquia protocolar, Assunção Esteves, é igualmente pensionista. Também
nos governos nacional e regionais há ministros que recebem pensão de reforma
como Miguel Relvas ou até Alberto João Jardim. No Parlamento, há dezenas de
deputados nesta situação. Mas... também muitas câmaras são presididas por
reformados, do Minho, ao Algarve, de Júlia Paula, em Caminha, a Macário
Correia, em Faro.
É imensa a lista de políticos no activo que têm direito a uma pensão.
Justificam este opulento rendimento com o facto de terem prestado serviço
público ao longo de doze anos ou, em alguns casos, apenas oito. Esta
explicação não convence, até porque uma parte significativa deste bando de
reformados não só não prestou qualquer relevante serviço à nação como ainda
utilizou os cargos públicos para criar uma rede clientelar em benefício
próprio. Foi graças a esta teia que muitos enriqueceram e acederam a funções
para que nunca estiveram curricularmente habilitados. A manutenção até hoje
destes privilégios e prebendas é inaceitável, em particular nos tempos de
crise que atravessamos. Sendo certo que a responsabilidade por este
anacronismo não é de nenhum destes políticos e ex-políticos em particular -
também é verdade que todos têm uma culpa partilhada por não revogarem este
sistema absurdo que atribui tenças milionárias à classe que mais vem
destruindo o país. Urge substituir este modelo pelo único sistema admissível
que é o de que os titulares de cargos públicos, quando os abandonam, sejam
indemnizados exactamente nos mesmos termos que qualquer outro trabalhador.
E que passem a reformar-se, como todos os restantes cidadãos, quando a
carreira ou a idade o permita. É claro que dirigentes habituados a acumular
reformas de luxo com bons salários jamais compreenderão os problemas dos que
têm de viver com salários de miséria; ou sequer entenderão as dificuldades
dos que sobrevivem apenas com pensões de valor ridículo. Não serão
certamente estes reformados de luxo que conseguirão proceder às reformas
estruturais de que Portugal tanto está a precisar.»


Paulo Morais, Professor Universitário
   
 

sexta-feira, 21 de junho de 2013

Economia

 
 
Idosos: maioria das pensões só chega para pagar a casa
CES denuncia casos de pensões inferiores a 500 euros em que as despesas mensais dos reformados ascendem em média a 781 euros
Três em cada quatro idosos portugueses têm reformas e pensões abaixo dos 500 euros, o que lhes permite apenas pagar as despesas com a habitação, revela um estudo do Conselho Económico e Social (CES) citado pela Lusa.

Baseando-se nos dados do Instituto Nacional de Estatística 2010/2011, o estudo «Envelhecimento da População Portuguesa: dependência, ativação e qualidade» analisou as despesas anuais de acordo com o rendimento médio das famílias e a sua composição.

As despesas dos agregados familiares constituídos por um idoso estão estimadas em 9.379 euros anuais, ou seja, 781 euros mensais, refere a análise, que serviu de base ao parecer do CES sobre «As consequência económicas, sociais e organizacionais decorrentes do envelhecimento da população».

Segundo o Censos 2011, vivem em Portugal 2,023 milhões de pessoas com 65 anos.

«Se tivermos em consideração que cerca de 1,5 milhões de aposentados e reformados têm reformas e pensões abaixo de 500 euros», esta população, em média, «só conseguiria garantir com os seus rendimentos o pagamento das despesas de habitação», salienta.

Sublinha ainda que «só 12 a 15% dos pensionistas de velhice da Segurança Social terão pensões que permitam cobrir as despesas mensais».

Dados apresentados no estudo indicam que, em geral, os idosos têm rendimentos inferiores ao da população empregada, sendo a principal fonte de rendimento a pensão ou reforma.

Os dados adiantam que 84,1% dos pensionistas de velhice da Segurança Social tem uma pensão mensal inferior a 500 euros e apenas 6% têm uma pensão superior a 1.000 Euros.

