terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

19º Aniversário

















No dia 12 de Fevereiro, realizou-se na Escola do Ensino Básico 2/3 de Tortosendo, uma iniciativa organizada pela União de Reformados, Pensionistas e Idosos da Freguesia de Tortosendo que teve como objectivo principal a comemoração do 19º aniversário desta Associação.
Participaram mais de 150 associados e, em resposta a convite formulado, estiveram representadas os principais organismos colectivos da freguesia, foram também presentes a Junta de Freguesia de Tortosendo, Junta de Freguesia de S. Maria da Covilhã, Câmara Municipal da Covilhã, Confederação Nacional de Reformados (MURPI) , Inter – Reformados do Distrito de Castelo Branco, Sindicato Têxtil da Beira Baixa e Comandante do Posto de Tortosendo da GNR.
O programa de aniversário e dividiu-se em três partes:
Intervenções –
Do Presidente da Direcção da União de Reformados, Pensionistas e Idosos da Freguesia de Tortosendo, Gabriel Carrola; do presidente da Junta de Freguesia de Santa Maria, António Rebordão; do secretário da Junta de Freguesia de Tortosendo, Mário Lino; do presidente da Confederação Nacional de Reformados (MURPI), Casimiro Menezes e do presidente da Câmara Municipal da Covilhã, Carlos Pinto.
Assinatura de Protocolo –
Entre a Junta de Freguesia de Santa Maria, entidade responsável pelo organismo denominado “Espaço das Idades”, e a União de Reformados de Tortosendo, foi assinado um protocolo de cooperação.
Animação Musical –
Seguidamente actuaram o Orfeão da Liga dos Amigos de Tortosendo (LAT), O Grupo de Cantares do “Espaço das Idades de Santa Maria” , com música popular portuguesa, e por fim o Grupo “Lua Nova” que cantou temas dos Madre de Deus e Zeca Afonso.
Beberete -
O programa de aniversário culminou, no refeitório da Escola, com um amplo convívio de todos os participantes, sócios e convidados num beberete onde não faltou o Bolo de Aniversário e se cantou os parabéns pelos 19º aniversário da URPIT.















sábado, 5 de fevereiro de 2011

Opinião



CORREIO PARA OS AVÓS E PARA OS NETOS



Por Luís Duarte Patrício
Médico Psiquiatra


OS AVÓS TÊM VALOR
Há avós e netos que têm a sorte de poder conviver.
È natural que os avós desejem a companhia dos netos que lhes transmitem alegria. E muitos sabem criar oportunidades para partilhar essa companhia.
Também há netos que são educados a valorizar a companhia que fazem aos avós.
Os netos obtêm mais saber quando são educados em convívio com os avós, beneficiando da experiência da sua vida e da partilha dos seus afectos.

OS AVÓS E AS AJUDAS
Há avós que facultam aos netos benefícios materiais que não puderam dar aos seus filhos ou que, por razões de educação e de sentido da realidade não quiseram dar.
Há avós que têm de perceber as necessidades e as eventuais dificuldades que têm os filhos, para educarem os seus netos.
Podem e devem ser colaboradores na educação dos netos, começando por reforçar a boa educação transmitida pelos pais e ajudando os netos a estimar e a gerir os bens recebidos.
Desse modo já contribuem para que os netos recebam uma sólida educação.

OS AVÓS E A SOLIDÃO
Há avós que sofrem bastante com o abandono e com a solidão.
Há avós que procuram garantir a companhia de um neto, a troco de dinheiro ou de outros bens.
O excesso de dinheiro e de bens desnecessários, diminui a capacidade de crítica, face ao consumismo.
Os avós têm que se lembrar que o consumismo provoca, aumenta, o desejo de gastar.
Há netos mal-educados que percebendo a situação abusam da solidão e necessidades dos avós.
Avós, netos e pais, têm de estar atentos para prevenir estas situações.

EDUCAR É VALORIZAR
Há cada vez mais avós.
Há crianças que têm a sorte de passear com os avós e até de ouvir histórias que eles lhes contam.
Há adolescentes que têm a sorte de ouvir as boas experiências e experiências menos boas da vida dos avós.
O avô que educa, ajuda a reflectir sobre o apelo para o consumismo.
Mas há avós que oferecem excesso de guloseimas, brinquedos e dinheiro. O excesso é disparate. Um avô não é uma criança idosa que promove disparates.
Nunca se esqueça que os avós são um valor na família, um bem com muita experiência para partilhar.
Educa quem ensina os netos a respeitar o valor dos bens.

