sábado, 8 de junho de 2013

Carta de um(a) Reformado(a)

Transcrevemos na integra, tal como recebemos, carta de um(a) Reformado(a).
A foto(em cima) pertence aos arquivos fotográficos da URPIT.
Reformados.....Obrigado, Querido Governo!


Agradeço ao governo pelo que tem feito pelos reformados, pois eles
não precisam de aumento (e podem muito bem viver sem 13º e 14º mês), pois não pagam luz, gás, rendas, remédios ou alimentação, como o resto da gente - nem precisam de ajudar, cada vez mais, os filhos e netos no desemprego, que todos os meses aumenta e que nunca se sabe quando irá melhorar.

Tudo lhes cai do céu, ao contrário de alguns outros, parlamentares, ministros, autarcas, etc., que têm de trabalhar duro para conseguir o pouco que têm.

O Aposentado só trabalhou, duramente, por 30, 35, 40 ou mais anos,
descontando anualmente sobre 14 salários durante esses anos todos para uma Segurança Social que hoje o acha culpado de todos os males...

O Reformado  tem a teimosia de sobreviver à falta de respeito e
incompetência, pois já não se precisa mais dele, agora que ninguém
quer o seu trabalho; o Governo julga-o um vagabundo que só serve para receber o valor da reforma e, por isso, vai-lha tirando, passo a passo, por agora.


Depois, a única greve que os reformados podem fazer é a de nunca mais morrerem e entupirem um pouco mais os hospitais públicos, com suas doenças e achaques.

Cordiais saudações.

Nós, os reformados, agradecemos o carinho e respeito deste Governo - afinal, não optaram pela "solução final". Quando será ?

 

 

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