Nos reformados da Caixa Geral de Aposentações, 21% tem reformas abaixo dos 500 euros, enquanto 50% tem reformas acima de 1.000 euros.

«Em Portugal, a população idosa é um dos grupos mais desfavorecidos em termos económicos», afirma a análise, acrescentando: «Conforme se vai avançando nas idades, o agravamento do risco da pobreza é maior, apresentando a população de 75 e mais anos um risco de pobreza que atinge 24,4%, sendo na União Europeia apenas de 20,3%».

Até 2007, a população idosa tem uma taxa de participação relativamente elevada na atividade económica, após ter atingido a idade da reforma ou até mesmo após se ter reformado ou aposentado.

«Nos últimos anos, com o início da crise de 2008, tem vindo a verificar-se uma quebra no emprego de idosos», sublinha.

O estudo salienta a importância da participação da população idosa no mercado de trabalho, constituindo «uma vertente importante na promoção do envelhecimento ativo, na redução da pobreza, que afeta desproporcionadamente os idosos desempregados e pensionistas e na melhoria da sustentabilidade dos sistemas de pensões».

A solidão, falta de rendimentos e a inatividade constituem fatores de risco para os idosos, em termos de necessidades acrescidas de serviços de saúde e de bem-estar.

Nesse sentido, o estudo defende que «o desenho das políticas de educação, sociais e de saúde devem ter em conta as projeções das necessidades da população em matéria de serviços sociais e de saúde».

É necessário «um olhar atento relativamente às projeções demográficas para Portugal, tanto ao nível da intensidade do movimento populacional e das suas estruturas etária no médio e longo prazo como no plano das profundas alterações nas estruturas familiares no nosso país».

quarta-feira, 12 de junho de 2013

Aministraçãp Pública


1º ENCONTRO DE APOSENTADOS  DA Administração Pública

Resolução

Por uma aposentação digna Contra o roubo das pensões



Ao longo da última década e meia, os aposentados/reformados da Administração Pública, assim como os trabalhadores do ativo, têm sido vítimas de uma política de terrorismo social, cuja violência aumentou de forma inimaginável após a assinatura dos memorandos entre as troikas nacional e estrangeira: UE/FMI/BCE e PS/PSD/CDS-PP. E a entrada em funções do governo PSD/CDS, em 2011, aprofundou ainda mais essa violência, com as gravosas e antipatrióticas alterações que vem efetuando a tais memorandos, roubando pensões, salários e outros direitos dos  aposentados/reformados e dos trabalhadores em geral, para favorecer o grande capital financeiro e permitir a continuidade da concentração da riqueza nas mãos de uma minoria.
Os aposentados/reformados da Administração Pública eram, no final de 2012, 462.446 (254.625 homens e 207.821 mulheres), sendo que 341.974 (79%) eram da Administração Central e Regional. Havia ainda 140.821 (119.821 mulheres) pensionistas a receber a pensão de sobrevivência e de
sangue.
No período 2000 - 2013, só em 2009, ano de eleições, é que as pensões tiveram uma atualização superior à inflação, pois em todos os outros anos o aumento de preços foi superior à atualização das pensões, o que causou a perda contínua do poder de compra e, nos últimos anos, mesmo das
pensões ilíquidas.
Com efeito, a partir de 2010, todas as pensões foram congeladas, com exceção de apenas dois mais baixos dos cinco escalões das pensões mínimas (valores inferiores a 251 € mês), tendo-se verificado, em 2012, o confisco inconstitucional de uma parcela ou da totalidade dos subsídios de férias e de Natal, com a conivência do Tribunal Constitucional. Idêntica situação não se repetiu em 2013 em relação ao subsídio de férias, porque o Tribunal Constitucional, ao contrário do ano anterior, não fez novo “frete” ao governo e não suspendeu a aplicação da Constituição durante este ano.

Junho de 2013

 

sábado, 8 de junho de 2013

Carta de um(a) Reformado(a)

Transcrevemos na integra, tal como recebemos, carta de um(a) Reformado(a).
A foto(em cima) pertence aos arquivos fotográficos da URPIT.
Reformados.....Obrigado, Querido Governo!