OS NETOS, OS AVÓS, O DINHEIRO E A PREVENÇÃO
Os avós devem procurar saber como é que os seus netos, crianças ou adolescentes, gastam o dinheiro que lhes é oferecido.
E os pais dos netos devem ter conhecimento das ofertas de dinheiro que os seus filhos recebem.
Sabendo o que se passa, podem contribuir para prevenir o mau uso do dinheiro.
Por isso, nem os avós, nem os netos, nem os pais, devem fazer segredo das ofertas de dinheiro ou de outros bens.

NÃO SEI O QUE LHE OFEREÇA
Não quer gastar tempo a pensar o que oferecer a alguém?
Será que até já pensou em despachar a prenda com dinheiro?
Tratando-se de um neto, será que ele está educado para gerir bem esse dinheiro? Onde é que o irá gastar?
Ocorreu-lhe perguntar aos pais do que é que ele tem necessidade?
Lembre-se que uma prenda segura e com futuro não é a oferta de uma nota, mas pode ser a oferta de bons livros.
Ofereça livros. Se o neto não gostar, pode trocar.
E não se esqueça, por amor ao neto e à sua educação cívica, de o estimular a agradecer, a dizer voluntaria e naturalmente: obrigado.
Assim ficará o avô mais sossegado porque ajudou a educar e o neto ficará mais reforçado na educação e assim sendo mais valorizado como cidadão.

sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

Elogio da Dialética


Bertolt Brecht
A injustiça avança hoje a passo firme
Os tiranos fazem planos para dez mil anos
O poder apregoa: as coisas continuarão a ser como são
Nenhuma voz além da dos que mandam
E em todos os mercados proclamam exploração;
Isto é apenas o meu começo
Mas entre os oprimidos muitos há que agora dizem
Aquilo que nós queremos nunca mais o alcançaremos
Quem ainda está vivo não diga: nunca
O que é seguro não é seguro
As coisas não continuarão a ser como são
Depois de falarem os dominantes
Falarão os dominados
Quem pois ousa dizer: nunca
De quem depende que a opressão prossiga? De nós
De quem depende que ela acabe ? Também de nós
O que é esmagado que se levante
O que está perdido, lute!
O que sabe ao que se chegou, que há aí quem o retenha
E nunca será: ainda hoje
Porque os vencidos de hoje são os vencedores de amanhã.
Bertolt Brecht

quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

ABAIXO - ASSINADO



Inter-Reformados protesta contra o congelamento das pensões


- Exigimos pensões dignas contra a pobreza e exclusão social
- Condenamos o aumento do preço dos medicamentos, com redução de comparticipação do Estado
- Condenamos a retirada ou redução de apoios sociais
- Condenamos o aumento das taxas moderadoras no SNS
- Condenamos o aumento da taxa do IVA, provocando o aumento de bens e serviços necessários.
Assine

quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

Sociedade


2011 Ano de Luta contra as injustiças Sociais
Este ano de 2011 inicia-se sob o signo da austeridade para a grande maioria dos trabalhadores e reformados portugueses e de abastança para os grandes grupos económicos e financeiros portugueses.
Portugal apresenta o segundo valor mais alto do índice de desigualdade social da União Europeia, logo a seguir à Letónia e ex-aequo com a Bulgária e Roménia, segundo a revelação de um estudo divulgado pelo Observatório das Desigualdades. A actual situação social e económica do nosso país é fruto da políticas e opções erradas tomadas há mais de duas décadas e acentuadas pela política de direita do Governo PS,
Quem não se lembra que durante a década de governação de Cavaco Silva, a troco de recebimento de avultados fundos comunitários, o Governo português aceitou matar a agricultura, criando maior dependência do exterior e agravando o défice da balança agro-alimentar, também desmantelou a frota pesqueira e destruiu a indústria portuguesa, tornando deste modo mais frágil o tecido produtivo arrastando consigo milhares e milhares de desempregados, muitos dos quais pré-reformados.
Quem não se lembra da governação do Partido Socialista, quer com Guterres que acentuou aceleradamente o nosso défice externo e com Sócrates que, a pretexto da correcção do défice orçamental, aumentou os impostos, congelou o aumento dos salários e das reformas e reduziu drasticamente o investimento público e gerou escandalosamente o desemprego.
Fica assim provado que esta política de alternância política tem conduzido o nosso país para um beco sem saída.
Porque uma política que privilegie directa ou indirectamente os grandes grupos financeiros agrava a situação de milhares e milhares de trabalhadores e reformados portugueses.
Porque a política de direita praticada por aqueles governantes acentuam a injustiça social, lançam mais pessoas na pobreza, com especial incidência entre as crianças e os idosos, a somar aos restantes trabalhadores e desempregados atingindo actualmente mais de 2 milhões de pobres em Portugal.
O Orçamento de Estado de 2011 aprovado pelo PS com a cumplicidade do PSD é uma peça contendo medidas de austeridade, que vão desde cortes salariais, congelamento das das reformas e pensões, redução dos apoios sociais, aumentos acentuado de impostos e o consequente agravamento do custo de vida; este é o verdadeiro programa de austeridade para os que menos têm, ao mesmo tempo que os lucros financeiros da banca e dos grandes grupos económicos florescem, beneficiando de isenções e reduções fiscais decididas pelo Governo.
Contra esta situação temos que resistir e lutar, derrotando o conformismo e a inevitabilidade, expressando por todos os meios o nosso descontentamento e protesto, e criando condições para uma verdadeira alternativa política de esquerda que defenda os interesses de quem trabalha e proteja e respeite a dignidade daqueles que ao longo das suas vidas trabalhando contribuíram para o aumento da riqueza do nosso país.
Para todos os que acreditam que é possível mudar: Um Bom Ano!
Por: Casimiro de Menezes
Em: A Voz dos Reformados

sábado, 15 de janeiro de 2011

19º Aniversário

19º Aniversário da nossa Associação
No dia 12 de Fevereiro vamos comemorar mais um aniversário.
Divulgamos, hoje, o programa das comemorações e para o qual convidamos todos os associados a participarem nesta efeméride.

terça-feira, 4 de janeiro de 2011

Saúde





Artrite

A palavra artrite significa literalmente inflamação da articulação, mas frequentemente é utilizada para se referir a um grupo de mais de 100 doenças reumáticas que podem causar dor, enrijecimento e edema das articulações. Estas doenças podem afectar não somente as articulações mas também outras partes do corpo, incluindo estruturas tão importantes como músculos, tendões, ossos, ligamentos e diversos órgãos internos.

O que causa artrite?

A dor da artrite decorre de diferentes factores, dentre eles: inflamação da membrana sinovial, dos tendões, dos ligamentos, das fibras musculares, e fadiga. A combinação destes factores contribui para a intensidade da dor.

A intensidade da dor na artrite varia grandemente de indivíduo para indivíduo. Cada pessoa possui um limiar diferente para a dor, o que depende de aspectos físicos e emocionais – depressão, ansiedade, e até mesmo hipersensibilidade nos locais afectados pela artrite.

Como é feito o tratamento?

Não existe um tratamento único que possa ser aplicado a todas as pessoas com artrite. Cabe ao profissional de saúde que está prestando a assistência desenvolver uma abordagem específica para minimizar a dor e melhorar o funcionamento das articulações. Relacionamos abaixo algumas medidas que podem ser utilizadas para aliviar a dor a curto prazo:

Medicações: uma vez que as pessoas com osteoartrite possuem uma inflamação pequena e discreta, já se consegue alívio da dor com o uso de analgésicos como o paracetamol. Os pacientes com artrite reumatóide geralmente apresentam dor causada por inflamação e em geral se beneficiam mais com o uso de aspirina ou outros antiinflamatórios não-hormonais, tais com oibuprofeno, meloxicam, diclofenaco e etc.
Aplicação de calor e gelo: a decisão de utilizar calor ou gelo na artrite depende do tipo de artrite de deve ser discutida com o(a) médico(a). Compressas de calor no local da dor por cerca de 15 minutos aliviam a dor. Compressas geladas pelo mesmo período reduzem o edema e a dor. Na presença de problemas de circulação, não utilizar compressas geladas.
Protecção da articulação: talas ou tipóias podem ser úteis, seguindo sempre as recomendações do(a) médico(a).
Massagem: quando aplicada adequadamente e por pessoa habilitada, aumenta o fluxo sanguíneo e relaxa a área tensa. Contudo, as articulações inflamadas são muito dolorosas, e o fisioterapeuta deve estar bastante familiarizado com a doença subjacente.
Acupuntura: este procedimento só deve ser realizado por um profissional habilitado. Acredita-se que a acupuntura provoca a libertação de substâncias químicas naturais produzidas pelo sistema nervoso (endorfinas), aliviando a dor.
O que pode-se utilizar para aliviar a dor a longo prazo?