Agradeço ao governo pelo que tem feito pelos reformados, pois eles
não precisam de aumento (e podem muito bem viver sem 13º e 14º mês), pois não pagam luz, gás, rendas, remédios ou alimentação, como o resto da gente - nem precisam de ajudar, cada vez mais, os filhos e netos no desemprego, que todos os meses aumenta e que nunca se sabe quando irá melhorar.

Tudo lhes cai do céu, ao contrário de alguns outros, parlamentares, ministros, autarcas, etc., que têm de trabalhar duro para conseguir o pouco que têm.

O Aposentado só trabalhou, duramente, por 30, 35, 40 ou mais anos,
descontando anualmente sobre 14 salários durante esses anos todos para uma Segurança Social que hoje o acha culpado de todos os males...

O Reformado  tem a teimosia de sobreviver à falta de respeito e
incompetência, pois já não se precisa mais dele, agora que ninguém
quer o seu trabalho; o Governo julga-o um vagabundo que só serve para receber o valor da reforma e, por isso, vai-lha tirando, passo a passo, por agora.


Depois, a única greve que os reformados podem fazer é a de nunca mais morrerem e entupirem um pouco mais os hospitais públicos, com suas doenças e achaques.

Cordiais saudações.

Nós, os reformados, agradecemos o carinho e respeito deste Governo - afinal, não optaram pela "solução final". Quando será ?

 

 

terça-feira, 4 de junho de 2013

Portugueses vivem mais anos




Em 2011, o valor da esperança média de vida à nascença foi estimado em 79,45 anos

 

O Instituto Nacional de Estatística (INE) confirmou em 29 de maio de 2013   o aumento da esperança média de vida à nascença em 2012, face a 2011, para 79,78 anos.
O aumento da esperança média de vida confirma o valor provisório avançado em novembro e que deu origem a um corte de 4,78% nas pensões a partir de janeiro deste ano por via da introdução do fator de sustentabilidade.
Em 2011, o valor da esperança média de vida à nascença foi estimado em 79,45 anos.
De acordo com o INE, em 2012, a esperança de vida estimada aos 65 anos foi de 18,84 anos para ambos os sexos, sendo de 16,94 anos para os homens e de 20,27 anos para as mulheres.
O valor da esperança média de vida à nascença, por sua vez, foi estimado em 79,78 anos para ambos os sexos, sendo de 76,67 anos para os homens e de 82,59 anos para as mulheres.
A atualização anual do valor das novas pensões surge por via da introdução do fator de sustentabilidade na legislação em vigor e que o Governo já anunciou pretender alterar.
“Este fator expressa a relação entre a esperança média de vida aos 65 anos em 2006 com a que foi obtida no ano imediatamente anterior ao do início da pensão”, explica a legislação.
Para compensar este corte, os beneficiários da Segurança Social podem optar por ficar mais tempo ao serviço, fazer mais descontos ou reforçar os descontos para regimes complementares.
Assim, de acordo com a atual fórmula de cálculo, um trabalhador que se reforme em 2013 e tenha uma carreira contributiva entre 15 e 25 anos de serviço poderá optar por trabalhar mais 14 meses e meio de forma a evitar o corte de 4,78% no valor da sua pensão.
No caso de carreiras contributivas mais longas, os meses necessários para compensar o corte são inferiores: 10 meses no caso de carreiras entre os 25 e os 34 anos, sete meses, entre 35 e 39 anos, e 5 meses para carreiras com mais de 40 anos.
Na carta enviada à ‘troika’ a 3 de maio, dirigida a Durão Barroso, Mario Draghi e Christine Lagarde, Pedro Passos Coelho falava de um "aumento da idade de reforma dos 65 para pelo menos os 66 anos de idade através da alteração da fórmula que ajusta o aumento da esperança de vida – i.e. o fator de sustentabilidade".

Desde então o Governo não adiantou, contudo, mais pormenores sobre este assunto.

Lusa