Anti-inflamatórios não-hormonais (AINH): esta classe de medicamentos, que inclui a aspirina e o diclofenaco, é utilizada para reduzir a inflamação e pode ser utilizada tanto no tratamento a curto quantoa longo prazo para aliviar a dor em pacientes vítimas de osteoartrite ou artrite reumatóide.
Anti-reumáticos: estes medicamentos são utilizados para tratar pacientes com artrite reumatóide que não obtiveram bons resultados com o uso de AINHs. Fazem parte deste grupo: metotrexate, hidroxicloroquina, penicilamina e injeções de ouro. Acredita-se que estas drogas influenciem e corrijam anormalidades do sistema imune responsáveis por doenças como a artrite reumatóide. O tratamento com estes remédios exige um monitoramento(a) médico(a) cuidadoso devido aos efeitos colaterais.
Corticosteróides: hormônios bastante eficazes no tratamento da artrite. Os corticosteróides podem ser administrados por via oral ou injectável. A prednisona é ocorticóide mais utilizado por via oral para reduzir a inflamação da artrite reumatóide. Tanto na artrite reumatóide como na osteoartrite, o(a) médico(a) também pode injetar corticosteróides na articulação acometida, parando a dor. Uma vez que injeções frequentes podem danificar a cartilagem, elas só devem ser empregadas uma ou duas vezes no intervalo de um ano.
Redução do peso: os quilos em excesso colocam um stress extra sobre as articulações que sustentam o corpo, tais com joelhos e quadris. Pesquisas mostraram que mulheres obesas que emagreceram também experimentaram uma redução substancial no desenvolvimento de osteoartrite nos joelhos. Ainda, na presença de osteoartrite em um joelho, a redução de peso ajuda a diminuir a chance de ocorrência da doença no outro joelho.
Exercícios: nadar, caminhar e praticar exercícios aeróbicos de baixo impacto reduzem a rigidez e a dor articular. Alongamentos são úteis.
Cirurgia: alguns pacientes com artrite podem necessitar de cirurgia para remoção da sinóvia (sinovectomia) ou realinhamento da articulação (osetotomia), ou, em casos avançados, substituição da articulação afectada por uma prótese. A substituição completa da articulação não somente oferece um alívio dramático da dor como também tem melhorado a mobilidade de muitas pessoas com artrite.



Dr. Alessandro Loiola

quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

Cortes na Saúde


Os desempregados e pensionistas com rendimentos acima do salário mínimo passam a pagar, a partir de 1 de Janeiro do próximo ano, as taxas moderadoras do Serviço Nacional de Saúde (SNS).

Publicada em Diário da República, uma portaria do Ministério da saúde acaba com a actual isenção para todas as pessoas inscritas nos centros de emprego e reformula os critérios de acesso ao regime especial de comparticipação de medicamentos.
O conteúdo do diploma do Governo é destacado esta quarta-feira na imprensa económica. Jornal de Negócios e Diário Económico noticiam os cortes que o Governo tenciona aplicar, no próximo ano, ao acesso gratuito a cuidados de saúde. A partir de Janeiro, apenas os desempregados e pensionistas que apresentem rendimentos inferiores a 485 euros têm direito às isenções na Saúde.

Até agora, todos os desempregados inscritos nos centros de emprego (mais de 540 mil) estavam isentos do pagamento de taxas moderadoras nos hospitais, assim como os respectivos cônjuges e filhos menores. O fim das isenções para os titulares de rendimentos superiores ao salário mínimo nacional deverá atingir dezenas de milhares de pessoas – no final de 2009, eram cerca de 60 mil os desempregados que recebiam mais de 600 euros por mês de subsídio de desemprego.

A portaria do Ministério da Saúde reformula, assim, os conceitos de “pensionista” e “desempregado” no que diz respeito às taxas moderadoras, que terão o seu valor actualizado no início do ano com base na inflação – 2,2 por cento. A medida, escreve o Diário Económico, visa adaptar a nova lei da condição de recursos ao sector da Saúde, desde logo nos pressupostos para a isenção de taxas moderadoras e na comparticipação de medicamentos.


Comparticipação de medicamentos

Quanto aos critérios de acesso ao regime especial de comparticipação de medicamentos, que beneficia actualmente 1,3 milhões de pensionistas, o diploma introduz uma nova fórmula: as contas do rendimento anual dos pensionistas passam a abranger o valor total dos rendimentos próprios e dos respectivos agregados familiares.

A portaria estabelece que os beneficiários do regime especial de comparticipação devem comprovar essa condição até ao dia 28 de Fevereiro, através de um documento emitido pela Segurança Social ou nos centros de saúde; para continuarem a beneficiar do regime, terão de demonstrar que a soma de rendimentos do agregado familiar, dividida pelo número de pessoas, não supera 14 salários mínimos (6790 euros).

Permanecem isentos do pagamento de taxas moderadoras as pessoas inscritas nos centros de emprego com rendimentos inferiores a 485 euros mensais, os pensionistas e trabalhadores por conta de outrem que aufiram vencimentos abaixo do salário mínimo nacional, assim como os respectivos cônjuges (dependentes) e filhos menores, os pensionistas por doença profissional com uma incapacidade permanente global acima de 50 por cento, os beneficiários do Rendimento Social de Inserção, as grávidas e as crianças até aos 12 anos de idade.


“Medida inadmissível”

Para o Movimento dos Trabalhadores Desempregados, o Governo está a adoptar uma medida “inadmissível”. Cristina Afonso, da organização, entende mesmo que se trata de mais um passo no sentido de um “empobrecimento sucessivo da população”.

“É uma medida que vem na sequência da política do Governo de empobrecimento sucessivo da população, que não tem em conta o papel social do Estado e que, muitas vezes, os desempregados têm que recorrer aos serviços de saúde, por problemas de saúde resultantes da sua situação de desemprego e da falta de alternativas. Portanto, achamos que é mais uma das medidas que contribui para o empobrecimento, a exclusão social, e é acima de tudo uma injustiça social que sejam cortadas as taxas moderadoras”, reagiu a dirigente do Movimento,
“É uma medida de ataque aos que menos têm”. É assim que Valverde Martins, do Movimento dos Reformados e Pensionistas, encara a expressão prática da portaria do Ministério da Saúde.

“Nós verificamos que neste país, infelizmente, nos últimos tempos e desde há quase 30 anos a esta parte, têm vindo a ser atacados aqueles que menos têm e que menos ganham, que são certamente umas dezenas de milhares de pensionistas que vão, naturalmente, ter esse corte. Não custava nada admitir que aqueles pensionistas que têm reformas muito grandes, na ordem dos milhares de euros, pudessem ter mais esse imposto. Agora, aqueles que têm um rendimento perto do salário mínimo nacional, que é o caso, vão necessariamente ter mais dificuldades. É mais uma forma de lhes retirar a possibilidade, inclusivamente, de viver”, criticou.


Jornal de negócios 29/12/2010

sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

INFORMAÇÃO




É Surpreendente como num só ano a esperança de vida aos 65 anos aumentou tanto

As novas pensões vão ter uma redução significativa

O Governo mais uma vez não faz nenhuma publicação do factor de sustentabilidade para aplicar às pensões por velhice em 2011, colocando hoje na página da internet da Segurança Social o valor provisório da esperança de vida aos 65 anos para 2010 que o INE divulgou recentemente.

O valor provisório revela um aumento da esperança de vida aos 65 anos de tal modo significativo que não pode deixar de surpreender, tendo presente o que aconteceu em anos anteriores.

Entre 2006 e 2007, a esperança de vida aos 65 anos no nosso País aumentou 0,6%. Entre 2007 e 2008 aumentou 0,8% e entre 2008 e 2009 a subida foi de 0,3%.

De facto é surpreendente que o aumento entre 2009 e 2010 da esperança de vida aos 65 anos seja de 1,5%. A confirmar-se definitivamente este valor, as pensões por velhice para os trabalhadores que se reformarem a partir de 1 de Janeiro de 2011, vão ter uma redução já com significado, ou seja, à pensão atribuída pelo cálculo em vigor irá ser deduzido 3,14%.

Numa pensão de 500 euros irá ser deduzido 15,70 euros todos os meses, e em 14 meses a quebra será de 219,80 euros; e numa pensão de 1.000 euros a quebra será de 439,60 euros, e assim sucessivamente.

A CGTP-IN esteve totalmente discordante da introdução deste instrumento criado pelo actual Governo PS com o compadrio do PSD e CDS, dado que só tinha o objectivo de reduzir as pensões por velhice.

A CGTP-IN considera totalmente aberrante e descabido que o factor de sustentabilidade corresponda a uma correcção acumulada desde 2006.

A CGTP-IN não desistirá de lutar por esta causa. Ainda recentemente foi discutida na Assembleia da República a 2ª Petição por nós apresentada e que mereceu, mais uma vez, a discordância do PS, PSD e CDS.

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

Greve Geral






CGTP-IN SAÚDA OS TRABALHADORES PORTUGUESES




SAUDAÇÃO AOS TRABALHADORES

Os trabalhadores portugueses cumpriram hoje uma jornada histórica: a maior adesão de sempre a uma greve geral, com mais de 3 milhões de trabalhadores envolvidos, correspondendo ao apelo justificado por parte das centrais sindicais, especialmente da CGTP-IN.

A CGTP-IN saúda os trabalhadores portugueses, particularmente aqueles que, com muita coragem, determinação e sacrifícios pessoais, para si e para as suas famílias, exerceram o inalienável direito à greve, mesmo quando confrontados com a proibição de plenários de trabalhadores, recolha ilegal de dados pessoais, ameaças de processos disciplinares ou com o recurso à força policial para dificultar o exercício dos piquetes.

A CGTP-IN saúda os milhares de dirigentes e activistas sindicais que empenhadamente prepararam esta grande Greve Geral e, muito em particular, os jovens que, independentemente das diversas situações de precariedade e pressão chantagista, deram um substantivo contributo para o êxito desta Greve Geral.

Demos expressão a uma enorme indignação e protesto face às injustiças das políticas que vêm sendo seguidas e às práticas governamentais e patronais de desvalorização do trabalho, de redução dos salários, de precarização do emprego, de ataque a direitos sociais fundamentais.

Mas esta luta foi também uma determinada afirmação do futuro, exigindo uma mais justa distribuição da riqueza, a utilização dos recursos e das capacidades produtivas do país, a salvaguarda da soberania nacional. Fizemo-lo com esperança, com confiança e afirmando, com toda a força, a dignidade do trabalho e o direito ao progresso para as jovens gerações.

Fizemos uma extraordinária greve geral, apesar da precariedade de uma larga camada de trabalhadores, das chantagens e ilegítimas pressões de todo o tipo, das ilegalidades praticadas, quer pelo governo, quer por entidades patronais nas tentativas desesperadas de impedir os níveis de adesão que acabaram por se verificar. Esta foi a resposta corajosa, séria e empenhada dos trabalhadores reafirmando a mensagem “sim, nós aderimos”.

O “Eu faço Greve Geral” transformou-se numa atitude dos trabalhadores e das trabalhadoras da administração pública e do sector privado, dos transportes, da aviação, do sector portuário, da saúde, da segurança social, do ensino (em todos os seus níveis), da justiça, dos serviços, da indústria e do comércio. Verificou-se a participação de todas as camadas de trabalhadores, mais e menos qualificados, numa adesão forte, solidária, consciente, actuante e decisiva, provocando, a nível nacional, a maior Greve Geral.

Cada um e todos dissemos não a estas injustiças, a estas políticas, a esta austeridade e, com justa indignação, às assimetrias dos sacrifícios impostos e afirmamos o direito ao futuro. Exigimos novas políticas!

A CGTP-IN manifesta também a sua solidariedade a todos os que, estando de acordo com as razões da Greve Geral, não puderam exercer esse direito por fortíssimos condicionalismos que não foram capazes de vencer, por força de inadmissíveis pressões e coacções impostas pelo patronato e Governo, designadamente face às situações de precariedade que atingem muitos milhares de trabalhadores, à ameaça de desemprego e de não pagamento de prémios e subsídios.

A Greve Geral de hoje atingiu um grande impacto em todas as regiões do país, regiões autónomas incluídas, bem como em todos os sectores de actividade, tendo sido amplamente referenciada pelos media, também internacionais, e saudada por inúmeras organizações estrangeiras, particularmente europeias.

É tempo de o patronato cumprir as leis e os direitos dos trabalhadores, de respeitar a negociação colectiva, de assegurar condições de formação e qualificação, de remunerar com justiça.

É tempo de o Governo tratar os trabalhadores e a população portuguesa como pessoas com dignidade, com direitos e aspirações,com dificuldades e capacidades.

É tempo de o Governo cumprir Acordos estabelecidos, desde logo, assegurar a actualização do Salário Mínimo para 500 Euros em 2011.

É tempo de negociar com os sindicatos a reposição de protecções aos desempregados e aos mais carenciados, bem como, a melhoria das pensões de reforma, desde logo, para aqueles que vivem mais dificuldades.

É tempo de o Governo dialogar e negociar com os sindicatos não a aplicação de programas de empobrecimento, desemprego e recessão económica, mas sim a dinamização do aparelho produtivo, os compromissos necessários para uma produção de bens úteis ao desenvolvimento da sociedade, a melhoria da produção da riqueza e das capacidade competitivas da nossa economia.

Compete ao Governo afirmar e assegurar o direito a emprego com direitos, tratar os portugueses com equidade e garantir uma justa distribuição da riqueza produzida. É tempo de uma efectiva mudança de rumo!

A CGTP-IN e os trabalhadores sabem que as mudanças necessárias não acontecem dum dia para o outro. Elas fazem-se na continuidade da acção e da luta.

Vivam as trabalhadoras e os trabalhadores portugueses!

Lisboa, 24 de Novembro de 2010

sábado, 20 de novembro de 2010

Lazer








Cumprindo uma tradição que vem desde a fundação da nossa Associação, no passado dia 18, (quinta- feira) realizá-mos o tradicional Magusto /Convívio.

Esta iniciativa realizou-se,como vem sendo hábito, nas instalações de C.P.T. Pinhos Mansos, a quem agradecemos a receptividade e hospitalidade que, mais uma vez, manifestaram á nossa solicitação.

Apesar das condições atmosféricas não serem muito favoráveis, foram muitos os sócios (e não só) que quiseram estar presentes e que alguns (bastantes) fizeram questão de, levar a sua jeropiga, "tintól" ou seu bolinho, para enriquecer a mesa de um convívio salutar que se porporcionou nesta iniciativa.

Estiveram, também, representadas algumas organizações e recebemos mensagens s de solidariedade da Confederação Nacional de Reformados (MURPI)

Para ilustrar, um pouco do que atrás ficou dito, colocamos umas fotos colhidas no Convívio.















quarta-feira, 17 de novembro de 2010

Saúde

Hoje, fomos ao ginásio para ver como está a decorrer esta actividade da nossa Associação.
Recolhemos algumas imagens e ficá-mos satisfeitos pela forma empenhada e disciplinada como as alunas e alunos se aplicam para cuidar do físico e consequentemente da saúde.
Se é sócio da URPIT venha, também, fazer esta actividade saudavel.
















segunda-feira, 15 de novembro de 2010

Solidariedade


Pelo trabalho e pela paz!

A Campanha em defesa da paz e contra a Cimeira da NATO em Portugal – Campanha «Paz sim! NATO não!» saúda a jornada de luta convocada pela CGTP-IN contra o desemprego e as injustiças – pelo emprego com direitos, por salários justos e dignos e por serviços públicos universais e de qualidade.
A saudação da Campanha «Paz sim! NATO não!» estende-se a todos aqueles e aquelas que sofrem as consequências das injustas medidas que agora são tomadas em nome de uma «crise» da qual não são responsáveis nem para a qual contribuíram.
Não podemos ficar indiferentes à severa e injusta agudização das condições de vida da esmagadora maioria dos portugueses e portuguesas – trabalhadores, jovens, desempregados ou reformados – como consequência do aumento das desigualdades na distribuição da riqueza, isto é, da crescente concentração da riqueza.
Em Portugal, como na generalidade dos países da União Europeia, é àqueles e àqueles que vivem do seu trabalho, aos mais pobres e desprotegidos, que são impostos os sacrifícios ao mesmo tempo que, do outro lado, se verificam e crescem os lucros, benesses e benefícios imorais.
A Campanha «Paz sim! NATO não!» denuncia e rejeita uma política que impõe e pretende vir a impor novos e acrescidos sacrifícios aos trabalhadores e que gasta milhões e milhões de euros com a adaptação das forças armadas portuguesas às exigências da NATO e com o envio de militares portugueses ao serviço das suas agressões a outros povos, como se verifica no Afeganistão – isto é, para a guerra não falta dinheiro.
A corrida aos armamentos, a militarização das relações internacionais e a guerra – de que a NATO é peça central – é contrária aos interesses dos trabalhadores e dos povos.
Dinheiro para a guerra não!
Enquanto milhares de seres humanos morrem de fome e de doenças evitáveis e a pretexto crise e do combate ao défice se atacam as condições de vida e os direitos dos trabalhadores, as despesas militares não cessam de aumentar.
Os orçamentos militares dos países membros da NATO representam mais de 2/3 das despesas militares do mundo.
Verificamos que os grandes responsáveis pela agudização da situação económica e social ao nível nacional e internacional são, afinal, os mesmos que promovem e participam na corrida aos armamentos, na militarização das relações internacionais e a guerra, no desrespeito da soberania dos povos.
Há que dizer basta!
A paz, a defesa da paz e a luta contra a guerra é parte integrante e condição necessária para assegurar a possibilidade de progresso e de justiça social de um povo, de todos os povos!
A melhoria das condições de vida dos trabalhadores portugueses está irmanada com a conquista da paz pelo povo português.
Foi com a Revolução de Abril que os trabalhadores e o povo português conquistaram direitos fundamentais, como o fim da guerra colonial e do seu cortejo de milhares de mortos e dezenas de milhar de estropiados e o inicio e estabelecimento de relações baseadas na paz, na cooperação, na amizade e na igualdade com todos os povos do mundo.
A Constituição que consagrou a paz e o caminho e pão que consagrou a paz e o caminho e projecto de desenvolvimento para o povo português que preconiza que «Todos têm direito ao trabalho», que «Todos têm direito à segurança social», que «Todos têm direito à saúde», que «Todos têm direito a uma habitação condigna», que « Todos têm direito à educação e à cultura», é a Constituição que não podia deixar de consagrar que cada povo é soberano e que tem o direito de decidir do seu presente e futuro.
A Constituição da República Portuguesa nascida da Revolução de Abril estabelece que:
- «Portugal rege-se nas relações internacionais pelos princípios da independência nacional, do respeito dos direitos do homem, dos direitos dos povos, da igualdade entre os Estados, da solução pacífica dos conflitos internacionais, da não ingerência nos assuntos internos dos outros Estados e da cooperação com todos os outros povos para a emancipação e o pão e o progresso da humanidade»;
- e que «Portugal preconiza a abolição do imperialismo, do colonialismo e de qualquer outras formas de agressão, domínio e exploração nas relações entre os povos, bem como o desenvolvimento geral, simultâneo e controlado, a dissolução dos blocos político-militares e o estabelecimento de um sistema de segurança colectiva, com vista à criação de uma ordem internacional capaz de assegurar a paz e a justiça nas relações entre os povos.»
Há que exigir o cumprimento da Constituição da República Portuguesa!
Há que lutar por uma outra política que concretize os seus desígnios de justiça e progresso social, de trabalho e de paz!
Depois da «Cimeira das Lajes» que decidiu a agressão ao Iraque, o nosso país vai de novo servir de anfitrião aos senhores da guerra reunidos agora na Cimeira da NATO, numa clara afronta à aspiração do povo português de uma relação de amizade e de paz com todos os povos do mundo.
Em defesa da paz e contra a Cimeira da NATO em Portugal, a Campanha «Paz sim! NATO não!» convida todos os trabalhadores e trabalhadoras portugueses a participarem na manifestação que esta Campanha promove e organiza no próximo dia 20 de Novembro, pelas 15h00, do Marquês de Pombal à Praça dos Restauradores,
A Capanha
Jornal: A Voz dos Reformados